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Para engajar funcionários e consumidores, líderes devem repensar liderança

Levantamento da Accenture aponta urgência para a necessidade de uma liderança holística como parte de estratégia dos negócios

Da Redação

24/07/2019 às 17h35

Foto: Shutterstock

A Accenture divulgou recentemente estudo no qual identificou a formação de um novo grupo de stakeholders composto tanto por funcionários como consumidores. De acordo com o relatório “Whole-Brain Leadership: The New Rules of Engagement for the C-suite”, a atuação do grupo pode afetar diretamente as empresas, culminando até mesmo na sua destruição a longo prazo.

Diante dessa nova realidade, especialistas começaram a repensar a postura de liderança dos executivos C-suite, tornando-a mais humanizada. Segundo o estudo, empresas que aplicaram a técnica registraram aumento de 22% em seu faturamento.

Supergrupo emergente

Buscando criar abordagens mais harmônicas, a Accenture implantou a “whole-brain”, que nada mais é que uma atuação do C-suite envolvendo aspectos como a empatia, inovação e intuição.

Para se ter dimensão da importância da transformação, os stakeholders, ou “desbravadores”, sabem exatamente as mudanças que as lideranças C-suite devem passar. Abarcando pessoas de ambos os sexos e das gerações Gen Z aos Baby Boomers, os “desbravadores” acreditam que as redes sociais aumentaram seu alcance, quer seja como funcionários ou como consumidores.

Nesse sentido, Katherine LaVelle, diretora geral e líder global da prática de Talent & Organization North America na Accenture Strategy, relata: "O poder de compra e a influência profissional desse grupo, combinado à sua fluência em tecnologias digitais, dão a eles um poder de influência enorme, que não pode mais ser ignorado pelos líderes das empresas. Em vez disso, os líderes do C-suite devem focar a aceleração do tipo de mudança necessária para que possam se reposicionar rumo ao sucesso."

Novo modelo de liderança

A luta dos stakeholders é por um líder que reúna além das habilidades técnicas (raciocínio lógico, tomada de decisões e orientações para resultado), habilidades mais criativas.

Nesse cenário, a pesquisa revelou que 65% dos C-suites entrevistados apontam a falta dessas habilidades menos analíticas como ponto fraco e apenas 8% afirmam que suas empresas usam uma abordagem “whole brain”. De outro lado, 82% dos líderes C-suite participantes destacaram que suas organizações planejam essa harmonização para os próximos três anos.

Peter Lacy, diretor sênior da Accenture Strategy, destaca que "A requalificação voltada à mudança do estilo de liderança e que combina dados, criatividade e abordagens mais humanas é fundamental para a construção de empresas duráveis e que gerem crescimento e rentabilidade robustos".

Os executivos C-suite precisam adotar a liderança "whole brain", ou seja, impulsionar o poder do grupo de desbravadores permitindo que suas opiniões e ideias sejam ouvidas. Além disso, os líderes devem promover mudanças buscando o equilíbrio entre suas habilidades técnicas e emocionais de modo a usá-las tanto na esfera profissional, quanto na pessoal.

 

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