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O fim da resistência: 2020 será o ano da migração para a nuvem

Para ser uma realidade completa, jornada para nuvem precisa superar barreiras que vão além da tecnologia e se baseiam na cultura organizacional

Por Fábio Kuhl*

17/01/2020 às 15h00

Foto: Shutterstock

Segundo o Gartner, estão previstos mais de US$ 64 bilhões de investimentos em TI no Brasil em 2020, um aumento de 2,5% em relação ao ano passado. A entidade de pesquisa calcula também que o mercado mundial de serviços de nuvem pública crescerá 17% neste ano, totalizando US$ 266,4 bilhões. Uma ótima notícia!

No Brasil, apesar do atraso de quase dois anos em relação aos Estados Unidos - país referência no mundo em Cloud – e por ocupar entre o 12 º e o 13º lugar na lista de países que mais adotam serviços em Nuvem, segundo informa o IDC (International Data Corporation) em pesquisa sobre os investimento previstos no mercado de TIC para 2019 – há bastante convicção e otimismo entre os especialistas para este ano que começa. Por isso, espera-se muito trabalho contra as barreiras que ainda existem e impedem que as organizações invistam em Nuvem.

As novas oportunidades diante da velha guarda da TI

Novas tecnologias como a inteligência artificial, o machine learning e o big data são os grandes condutores da nova economia digital e, por consequência, as grandes tendências da nova década. Essas são inovações que demandam a análise de grandes quantidades de dados e alto poder de processamento – que dificilmente uma máquina tradicional, por mais poderosa que seja, conseguirá oferecer. Exatamente por isso, essas tendências são intrínsecas e se fortalecem cada vez mais com a expansão da Cloud Computing.

Grandes provedores como a Amazon e Huawei já entenderam o momento e caminham a passos largos, com pesados investimentos, para criar ambientes que possibilitam que essas tecnologias se desenvolvam. Uma vez que a Nuvem é o caminho para o novo mercado digital, as empresas brasileiras de tecnologia têm a importante missão de “levar essa cultura” aos profissionais de TI, para que esses acompanhem a jornada. Afinal, de um lado há uma grande demanda, mas muitos profissionais de TI ainda não acompanham esse avanço tecnológico.

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Esse é um ponto que, em minha opinião, merece uma análise detalhada. Isso porque as Cloud Companies já identificaram um paradoxo na tomada de decisão na jornada para nuvem. De um lado, os números mostram que mais de 70% dos contratos assinados em 2019 foram fechados a partir da demanda das equipes técnicas, que cada vez mais precisam de mais recursos de armazenamento e processamento para desenvolver seus projetos. Apenas 30% dos contratos do ano passado surgiram a partir de uma decisão da alta cúpula, que busca uma visão administrativa e privilegia questões como ganho de recursos e economia.

Entretanto, ao mesmo tempo que eles são responsáveis pela evolução tecnológica das organizações, alguns profissionais de TI são também os que demonstram maior receio de sair do modelo atual e partir para a nova realidade apresentada pela nuvem. Uma mistura do medo de perder o controle – seja técnico ou hierárquico - uma vez que a nuvem permite uma divisão de gestão de recursos descentralizada e muito mais simplificada - com o desconhecimento sobre o que fazer nesse novo mercado em que o atual se torna obsoleto muito rapidamente.

Diante desse cenário, entendo que só existem duas opções para meus colegas de trabalho: lutar contra a nuvem para manter – provisoriamente e artificialmente - seu espaço no mercado de trabalho, ou se tornar um profissional apto a viver este novo mercado, fazendo a diferença diante das inúmeras oportunidades de negócio. Porque uma coisa é certa, não se pergunta mais se a empresa vai ou não para cloud e sim quando vai.

Com isso, posso dizer que, se estiver preparado, a nuvem vem para contribuir, beneficiar e valorizar os atuais profissionais de TI, mesmo aqueles somente habituados com o mercado de computação pré-Nuvem.

Não há o que temer, pois nuvem é oportunidade tendo em vista tantos recursos à disposição. Para isso, recomenda-se prontamente abandonar as práticas da “velha guarda” e buscar conhecimento, reciclagem e avançar junto com o mercado para, assim, ajudar a sua empresa – seja ela grande, média ou pequena - a evoluir também.

*Arquiteto em Cloud e Multicloud da Globalweb

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