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O Banco é Digital, mas e a arquitetura de dados e informações?

Muitos bancos ao redor do mundo possuem a mesma dor: arquitetura de dados e integração é muito difícil, demorada e burocrática, que dificulta a inovação

Carlos Cruz *

17/01/2018 às 15h08

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Foto:

Certamente, a Transformação Digital chegou para ficar, e o modelo arquitetural dos bancos, ao
menos no front-end, agora são
digitais.

Os líderes em
serviços bancários digitais estão cada vez mais centrados no cliente, tecnologias
inclusivas estão mudando fundamentalmente para oferecer melhores resultados e o
marketing está voltado ao indivíduo para oferecer customização máxima.

Os bancos
querem ser líderes em serem “digitais” – afinal, é onde estão os clientes – e,
em sua maioria, anunciam ao mundo que são 100% digitais (sabemos que isso não é verdade).

Agora, vemos
que os bancos entenderam a importância do mobile na estratégia digital. Modelos
operacionais ágeis e a mudança da cultura interna são fatores cruciais para o
sucesso na transformação digital e na continuidade da disrupção que os bancos
estão vivenciando.

Já que todos
dizem ser digitais, o que vai fazer a diferença neste jogo é a velocidade com que estes bancos
conseguem inovar, agregar novas funcionalidades e aumentar a capacidade de
integração com plataformas, soluções e dados que agora estão na nuvem.

O que de fato pode fazer a diferença? Uma governança de dados e
informações centrada em arquitetura de Dados.

De acordo com
DAMA-DMBoK [1], a arquitetura se refere a um arranjo organizado de
elementos e componentes destinados a otimizar a função, o desempenho, a viabilidade,
o custo e a estética de uma estrutura ou sistema geral.

No entanto,
dependendo do contexto, a arquitetura de dados pode se referir à uma descrição
do estado atual dos sistemas, aos componentes de um conjunto de sistemas, à
disciplina de desenvolvimento de sistemas (prática de arquitetura), ao projeto
intencional de um sistema ou conjunto de sistemas (estado futuro ou arquitetura
proposta), aos artefatos que descrevem um sistema (documentação de arquitetura)
ou à equipe que faz o trabalho de design (arquitetos ou equipe de arquitetura).

Para serem
cada vez mais digitais, os bancos adotam o modelo de arquitetura customer-centric e omni-channel com a implementação de cima para baixo (veja na figura
abaixo).

banco 

Figura (1) Extraída
do estudo realizado pela A.T. Kearney
and Efma denominado “[2] Going Digital:
The Banking
Transformation Road Map”

Muitos bancos
ao redor do mundo possuem a mesma dor sobre esse assunto e têm questionamentos
como “Agora que sou digital, como posso
acelerar a inovação? Preciso ser mais rápido e diferente que o meu concorrente,
porém, minha arquitetura de dados e integração é muito difícil, demorada e
burocrática”.

A resposta
está na forma como a organização trata a arquitetura de dados, que é
fundamental para o gerenciamento dos mesmos. Como a maioria das organizações
tem mais dados do que as pessoas podem compreender, é necessário representar os
dados organizacionais em diferentes níveis de abstração para que possa ser
entendido. Desta forma, a organização terá ativos de fato acionáveis para:

- Monetizar dados através de diversas
estratégias

- Big Data & Advanced Analytics

- API Economy

-  Dark Data

-  Desenvolver a melhor estratégia de Open Bank

- Agregando soluções de terceiros (Fintech’s,
Grandes Vendors de tecnologia, In-House)

- Desenvolvimento de Marketplace com funcionalidades
de atração de clientes

arquiteturadedados

Esta
realidade nos mostra que estamos no topo da execução de inovações e que não
podemos ignorar disciplinas estruturantes como a arquitetura de dados.

O DAMA-DMBoK[1]
possui um capítulo destinado ao tema e observa a arquitetura de dados sob as
perspectivas:

- Resultados da
arquitetura de dados
: modelos,
definições e fluxos de dados em vários níveis, que geralmente são referidos
como artefatos da arquitetura de dados.

Atividades da
Arquitetura de Dados:
para formar,
implantar e cumprir intenções de Arquitetura de Dados.

Comportamento
de arquitetura de dados:
como
colaborações, mentalidades e habilidades entre as várias funções que afetam a
arquitetura de dados da empresa.

Juntos, estes
três formam os componentes essenciais da Arquitetura de Dados e ajudam a lidar
com os principais desafios dos bancos (ver figura 1).

Não somente. Também ajuda a responder aos desafios da aceleração da inovação em plataformas
digitais, onde o maior ativo não é a tecnologia, mas a forma como cada
organização utiliza os dados para se manter à frente da concorrência e na mente
do cliente.

 

(*) Carlos Cruz é diretor de Estudos Técnicos do Capítulo
Brasil da Data Management Association (DAMA Brasil)     

[1] Dama Management Association (DAMA), The Guide to The Data
Management Body of Knowledge (DAMA-DMBoK Guide) Second Edition (New Jersey:
Technics Publications, LLC, 2015) – versão em Inglês.


[2] “Going Digital: The Banking
Transformation Road Map”, A.T. Kearney and Efma.

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