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O inevitável consumo omnichannel, o varejo e o BI: qual a relação?

Marcas que investem na experiência omnichannel do cliente experimentam aumento comprovado de receitas. Mas o que o BI tem a ver com tudo isso? Tudo

Por Douglas Scheibler*

27/11/2019 às 16h12

Foto: Shutterstock

O consumidor utiliza a tecnologia em diversas tarefas cotidianas, com o objetivo de otimizar tempo, facilitar e agilizar suas atividades. Desta forma, o consumo passa a ser norteado também por esta versatilidade, que tem no e-commerce e na pesquisa online duas de suas principais vertentes.

Isso exige que as marcas se reinventem continuamente para atender às expectativas de perfis de clientes a cada dia mais high tech, mais envolvidos em todos os canais, mixando interatividade online e física. É o famoso universo omnichannel, que já não é mais novidade, e sim uma tendência incorporada ao cotidiano de compra e venda de todos os setores, tanto B2C quanto B2B.

Só no primeiro semestre deste ano, o comércio online nacional atingiu a cifra de R$ 32,1 bilhões, incremento de 16,3% quando comparado com o mesmo período de 2018, segundo relatório da Compre&Confie. A pesquisa aponta ainda que 19,7 milhões de brasileiros realizaram ao menos uma compra virtual no primeiro semestre de 2019, aumento de 35,8% na comparação com o primeiro semestre do ano passado. E, para o segundo semestre a perspectiva é de medições ainda maiores neste segmento. Isso comprova que, para manter-se competitivo, o varejo não pode mais sequer pensar em ignorar o universo online, ou, ainda mais, sua interação com o offline.

As marcas que investem na experiência omnichannel do cliente experimentam aumento comprovado de receitas. Mas o que o BI tem a ver com tudo isso? Tudo. O consumidor omnichannel precisa ser entendido. E ele está em todos os lugares, em todas as plataformas.

É muita coisa para avaliar a olho. É preciso muita tecnologia analítica para reunir dados e transformá-los em informações construtivas, capazes de embasar decisões que revertam em efetivo aumento das vendas.

Guiar a jornada de compra no misto de on e offline é tarefa que o BI (Business Intelligence) e o BA (Business Analytics) podem auxiliar de maneira vigorosa, reunindo informações que dirão ao varejista quem é seu público-alvo, o que ele busca, em que plataformas, e como decide investir neste ou naquele produto, serviço ou marca. Tudo isso para tornar a gestão do relacionamento prospect/cliente-empresa um um processo eficiente e assertivo.

Segundo pesquisa da consultoria McKinsey, nos próximos três anos 45% das vendas deverão ser concretizadas com a interação de pontos de venda físicos e digitais, em diversos itens, incluindo setores que hoje não são o forte da integração físico-virtual, como o de alimentos. Ou seja, a expansão está à vista.

E para quem souber aproveitar a tecnologia como aliada no processo de entendimento do mercado, atendimento das demandas em aberto e atração das oportunidades para conversão em vendas, isso significará expandir também os lucros. Um prognóstico bastante positivo, especialmente às vésperas do fim do ano e suas tão esperadas vendas natalinas, correto?

*Douglas Scheibler é CEO da BIMachine

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