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Por que o reskilling é fundamental para líderes em tecnologia?

Aprimorar habilidades e estar sempre em busca do novo precisa ser uma prioridade para qualquer gestor, que deve ser estendida à equipe

Por Leandro Moreira*

17/09/2019 às 16h04

Foto: Shutterstock

Seja nos níveis de graduação ou pós-graduação, em geral prepara-se o profissional da seguinte forma: primeiramente vem o aprendizado teórico, depois a aplicação prática dos conhecimentos. E, uma vez que aquele profissional esteja “formado”, espera-se que já tenha todos os conhecimentos necessários para atuar na profissão. Mas esse modelo não se encaixa mais em um mercado de trabalho em constante transformação, alavancada pela revolução tecnológica e a indústria 4.0.

E os líderes que não tiverem muito claro o objetivo de aprendizado constante certamente ficarão
para trás. Reinventar-se várias vezes é hoje a palavra de ordem. E até já existe um termo que melhor define essa necessidade permanente de desenvolvimento: o reskilling ou requalificação (em tradução para o português).

O tema está tão em voga que o Fórum Econômico Mundial, realizado no ano passado na cidade
suíça de Davos, apontou o reskilling como uma das prioridades mundiais no combate à ampliação das desigualdades econômicas e sociais. Segundo o relatório “Towards a Reskilling Revolution”, divulgado durante o evento pela organização, até 2022, mais da metade (54%) dos profissionais precisarão de treinamento significativo para aprimorar ou ganhar novas habilidades.

Hard skills x soft skills

Mas, muitas vezes, o dilema encontrado por muitos líderes é saber em quais competências investir: as técnicas (hard skills) ou as comportamentais (soft skills).

Ao contrário das soft skills, as hard skills em geral são mais fáceis de serem visualizadas no currículo, por serem competências tangíveis. Possuem nome, data e local - como, por exemplo, uma graduação, certificações técnicas, proficiência em idiomas, mestrados e intercâmbios.

Já as soft skills representam habilidades não-técnicas - como capacidade de comunicação, autogestão,
empatia. Todas essas características valem frequentemente mais do que as especificações técnicas e não são fáceis de serem desenvolvidas. É preciso persistência e experiência, além da tão desejável inteligência emocional.

Portanto, o reskilling é bem-vindo em todas as profissões e níveis hierárquicos, inclusive para as pessoas
com um alto cargo que sentem dificuldade em estar alinhadas às tendências do mercado atual. A boa notícia é que se requalificar tornou-se mais viável, pois é possível ter acesso fácil a cursos que possam proporcionar o conhecimento digital completo, tão necessário hoje em dia.

No caso dos líderes, além da requalificação ser fundamental para reciclar os conhecimentos e estar em dia com as exigências e tendências do mercado, é indispensável para que o exemplo venha do gestor. O líder deve demonstrar aos liderados, inclusive na prática, o quanto se atualizar faz toda a diferença na carreira.

*Leandro Moreira é empresário, palestrante, especialista em liderança corporativa e em desenvolvimento de equipes de alta performance. Fundador de uma escola de computação gráfica onde desenvolveu um treinamento de liderança interna, conquistou 900 colaboradores, mais de 20.000 alunos, e uma rede de escolas próprias com 16 unidades. Atualmente, é empresário do ramo de educação. Em julho de 2019, lançará o livro “Seja um Líder de Heróis” (Editora Gente)

 

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