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Por que times de tecnologia precisam de uma política de equilíbrio?

Exemplo do Spotify mostra como foi possível conquistar esse objetivo

Matt Castle*

14/04/2019 às 18h16

Foto: Shutterstock

Ao lançar seu novo negócio, em 2008, Daniel Ek queria combater o problema da crescente pirataria que a indústria da música enfrentava. Ele tinha uma visão antecipada do modelo de negócio por trás do streaming online e, hoje, o Spotify é avaliado em torno de 25 bilhões de dólares, com 140 milhões de usuários ativos em 61 países.

Mas tal crescimento implicou a criação de um exército de engenheiros cantando no mesmo tom. O que não é exatamente uma tarefa fácil para qualquer empresa, sobretudo se tivermos em mente que, em um primeiro momento, eram necessários 30 deles, depois 300 e então 3 mil deles em um curto espaço de tempo. Neste cenário,
torna-se impossível não questionar “como organizar um time tão grande de TI como este?”

No Spotify, o desafio inicialmente significou a implementação do que se chama de Scrum (metodologia usada para a gestão dinâmica de projetos, sendo muitas vezes aplicada para o desenvolvimento ágil de um software) - o que então se transformou em “tribes”, “chapters” e “guilds”. Em sua essência, o Spotify precisava de times inteiros de projeto em meio a uma série de especialidades de tecnologia a fim de fazer o negócio dar certo, em um contexto em que gigantes como Amazon e Google já investiam no mercado de streaming.

Aqui, o principal ponto em questão é como o sucesso de negócios em TI depende de times com especialistas de diversos segmentos trabalhando de forma conjunta e eficiente. Isso demanda uma liderança clara e se torna ainda mais importante conforme a nuvem se torna o principal ambiente no qual as empresas competem e consolidam seus negócios.

Uma análise publicada na revista Forbes apontou recentemente: “a mudança para uma arquitetura integralmente na nuvem não é uma decisão que vem de baixo. Ela deve vir dos maiores graus hierárquicos em direção a todas as camadas do time, a fim de que todos os envolvidos no projeto possam coordenar os ajustes necessários nas estratégias e práticas do dia a dia e façam da transformação um sucesso”.

Uma pesquisa realizada pela 451 Research também ressalta esta necessidade. O Relatório de Tendências de Serviços Gerenciáveis e de Hospedagem de 2019 ainda afirma que “as organizações estão alterando a rotina tradicional de comprar mais dispositivos, aplicativos e ferramentas para gerenciar e proteger seus workloads, dados e usuários… a maior parte das despesas tem sido então realocada para serviços prestados por terceiros”.

Neste mesmo sentido, ao avaliar as políticas de gestão de pessoas, o Relatório “Além da Transformação Digital”, produzido pela Claranet, apontou que quase metade das empresas ainda não pode avaliar proativamente suas capacidades de planejamento e operação. Como resultado, estes negócios frequentemente sentem falta de habilidades essenciais ou são forçadas a aprender habilidades ao mesmo tempo que novos processos estão sendo implementados - o que nos leva a crer que equipes e departamentos podem não estar sempre trabalhando com objetivos comuns.

De fato, criar formas diferenciadas de trabalho e permitir que times de tecnologia encontrem uma política de equilíbrio são o caminho para que a TI ajude os negócios a crescer.

*Matt Castle é gerente de Comunicação da Claranet Reino Unido

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