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Pesquisa da JetBrains aponta crescimento na adoção de Python 3

E o principal uso da linguagem segue sendo a Ciência de Dados

Da Redação

17/02/2019 às 11h08

Foto: Shutterstock

A JetBrains, criadora da plataforma PyCharm IDE for Python, divulgou os resultados da pesquisa Python Developers 2018, um retrato de ferramentas, preferências e percepções de mais de 20 mil desenvolvedores de Python em todo o mundo. A pesquisa, que ouviu profissionais de mais de 150 países - incluindo o Brasil -, mostra que o uso geral do Python está crescendo, com a análise de dados emergindo como o principal caso de uso, embora desenvolvimento, teste e automação da web ainda estejam em alta.

Dos desenvolvedores de Python pesquisados, 84% disseram que o Python era sua principal linguagem de desenvolvimento, com 50% citando o JavaScript como segunda opção. Ainda, afirmaram que HTML/CSS tomava o terceiro lugar em 47% dos que sugerem o papel principal do Python na criação de aplicativos da Web – sejam sites voltados ao público, aplicativos privados ou aplicativos de desktop equipados com front-end da web (por exemplo, Electron).

Em relação à adoção do Python 2 vs. Python 3, a pesquisa mostra 84% usando Python 3 e 16% ainda usando Python 2. Entre os usuários do Python 3, 54% estão usando Python 3.6 e 30% o Python 3.7, com o restante dividido entre outras versões.

O crescimento do uso do Python 3 tem sido estável ano a ano desde 2013, mas a implicação é que alguma margem de usuários continuará trabalhando com ele até o fim de sua vida útil em 2020. A pesquisa não investigou por que os desenvolvedores usam o Python 2, se pelo peso do legado do código, se pelos requisitos institucionais ou se simplesmente pela preferência do desenvolvedor.

Cerca de 52% dos entrevistados listaram desenvolvimento web como sua principal tarefa em Python. Quando os entrevistados foram solicitados a identificar um único caso de uso, em vez de todos os casos de uso em Python, o desenvolvimento Web encabeçou a lista em 27%. A pesquisa também revelou que Flask (47%) e Django (45%) eram, de longe, os frameworks web Python mais usados.

A análise de dados – a tarefa com a qual o Python se tornou mais amplamente associado nos últimos anos – foi citada por 58% de um dos casos de uso em Python. Lá, pacotes como o NumPy (62%), o Pandas (51%), o Matplotlib (46%) e o SciPy (38%) têm autoridade. Um campo relacionado, o machine learning, foi encontrado em 38% dos usuários, sendo o TensorFlow (25%) a estrutura de machine learning mais usada. Das ferramentas de big data para Python, o Apache Spark (12%) foi o vencedor.

Os conjuntos de tarefas aos quais o Python está associado desde a sua criação ainda estão bem representados: automação de sistema (43%), web scraping (37%), teste de software (32%), todos ainda figuram fortemente. Jenkins/Hudson (25%) e Ansible (20%), Requests (53%) e Pytest (46%) foram as principais escolhas de ferramentas nessas áreas.

A maioria dos desenvolvedores de Python trabalha com o Linux (69%), mas os desenvolvedores do Windows também são bem representados (47%). No entanto, a pesquisa não deixou claro qual porcentagem de usuários do Windows Python está executando o Python de forma nativa, em vez de usar Windows Subsystem para Linux. Dito isso, a experiência do Python no Windows tornou-se muito menos problemática nos últimos principais lançamentos. As melhores ferramentas integradas ao IDE também ajudaram – não apenas o PyCharm, mas também o Microsoft Visual Studio e o Visual Studio Code.

Sendo esta uma pesquisa patrocinada pela JetBrains, é natural que as principais opções da IDE incluam PyCharm (20%) e PyCharm Community Edition (15%). O Visual Studio Code ficou em segundo lugar, com 16%, o que não surpreende, dado seu sucesso geral com os desenvolvedores e a força de seu suporte em Python. Seu plug-in Python é um projeto patrocinado pela Microsoft.

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