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O que busca a Geração Z no trabalho e como líderes podem ficar em linha

Profissionais “nativos digitais” estão menos preocupados com salário e estabilidade na carreira que seus antecessores millennials, revela pesquisa

Redação

17/05/2019 às 17h31

Foto: Shutterstock

É cada vez maior o número de jovens que se arrepende das suas decisões de carreira. Uma pesquisa conduzida pelo Gartner com profissionais pertencentes à Geração Z revela que 40% não aceitariam novamente uma oferta de emprego que já aceitaram anteriormente e apenas 51% acreditam que terão um longa carreira na organização onde atuam.

Inevitavelmente, esse arrependimento leva à rotatividade, baixo engajamento e baixa produtividade. Tanto que mais de um terço dos candidatos que se arrepende de sua decisão pretende deixar sua posição em um ano.

“Para lidar com esse aumento do arrependimento entre os candidatos – e conter os problemas decorrentes de baixo desempenho e alta rotatividade – as organizações precisam entender melhor o que os candidatos da Geração Z querem”, destaca Lauren Smith, vice-presidente de práticas de RH do Gartner.

Para os nativos digitais ou jovens da geração Z, aqueles nascidos entre 1990 e 2000, a inovação e a mudança são uma constante. Em busca de acompanhar os avanços da tecnologia e dos processos de negócios, esses talentos estão dispostos a aproveitar vários tipos de oportunidades de desenvolvimento, desde programas de treinamento e boot camps à educação continuada.

Geração Z: novas prioridades

Em 2018, cerca de 23% dos candidatos da Geração Z listaram oportunidades de desenvolvimento como um dos principais motivos para escolherem uma vaga, em comparação com apenas 17% dos jovens da geração anterior (millennials) que responderam em 2013 a Pesquisa Global do Mercado de Trabalho realizada pelo Gartner.

Mas afinal, o que eles esperam das empresas? Flexibilidade no trabalho e a possibilidade de trabalhar em qualquer local. “Com esta última safra de profissionais entrando no mercado de trabalho, estamos vendo um foco maior na integração entre a vida profissional e a capacidade de buscar interesses simultaneamente dentro e fora do local de trabalho”, evidencia Smith.

O salário não é mais uma garantia para manter esses jovens nas empresas. Em 2018, cerca de 38% dos candidatos da geração Z disseram que deixariam um emprego por causa da remuneração, em comparação com 41% dos mMllennials em 2013. Além disso, os jovens da geração Z (25%) estão menos preocupados com uma carreira definida do que seus antecessores Millennials (34%).

Uma nova gestão: os gestores ‘conectores’

Enquanto os nativos digitais estão focados em aprender e desenvolver habilidades, as empresas que querem manter esses profissionais devem oferecer essas oportunidades. “Nossa pesquisa mostra que, mais do que qualquer outra pessoa, é o gerente de um funcionário que influencia o tipo de desenvolvimento que ele recebe no trabalho", expõe Smith.

Esses jovens sabem que possuir talentos e habilidades únicas, que atualmente são preciosas para as empresas, pode compensar a falta de experiência. Os gestores, por sua vez, devem se adaptar a essa nova realidade e mudar de uma abordagem “sempre ligada” para uma abordagem “conectora”.

Os “gestores conectores”, segundo Lauren Smith, são aqueles que promovem conexões significativas para seus subordinados diretos entre os funcionários, as equipes e a organização com intuito para desenvolver habilidades específicas de um funcionário.

Para a VP de práticas de RH do Gartner, os gestores não são apenas cruciais para garantir que as habilidades de seus funcionários permaneçam relevantes – uma preocupação fundamental da Geração Z –, mas podem melhorar o desempenho dos funcionários em até 26% e triplicar a probabilidade de que seus subordinados diretos tenham alto desempenho.

"Os empregadores que querem aproveitar o fluxo de candidatos da Geração Z no mercado de trabalho devem considerar a melhor forma de atrair esses indivíduos e reduzir o desejo deles de buscar oportunidades de carreira alternativas", recomenda Smith.

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