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Quais os próximos desafios para o modelo de trabalho híbrido?
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Quais os próximos desafios para o modelo de trabalho híbrido?

Empresas que pensam em adotar modelo devem estar atentas a alguns aspectos de proteção de dados e cibersegurança

Ricardo Katsudi Okamura*

23/08/2021 às 16h38

trabalho híbrido, home office
Foto: Shutterstock

Conforme os índices de vacinação
avançam pelo Brasil, empresas discutem se, ao invés de um retorno 100%
presencial ao escritório, uma mistura de “como era feito antes” com a
experiência que os últimos meses nos trouxeram de trabalho remoto talvez seja
uma opção mais interessante e viável. Números da consultoria IDC nos
mostram que dentre um número de 33% de empresas que ainda não decidiram que
modelo adotar, 59% de seus funcionários preferem que seja híbrido, ou seja,
mesclando home-office e atividades presenciais. Além de outros fatores
preponderantes, temos a maior possibilidade de estar com a família e o fim do
tempo de deslocamento casa – trabalho.

Além de questões sociais e
relacionadas à produtividade e satisfação do trabalhador, um aspecto que
promete trazer grandes desafios para as empresas que irão adotar o modelo
híbrido é a segurança. O ano de 2020 e os primeiros seis meses deste ano
apresentaram um assustador aumento de tentativas de ciberataques a máquinas
brasileiras. Como nos mostra um relatório das Nações Unidas, o cibercrime teve
um assustador aumento de 600% desde o início da pandemia.

Quais aspectos as empresas que
pensam na adoção do modelo híbrido devem ficar mais atentas, pensando na
proteção de seus dados e em sua segurança?

Educação em cibersegurança

Este é um ponto primordial. Antes
de analisar investimentos em soluções específicas de cibersegurança, todos os
integrantes da empresa devem receber o mínimo de educação em noções básicas do
assunto. Coisas como o funcionamento de estratégias de engenharia social por
parte de hackers, como proceder em uma situação de ransomware e o uso
responsável de um sistema de nuvem. A segurança só será maior quando existir
confiança de que todos sabem o que devem ou não fazer.

Existe ainda a questão da LGPD –
Lei Geral de Proteção de Dados. A partir de agosto, empresas que não cumprirem
com suas normas podem receber multas de até 50 milhões de reais. Por essas
questões, um treinamento para se adequar ao básico de cibersegurança deve ser o
primeiro dos passos.

Investimento em equipe
qualificada de TI

Para que esse processo de
treinamento possa acontecer da melhor forma possível, é necessária uma equipe
preparada para oferecer isso. Muito além de ter alguém na empresa para ver por
que seu computador está muito lento, uma equipe de TI forte vai ser capaz de oferecer
um melhor diagnóstico de todos os problemas digitais que sua equipe pode
sofrer. Isso se mostra especialmente válido no modelo híbrido, onde os
empregados atuam a grandes distâncias e com configurações de internet
diferentes.

Mais do que uma aposta, o
investimento em TI já é realidade. A IDC nos mostra que esse ano de 2021 deve
ser marcado por um crescimento de 7,7% no mercado na América Latina, liderado
pelo Brasil. Além disso, pensando no quão importantes serão, o mesmo
levantamento revela que nosso continente está em acelerado processo de
transformação digital, e que 40% do PIB deve estar digitalizado até 2022.

Consolidação da nuvem

Uma das tendências que se acelerou
durante a pandemia foi a da implementação de soluções de nuvem. Por meio dela,
arquivos e outros dados importantes passam a ficar armazenados digitalmente e
ao acesso de todos os empregados. Conforme relata a IDC, 75% das companhias
latino-americanas dobrarão a velocidade da transição da infraestrutura para um
modelo em nuvem até o fim deste ano.

Até lá, os investimentos devem
atingir a casa dos 3 bilhões de reais (um crescimento de 46,5% em relação a
2020). Já a empresa de análises de mercado alemã Statista projeta que, das 5
mil maiores empresas da América Latina, 60% querem adotar a nuvem por razões de
negócios, e não circunstanciais. Isso mostra que, passado o “susto” da pandemia
e a obrigação de repensar imediatamente o armazenamento de dados, a nuvem veio
para ficar.

Mais equipamentos podem
significar mais vetores de ataque

Seja pelo fato de o servidor da
empresa estar em uma nuvem digital, ou por ele ser acessado por empregados que
podem estar espalhados pelo país, mais equipamentos conectados à web significam
mais lugares por onde um invasor pode tentar se infiltrar. Segundo relatório
recente de uma fabricante de segurança, ataques a ferramentas que possibilitam
acessos remotos cresceram 333% no último ano.

Talvez o maior desafio do modelo
híbrido seja exatamente responder à altura a esse crescimento desenfreado de
ameaças e tentativas de ataque. Infelizmente não será possível defender todas
as máquinas de invasões e outros tipos de golpe, seu aumento é maior do que o
que podemos acompanhar. O que podemos, e devemos nos preparar para fazer, é
saber a melhor e mais analítica forma de mitigar esses perigos e também como
agir em caso de problemas. O modelo híbrido é efetivo e válido, só precisa ser
feito com cuidado, planejamento e inteligência.

* Ricardo Katsudi Okamura é
diretor de operações da Added.

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