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O que o Brasil pode esperar com o 5G?

Precisamos também pensar como vamos nos preparar para receber esta transformação digital

Por João Paulo Costa Pereira*

15/01/2020 às 17h55

Foto: Shutterstock

Um dos assuntos mais especulados no setor tecnologia para 2021 é a chegada do 5G, que será mais forte e potente do que as redes móveis 4G e 3G. Porém, o assunto ainda traz muitos questionamentos e dúvidas sobre sua implementação e, principalmente, o futuro desta conectividade para as empresas.

A entrada dessa infraestrutura de nova geração vem em um momento singular para o Brasil, já que segundo um balanço da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), no ano passado, o país registrou 207,8 milhões de acessos à internet pela rede móvel. Considerados os acessos fixos e móveis, o Brasil fechou 2019 com um total de 239,6 milhões de acessos no País. Destes, 31,8 milhões são em banda larga fixa, segmento que cresceu 5,8% em 12 meses, com 1,8 milhão de novos acessos.

O grande problema é que as redes do 4G estão ficando sobrecarregadas. O mesmo estudo da Telebrasil mostrou que o Brasil ativou em todo o ano passado 24,5 milhões de novos chips 4G, alcançando um total de 140 milhões de celulares de quarta geração em operação no País. Isso significa que a cada segundo um novo celular 4G foi ativado no País em 2019.

Além de resolver problemas de instabilidade de navegação em horários de pico, o 5G vai além e pretende revolucionar a forma como lidamos com espaços conectados que vão desde o ambiente doméstico, passando pela indústria e automação entre outros setores.

A Internet das Coisas fará parte do dia a dia de muitas pessoas, seja por questões de segurança como também por meio de implementação de projetos de cidades inteligentes. Além de reduzir a latência - o tempo de resposta de um aparelho a partir do momento em que ele recebe a ordem até a executar uma ação. Quanto menor for a latência, mais rápida será a navegação na Web até a comunicação de voz sobre IP (VoIP), que deverá funcionar sem maiores interferências.

Alguns países já implementaram a tecnologia como Estados Unidos, Suíça e Coréia do Sul. De acordo com um relatório da Opensignal, uma empresa global de análise móvel, o 5G aumenta a velocidade máxima de download em até 2,7 vezes a velocidade máxima dos usuários 4G. No estudo, foi levado em conta as velocidades máximas observadas em oito países que lançaram serviços 5G.

Com um investimento de mais de US$ 5 bilhões em pesquisa e desenvolvimento da rede móvel de 5° geração, a Huawei acredita que até 2025, 58% da população terá acesso ao 5G. No Brasil, a empresa acredita que o 5G poderá transformar diversas áreas como agronegócio e segurança. Por meio da Internet das Coisas haverá mais facilidade de conectar fazendas e acelerar a produtividade, e também aumentar a qualidade de vídeo para centrais de comando da polícia, por exemplo.

No país, a expectativa é que o leilão das frequências do 5G seja realizado no primeiro semestre de 2021, após a Anatel verificar que a frequência de 3,5 GHz que seria usada nas redes de quinta geração para transmissão de dados, poderá conflitar com as frequências atuais do sinal da TV aberta, principalmente o que é transmitido a antenas parabólicas em regiões distantes dos centros urbanos.

Sabemos dos grandes benefícios do 5G para Brasil e para o mundo, mas precisamos também pensar como vamos nos preparar para receber esta transformação digital.

*João Paulo Costa Pereira é vice-presidente da Solo Network

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