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O que Tim Cook e Melinda Gates têm em comum quando o assunto é liderança?

Líderes que atuam com propósito e dão esteira para o time. Assim são alguns dos talentos mais admirados da atualidade

Déborah Oliveira

15/04/2019 às 11h50

Foto: Shutterstock

Quem é um bom e admirável líder para você? William Boulding, reitor da Fuqua School of Business da Duke University, a oitava melhor universidade dos Estados Unidos, cita dois executivos que acredita serem referência: Tim Cook, CEO da Apple, e Melinda Gates, cofundadora e copresidente da Fundação Bill e Melinda Gates. “Ambos têm o toque humano”, resume ele.

Em tecnologia, Cook, que é graduado na Duke, exemplifica o perfil do líder atual, revela Boulding. “Para uma empresa de tecnologia, é fácil focar apenas na tecnologia, mas Tim aprendeu cedo que um bom time sempre tem um bom líder. Ele entende que juntar pessoas e trabalhar por um propósito é possível e fundamental para obter resultados incríveis”, assinala.

Boulding considera Cook um líder altruísta, que serve e se importa verdadeiramente com as pessoas. “Com isso, ele dá a oportunidade para que a equipe se desenvolva e apresente todo o seu potencial”, observa.

Outra característica destacada por ele é o fato de que ele motiva seu time. “Essa receita de sucesso fez da Apple a empresa mais valiosa do mundo. Ele é um grande exemplo”, aponta Boulding, que teve a oportunidade de conversar pessoalmente com Cook em algumas ocasiões.

Saindo do mundo de tecnologia, mas nem tanto, Boulding cita Melinda, que também é graduada na Duke e foi aluna dele. Segundo o reitor, ela fez algo extraordinário em sua carreira: deixou o setor privado para coliderar uma organização sem fins lucrativos, algo que ele considera altamente desafiador.

“Além dessa virada na carreira, ela, assim como Tim, nunca perdeu o toque humano no que faz, porque no final do dia ela sabe que as iniciativas da Fundação são sobre pessoas”, comenta.

Outra similaridade entre os dois, prossegue ele, são os valores: Melinda salvando vidas na África e Cook lutando pela diversidade dentro e fora da Apple.

Para Boulding, portanto, os líderes do futuro terão de desenvolver cada mais a capacidade do toque humano. “Não podemos viver em uma sociedade que é só tecnologia, especialmente agora com a evolução da inteligência artificial e do aprendizado de máquina”, sentencia.

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