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Resiliência cibernética como base da recuperação econômica
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Resiliência cibernética como base da recuperação econômica

Governos precisam acelerar planejamento de capacidade para prevenir, responder e se recuperar de crimes eletrônicos

Wellington Menegasso*

09/11/2021 às 10h14

Foto: Shutterstock

A cada 11
segundos ocorre um ataque cibernético em algum lugar do mundo, segundo
estimativa da Cybersecurity Ventures. São ataques que visam de tudo: desde
roubo e sequestro de dados pessoais até espionagem industrial e
vazamento de informações confidenciais de políticos e governos. E com a
aceleração do cenário de transformação digital, essas ocorrências têm
crescido em volume e sofisticação, gerando um enorme impacto econômico e
social.

Com o
cenário de distanciamento social e a tendência de migração das empresas para um
modelo de trabalho híbrido no longo prazo, é preciso também ter consciência de
que estamos mais vulneráveis do que nunca a ataques cibernéticos. Um relatório
da McKinsey, de 2020, já apontava para um aumento de quase sete vezes nos
ataques de spear-phishing (links falsos por e-mail ou SMS) desde o início da
pandemia. A principal vítima são funcionários trabalhando de forma remota e que
são atacados por criminosos que aproveitam a desatualização dos sistemas ou usam
a engenharia social para enganar as vítimas.

O custo
desse tipo de ataque e o aumento da vulnerabilidade destacam a necessidade para
os governos acelerarem rapidamente um planejamento de resiliência cibernética –
que é a capacidade de prevenir, responder e se recuperar do crime eletrônico –
para, assim, garantir a possibilidade de uma base sólida com relação ao tema e
aumentar o ritmo da recuperação econômica.

O número
enorme de ataques cibernéticos impressiona no Brasil e no mundo, onde crescem
os casos de grandes empresas e grupos que têm suas operações paradas ou
prejudicadas por conta de problemas associados ao cibercrime. O ransomware e
outros tipos de ofensivas sofisticadas estão mais frequentes e prejudiciais do
que nunca e, cada vez mais, visam grandes corporações e órgãos públicos. De
acordo com a edição de 2021 do Global Data Protection Index, estudo global
patrocinado pela Dell Technologies, 76% das organizações no Brasil não
acreditam que conseguiriam recuperar os dados essenciais ao negócio em caso de
um ataque cibernético bem sucedido.

Os
impactos financeiros do crime cibernético são enormes e custarão ao mundo US$
10,5 trilhões anualmente até 2025, o que representa um valor maior do que os
prejuízos gerados por todos os desastres naturais que podem acontecer no mesmo
período. Mas não é só no bolso que os ataques online causam danos. Existem
ainda o roubo ou destruição de informações pessoais e propriedade intelectual,
bem como danos à reputação de cidadãos, empresas e governos, que são imensuráveis.

Mais de
100 governos ao redor do mundo já desenvolveram estratégias nacionais de
segurança cibernética para proteger seus cidadãos, empresas e infraestruturas
de TI contra esse tipo de ameaça. À medida que o mundo consegue antecipar a
retomada econômica, impulsionada pela tecnologia, os governos que conseguirem
concentrar seus investimentos e esforços nos lugares certos estarão certamente
em uma posição melhor para evitar ataques cibernéticos e mitigar seus danos por
meio de um ambiente digital robusto.

A
segurança cibernética é muito mais do que apenas uma apólice de seguro contra
os ataques. Se implementada de forma eficaz, ela pode ajudar a turbinar a
prosperidade econômica e a inovação de longo prazo.

Apenas
investir em programas voltados à segurança não basta. Hoje em dia, os governos
já estão bem-posicionados para orientar inclusive o setor privado na
implementação de uma abordagem de segurança baseada no risco. Por exemplo,
encorajar a adoção da nuvem combinada com data centers tradicionais pode ajudar
a melhorar a resposta a ataques cibernéticos, fornecendo visibilidade em tempo
real nas redes e evitando problemas associados à continuidade dos negócios.

Sem
dúvida, estamos em um momento crucial no planejamento de retomada da economia,
com a oportunidade de estabelecer bases digitais robustas e investir em uma
infraestrutura de tecnologia para prosperar e sobreviver aos próximos anos. O
forte ritmo e a escala dos ataques cibernéticos recentes são um aviso de que
uma economia e uma sociedade transformadas digitalmente só podem ser
sustentáveis com a resiliência cibernética em sua base.

No tempo
que você levou para ler este artigo, dezenas de ataques cibernéticos ocorreram
– cada deles um com o potencial de fazer um forte estrago para pessoas,
empresas e governos. A resiliência cibernética é fundamental para reduzir o
impacto econômico e social dos ataques e, ao mesmo tempo, impulsionar o
crescimento e a inovação. Ou seja, esse tema é essencial para uma recuperação
econômica sólida e alinhado com o futuro, cada vez mais digital.

* Wellington Menegasso, diretor de vendas para soluções de proteção de dados da Dell Technologies Brasil

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