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Uso responsável de inteligência artificial ainda é baixo nas organizações
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Uso responsável de inteligência artificial ainda é baixo nas organizações

Pesquisa do BCG revela que 55% superestimam maturidade de programas internos. Para a empresa, esforços ainda são insuficientes

Marcelo Gimenes Vieira

06/04/2021 às 18h07

Foto:

Inteligência artificial não é uma tecnologia prosaica. Mais do que implantá-la, as empresas precisam fazê-lo de modo consciente, o que o BCG GAMMA, unidade do BCG focada em advanced analytics e IA, chama de inteligência artificial responsável (ou RAI, na sigla em inglês). No entanto um estudo global recente da empresa mostra que 55% dos entrevistados superestimam a maturidade de seus programas internos.

Foram coletados dados de executivos
seniores em mais de mil grandes organizações em todas as regiões do globo. A
avaliação leva em conta estruturas, processos e ferramentas que ajudam as
organizações a garantir que sistemas de IA promovam bem-estar e transformem os negócios.
O estudo também descobriu que a minoria das empresas que relataram usar IA em
escala possui uma implementação de RAI madura.

A pesquisa aponta quatro estágios
distintos de maturidade de RAI entre organizações: atrasado (14%), em desenvolvimento
(34%), avançado (31%) e líder (21%). Cada nível reflete o progresso na abordagem
das sete dimensões geralmente aceitas de inteligência artificial responsável,
como justiça e equidade, governança de dados e privacidade e integração humana
e IA.

Steven Mills, diretor de ética do
BCG GAMMA e coautor do estudo, diz que as organizações estão progredindo, mas os
esforços por um uso responsável de IA ainda estão aquém do necessário. "Os
resultados foram surpreendentes, pois muitas organizações estão excessivamente
otimistas sobre a maturidade da implementação de IA responsável em suas bases",
diz o executivo, em comunicado.

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Segundo a BCG, o estudo descobriu
que as empresas não buscam RAI para mitigar riscos potenciais, apesar da
preocupação dos executivos C-Level e dos conselhos de administração com problemas
em sistemas de IA. Para a maioria deles a RAI é uma oportunidade de obter
benefícios comerciais.

Outra descoberta da pesquisa é que
programas de inteligência artificial responsável em organizações no estágio de
liderança de maturidade tem um indivíduo e um comitê que orientam a estratégia.
Europa e América do Norte, em geral, possuem maior maturidade, enquanto a América
do Sul é a pior colocada entre as regiões.

Mais detalhes da pesquisa (em
inglês) podem ser acessados nesse
link
.

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