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O que é o TechQuilibrium: a nova meta que CIOs devem buscar nas empresas
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O que é o TechQuilibrium: a nova meta que CIOs devem buscar nas empresas

Para superar incertezas, Gartner aconselha líderes de TI apostarem esforços em quatro áreas. Liderança proativa é apenas uma delas

Carla Matsu

31/10/2019 às 13h18

Foto: Shutterstock

Não é preciso estar muito atento para se dar conta que o cenário global - e local - é de uma diversa incerteza. Ao mesmo tempo, as disrupções digitais ou aceleram para impulsionar empresas ou aceleram para sucumbi-las, caso elas não se reinventem a tempo. Neste contexto, como fica o papel dos líderes de tecnologia nas organizações? O Gartner aponta que há três grandes forças que estão criando incertezas para os CIOs e que são geradoras de "viradas". São elas a geopolítica, a economia e o surgimento de gigantes digitais, como Amazon e Google que têm em seu portfólio serviços que atendem diferentes indústrias e verticais.

É aqui que a consultoria introduz um novo termo, o TechQuilibrium. No novo verbete da transformação digital, trata-se do "ponto de equilíbrio tecnológico capaz de definir o quão digital a empresa precisa ser para competir ou liderar a sociedade digital", explica o Gartner. Entretanto, para além da literatura, o trabalho dos CIOs - na prática - não soa nada romântico. Exige esforços em quatro áreas: Tomada de decisão corporativa; Liderança; Experiência do cliente e Sociedade Digital.

Don Scheibenreif, pesquisador vice-presidente do Gartner, destacou que para lidar com tais “viradas” é imprescindível uma equipe executiva de alto desempenho. “Os CIOs devem fazer parceria com suas equipes executivas para projetar uma proposta de valor que conduza à combinação certa de negócios tradicionais e digitais", explica. Segundo ele, ao atingir esse ponto de equilíbrio, você alcançou seu TechQuilibrium. "Empresas individuais e indústrias inteiras terão pontos diferentes de TechQuilibrium. Nem todo setor precisa ser digital da mesma maneira ou na mesma extensão”, complementa.

A grande maioria das organizações ainda busca certa maturidade em direção ao TechQuilibrium. Scheibenreif destaca que boa parte das empresas consultadas pelo Gartner precisa acelerar suas iniciativas digitais para alcançar o ponto de equilíbrio tecnológico.

Um dos pilares desta jornada reside na tomada de decisão corporativa. À medida que as empresas incorporam mais tecnologia e mais decisões são automatizadas em uma sociedade digital, pode ser difícil para a liderança humana acompanhar esses processos. Neste sentido, onde ficará o equilíbrio? “Será uma mistura de ambos, focada na colaboração entre pessoas e máquinas. O Gartner prevê que, até 2022, 40% dos funcionários consultarão um agente de Inteligência Artificial para suporte à decisão. A maioria dos ambientes, particularmente os complexos e ricos em dados, exigirá uma parceria entre humanos e máquinas, com máquinas realizando o trabalho pesado de processamento de dados e pessoas interpretando e reforçando as decisões”, diz Scheibenreif.

CIO, preste atenção no "cliente total"

Consumidores se acostumaram com a ideia de conseguirem resolver tudo por um smartphone. Tais avanços, diz o Gartner, constituem também a “virada” do cliente. A consultoria o chama de “Cliente Total” (Everything Client, em inglês). Pense nele como um cliente que deseja coisas conflitantes ao mesmo tempo, geralmente impulsionado por uma tecnologia difundida. Por exemplo, os clientes que desejam todos os recursos necessários em um aplicativo móvel, mas que também sejam fáceis e simples.

Pensar em experiências que geram valor para o cliente se engajar com a marca é fundamental. “Para fazer isso, as organizações precisam de uma plataforma tecnológica que traga vida a essas experiências bem projetadas. O Gartner chama isso de plataforma de múltiplas experiências", explica Helen Huntley, Managing Vice President do Gartner.

Outro aspecto que atravessa o trabalho dos CIOs diz respeito a sociedade digital, que é a soma de todas as interações entre pessoas, organizações e coisas. As melhores práticas e regras antigas não funcionam mais. Novas práticas e regras são necessárias, incluindo como gerenciar a abundância de dados e inteligência que a Inteligência Artificial e a Internet das Coisas (IoT) forneceram. Encontrar os dados não é mais um desafio. A "virada", nesse caso, é como as informações são usadas.

"Três coisas são necessárias para equilibrar o valor e o uso responsável dos dados – a governança sólida da informação, a oferta de valor real baseado em informações para que as pessoas possam ver como o compartilhamento de dados pode beneficiá-las, e a oferta de mais transparência e controle para ganhar confiança", afirma De’Onn Griffin, Senior Research Director do Gartner.

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Por fim, a liderança proativa dos CIOs é o elo que pode estar faltando para as organizações inovarem com mais rapidez em tempos de "viradas".

"Uma autoavaliação de liderança do Gartner com mais de 15.000 CIOs e executivos de TI mostrou que a maioria dos CIOs se considera mais suscetível a serem reativos ou defensivos do que assertivos ou ofensivos", diz Joao Tapadinhas, Research Vice President do Gartner. “Para alcançar o TechQuilibrium e vencer nas ‘viradas’, os CIOs devem adotar a postura ofensiva. Isso significa ser capaz de se reposicionar, gerar energia e pontuar”, conclui.

 

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