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Transformação digital e os ‘blockers’ corporativos
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Transformação digital e os ‘blockers’ corporativos

Dentro de uma cultura de hierarquização, qualquer mudança que não vier de cima é rapidamente suprimida

Alex Takaoka*

07/10/2021 às 13h36

cultura colaboracao transformacao digital
Foto: Shutterstock

As empresas estão vivendo uma
grande pressão para Transformação Digital de seus negócios. Segundo
recente pesquisa divulgada pela consultoria global em tecnologia Gartner,
este ano 82% dos CFOs das grandes corporações pretendem aumentar o investimento
em transformação digital, se comparado com 2020. Todas as companhias querem ser
mais ágeis e mais eficientes, mas não querem correr riscos. Os avanços
tecnológicos, como sabemos, não respeitam essa lógica.

Para seguir em uma jornada como a da Transformação Digital é preciso entrar de cabeça. É necessário modificar a mentalidade dos chamados blockers, aqueles que “empacam” as mudanças nas empresas, principalmente quando o assunto é tecnologia. Mas ninguém é blocker porque gosta. Existem motivos.

À medida que essas pessoas
“escalam” nas organizações, elas se tornam influenciadores. Esta relação é
pautada por regras e muitas vezes passam por uma série de conflitos
(geracionais, inclusive) e, em sua maioria, decisões são tomadas de forma
impositiva - de cima para baixo. Eles são responsáveis pela criação de uma
cultura corporativa.

Com isso, a narrativa criada não
mais pertence somente ao blocker, mas sim está projetada em todo o
ecossistema da companhia. Ou seja, dentro uma cultura de hierarquização,
qualquer mudança que não vier de cima é rapidamente suprimida.

Um relatório da CircleCI,
player que atua no mercado de integração e automação, ilustra bem os possíveis
danos dessa cultura: o estudo aponta para uma percepção de que os líderes de
negócios devem compreender que software e desempenho de negócios estão
intrinsecamente ligados. Essa falta de compreensão sobre os fundamentos da
produtividade do desenvolvedor, por exemplo, pode levar executivos a perderem
até US$ 126 milhões por ano, segundo o relatório.

Para realizar projetos realmente
transformacionais, é essencial mudar a cultura corporativa e sair da zona de
conforto. Toda empresa quer ser como o Google, Apple ou Microsoft. Mas, para
ser como eles, é preciso ter as pessoas certas. Um Tim Cook, ou um Satya
Nadella.

De nada adianta uma guinada pesada
com altos investimentos na direção da Transformação Digital, sem uma mudança
profunda também no pensamento dos tomadores de decisão. Não basta só ter um
plano, este plano precisa ser executado e, para isso, é preciso coragem para
quebrar paradigmas.

* Alex Takaoka é diretor de
vendas da Fujitsu Brasil

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