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Os CEOs e as dificuldades com a inovação disruptiva

Hoje, se uma empresa concorrente criasse um modelo disruptivo, muitos não teriam como agir nos próximos 6 a 12 meses. Executar a Inovação – transformá-la em realidade - talvez seja a maior dificuldade

Orlando Cintra *

20/12/2016 às 7h54

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Foto:

Recentemente,
tive o privilégio de fazer uma viagem com um grupo de mais de 50 CEOs e
importantes executivos dos mais variados segmentos de mercado. Além de
muito divertida e agradável, fiquei muito intrigado sobre como, na
prática, a Transformação Digital é um tema de interesse, investimento e
grande preocupação destes executivos.

Algumas constatações:

-
independente do segmento (financeiro, varejo, private equity,
manufatura), e do tamanho do negócio (grandes, médias ou pequenas
empresas), a grande maioria dos executivos possui a CERTEZA de que seu negócio não será o mesmo daqui a 3 anos.

-
todos, sem exceção, entendem a Transformação Digital como uma
oportunidade. Mas, claramente, a urgência de uma ação para transformar
seu negócio está na AMEAÇA da competição de empresas mais inovadoras e startups.

-
uma minoria possui planos claros, ou times de inovação estruturados.
Se, hoje, uma empresa concorrente criasse um modelo disruptivo, muitos
não teriam como agir nos próximos 6 a 12 meses.

-
grande parte dos executivos entendem que a ajuda para desafiar o
“status quo” e instilar inovação deve vir de fora dos limites da
empresa, principalmente através de contatos com inovações através de
design thinking e protótipos.

O
que mais me chamou a atenção foi que a grande maioria dos executivos
discute muito bem o tema de Inovação e conhece bastante do mercado.
Alguns possuem algumas ideias interessantes de como inovar em seus
segmentos e onde estão os ganhos de produtividade ou experiência do
cliente. Mas, quando saímos do campo das ideias para a prática, a
execução é uma parte da equação ainda não resolvida. Quem, afinal, faz a
“ideia disruptiva” acontecer de fato na empresa torna o sonho em
realidade. Neste ponto, a grande maioria dos executivos tem um “veja
bem”...

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Claramente,
o futuro segue nesta linha. Talvez (e eu particularmente acredito
nisto), a inovação e modelos disruptivos sejam “profecias
auto-realizáveis”: você se empenha em uma boa ideia (que provavelmente
virá de dezenas de pessoas pensando de forma conjunta e concentrada
dentro da sua empresa), testa esta ideia em pequena escala, coleciona
alguns fracassos quando finalmente acerta um modelo que “parece dar
certo”. Este modelo começa a escalar, é aperfeiçoado, quando “estoura” e
tem que ser escalado rapidamente devido à demanda que o mesmo gera. É
quando o seu concorrente começa a copiar sua ideia, e você precisa estar
com outras inovações “no forno” para se manter à frente do mercado.

Executar
a Inovação – transformá-la em realidade - talvez seja a maior
dificuldade que os executivos vivenciam hoje em suas empresas. Muitos,
de forma velada ou até com algum desconhecimento.

Já sabemos que no futuro próximo teremos automóveis “self driven”,
casas totalmente automatizadas e com comandos de voz, roupas
sensorizadas que permitem desde uma melhor prática de esportes até
melhorar sua segurança com monitoração proativa, aplicativos de
realidade aumentada à la “Pokemon GO”, entre outras inovações que já
estão sendo “executadas”.

Dado
que isto “está escrito”, como estas inovações vão afetar o seu negócio?
Que sinergias as mesmas podem gerar na sua cadeia de valor, nos seus
clientes e parceiros?

Se
tudo ficar muito complicado e difícil, observe seus filhos ou netos. A
maneira pela qual eles se relacionam com tecnologia e consomem os bens
atuais dá muitas dicas sobre o que está por vir. Não daqui a 3 anos, mas
talvez em questão de meses.


(*) Orlando Cintra é Vice Presidente de Tecnologia e Plataformas Digitais da SAP Brasil

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