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Lide com chefes bravos

Como líderes devem lidar com subordinados agressivos, que desmotivam suas equipes e destroem a qualidade de vida no ambiente de trabaho

Laura Crawshaw*

29/01/2008 às 13h09

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Você gerencia gerentes. Graças a treinamentos e experiências, você aprendeu a gerenciar tarefas e equips de forma a atingir objetivos e entregar o que é esperado. Mas o quanto você foi treinado sobre como gerenciar gerentes arredios, também conhecidos como “chefes abrasivos”?

"Só dói quando eu trabalho"
Chefes “abrasivos” desgastam suas equipes com seus estilos de gerenciamento agressivos, que combinam comportamentos que vão de ofensas leves ao ataque aberto. As palavras e atitudes dessas pessoas criam atritos interpessoais entre subordinados, pares e até mesmo superiores, destruindo a confiança e a motivação e atrapalhando o bom andamento do trabalho. Chefes abrasivos causam tanto sofrimento aos funcionários que toda a companhia sente o baque, com a queda da eficiencia e da produtividade das equipes.

Dinheiro e sensibilidade
Chefes desse tipo causam dores de cabeça intensas também em seus superiores, os quais lutam para apaziguar os ânimos. Tolerar chefes abusivos é muito caro quando se calcula os custos da queda da produtividade, os atritos entre profissionais competentes e o clima pesado. E os líderes que falham ao abordar essas questões serão vistos pelos funcionários como condescendentes.
Frequentemente, os líderes evitam interferir em situações do gênero, não porque não se importam, mas porque têm medo. Eles temem perder o gerente que causa o problema ou temem magoá-lo. As empresas também falham quando minimizam a situação ou quando “empurram com a barriga” e esperam que tudo se resolva sozinho.

Dicas para domar seu subordinado
Então, como você controla o chefe abrasivo que trabalha para você? O primeiro passo é entender com quem você está lidando. O mais comum é imaginarmos que esse tipo de profissional é mal ou louco e passa seus dias pensando em novas maneiras de atormentar seus colegas de trabalho. No entanto, ao longo dos anos tenho percebido que o oposto tende a ser verdade: a maioria dos chefes abrasivos têm muito medo. Eles precisam ser vistos como competentes e qualquer coisa que ameace isso cria ansiedade e necessidade de defesa. Em outras palavras, eles atacam quando se sentem ameaçados. Não fazem nada por mal, mas você pode ser machucado se ficar no caminho.
O segundo passo é entender que a maior parte dos profissionais com esse perfil não vêem que são assim. E, quando percebem, não têm a noção exata do mal que estão causando aos demais. Chefes abrasivos geralmente são geralmente cegos para o impacto que seus atos têm nos demais porque não têm sensibilidade para ler os sinais dos outros.

Gestão efetiva ou intimidação?
Onde esses profissionais aprenderam a ser como são? O abuso normalmente é aprendido e, frequentemente, eles passaram a ser assim terem visto esse tipo de comportamento ser bem-sucedido – na infância, na escola ou em empregos anteriores. Surpreendentemente, os chefes abrasives vêem seus modos agressivos como uma forma eficiente de gerenciar e não têm consciência de que o que eles fazem para “motivar” é visto como intimidação – e, normalmente, acaba tendo o efeito oposto e destruindo a produtividade. Mas eles podem mudar ao conhecer o efeito de suas ações em seus funcionários.

Um programa de três passos
Sabendo que chefes abrasivos são motivados pelo medo de serem vistos como incompetentes e não têm idéia do mal que causam aos demais, você está preparado para intereferir de maneira eficiente. Preste atenção a três passos: 1) faça com que eles vejam o que estão fazendo, 2) faça com que eles se importem o suficiente para mudar e 3) ofereça ajuda.
Fazer isso pode ser mais difícil do que parece, mas é o caminho certo para chegar a resultados positivos.

*Laura Crawshaw é presidente do Executive Insight Development Group e autora do livro “Taming the Abrasive Manager: How to End Unnecessary Roughness in the Workplace”

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