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Orçamento maior para TI estratégica em 2008

Apesar do pessimismo que assola o mercado, TI com foco em resultado tem orçamento maior

Galé Gruman, InfoWorld

24/01/2008 às 11h58

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Depois de anos ouvindo que investir em TI é um plano estratégico inteligente, os executivos de negócio parecem ter entendido a mensagem, de acordo com a nova pesquisa de CIO do Gartner divulgada na semana passada – mas somente quando os dólares têm como destino esforços tecnológicos com benefícios visíveis, especialmente iniciativas envolvendo consumidores e parceiros.

A boa notícia é que, apesar do andamento da economia, os orçamentos de TI cresceram 3,3% entre todas as 1,5 mil companhias pesquisadas pelo Gartner. O dado que importa para os executivos de TI: Orçamentos de empresas focadas nos resultados do negócio estão crescem 4,9%, disse Mark McDonald, vice-presidente do grupo Gartner. Aquelas organizações cuja estratégia de TI envolve somente eficiência verão seu orçamento crescer apenas 1,7%.

A pesquisa mostra que existe uma grande mudança em andamento nas prioridades da TI, nota McDonald. As três principais prioridades em 2008 estão otimizando processos de negócio, atraindo e mantendo novos clientes e criando novos produtos e serviços. A terceira tendência foi a décima de 2007. O que saiu das três prioridades foi reduzir os custos das empresas, que passou para a quinta posição. O declínio de corte de custos como prioridade e a ascensão da inovação mostram claramente a mudança, diz McDonald.

Mas gerentes de TI que esperam um retorno aos dias de glória dá década de 1990  - em que o crescimento anual do orçamento era de 15% - ficarão frustrados, diz ele. Naquela época, o orçamento de TI era dirigido por iniciativas de TI realizadas para seu próprio bem. “Hoje é mais sobre necessidades específicas do negócio,” ele diz, “estamos vendo estratégias bem fincadas nas mudanças de operações de negócio, não atrás de um modismo.”

E não é o CIO quem está dirigindo o aumento do orçamento; são os executivos de nível-C quem finalmente enxerga a TI como um habilitador do negócio, adiciona McDonald. CIOs que promovem a TI como uma força de mudança para o negócio foram demitidos ou classificados como interesseiros. Ele nota, “chamar atenção para se mesmo nunca é muito positivo.”

Apesar da possibilidade da economia norte-americana estar entrando em recessão, McDonald não acredita que TI verá seu orçamento estraçalhado, como aconteceu na recessão de 2000 e 2001. Aquela recessão veio depois de anos de gastos desenfreados em TI cujos benefícios ao negócio eram pouco claros. O crescimento do orçamento mais moderado previsto para 2008 não oferece à TI a mesma facilidade que tinham então, ele nota. “Se você corta o orçamento de TI em 10%, pode ver um efeito de apenas 0,2% em todo o orçamento. Você pode obter mais recursos através da redução dos custos operacionais investindo em melhoramentos em TI”, explica. Esse é motivo para o negócio aumentar os gastos em TI orientados às iniciativas orientadas aos resultados de negócio, diz ele.

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