Fazer login no IT Mídia Redefinir senha
Bem-vindo de volta,
Digite seu e-mail e clique em enviar
Ainda não tem uma conta? Cadastre-se
Salvar em Nova pasta de favoritos

+

Criar pasta
Salvar Escolher Pasta
Pandemia traz à tona preocupação com privacidade de dados
Home > Notícias

Pandemia traz à tona preocupação com privacidade de dados

Com o uso de compartilhamento de dados para rastrear evolução do covid-19, uma montanha sem precedentes de dados pessoais está sendo utilizada

Da Redação

09/04/2020 às 16h00

Foto: Shutterstock

A expansão do novo coronavírus
(Covid-19) vem gerando esforços das empresas para contribuir com os
recursos disponíveis de forma a mitigar o contágio de pessoas. E quando
se fala no mercado de tecnologia, muitas vezes a
contribuição vem do uso de dados dos usuários para, com base em suas
movimentações, entender quais regiões precisam de maior atuação do
governo e departamento de saúde. 

Dentre das iniciativas de empresas pode-se destacar o exemplo da Verily,  subsidiária da Alphabet que lançou um site de triagem, onde os usuários inserem dados do histórico médico
para entender a probabilidade de estarem com a doença e, de acordo com a
resposta, são orientados a permanecer em casa ou procurar um posto de
atendimento. 

Outro caso diz respeito ao uso feito por governos e Centros de Controle e Prevenção de Doenças de dados anônimos gerados via localização do celular para mapear onde as ordens de permanência em casa são desobedecidas. Esses dados, em sua maioria, são fornecidos pelas empresas de propaganda, não pelas operadoras de celular. 

Ações como essas
colocam em dúvida, novamente, a segurança e a privacidade dos dados
coletados, pois se as pessoas estão renunciando sua privacidade, a
indústria deve agir em uma contrapartida semelhante.  

CIO2503

E-book por:

A cobrança por transparência precisa chegar 

Em reportagem para a CIO Dive, Jena Valdetero, advogada de segurança e privacidade de dados da Bryan Cave Leighton Paisner, acredita que devido às circunstâncias “bizarras” e atípicas, os consumidores estão mais dispostos a abrir mão da segurança de sua privacidade, em prol de um “bem maior”. 

Valdetero
ressalta que as empresas ligadas à publicidade ou marketing, que
dependem de dados do consumidor para personalização, têm a obrigação de
ser excessivamente transparentes no momento. A Verily pertence à mesma família do Google,
o que aumenta a preocupação em relação à proteção de dados. A
organização ainda não respondeu aos pedidos de comentário sobre o
assunto. 

"Talvez
a parte mais difícil de todos que trabalham juntos seja trabalhar com
seus usuários e até com seus concorrentes para cooperar", disse Danny
O'Brien, Diretor de Estratégia da Electronic Frontier Foundation, ao CIO Dive.  

Por conta do cenário, a situação emergencial consequente do coronavírus abre brechas para que indústrias e governo se beneficiem do relaxamento das exigências de privacidade. 

 Segundo Valdetero,
os dados são anônimos, mas a localização geográfica por meio de
telefones celulares permite rastrear o paradeiro de uma pessoa. A
reportagem alerta para a possibilidade de uma aplicação da lei de forma
discriminatória, uma vez que é possível seguir os telefones celulares a bairros marginalizados e atingir diretamente essa população.  

“A
liberdade e os direitos civis estão ligados à discriminação e é difícil
determinar se os preconceitos humanos surgirão quando as emoções já
estiverem em alta”, alerta o texto. 

Propósito e critério 

A profissional
lembra também que muitos dados são compartilhados em excesso e que isso
facilita a apropriação e o desvio do destino original daqueles dados.
Se os consumidores consentirem que o governo use dados privados durante
uma crise, os limites do uso de dados deverão ser explicitamente
descritos, segundo a reportagem: 

  •  A organização levou as pessoas a entregar dados em conexão com um serviço específico ou a auxiliar na pesquisa de coronavírus? 
  •  Se os dados foram enviados especificamente em função do coronavírus, serão utilizados por outros motivos? 
  • Os dados serão compartilhados com outras entidades: funcionários da área de saúde, acadêmicos, governo etc.? 
  • Quem armazenará os dados coletados em relação ao coronavírus? 
  • Os dados são precisos o suficiente para criar bancos de dados confiáveis? 
  • Os dados coletados para a resposta ao coronavírus serão destruídos depois de usados? 
  • Se os dados não podem ser destruídos, como a indústria pode garantir que foi agregada o suficiente para proteger identidades individuais? 

"Antes
de começar a pesquisar em sua loja de dados privados para ver se isso
pode ajudar na luta contra a pandemia, lembre-se: essa não é sua área de
especialização. E não são seus dados pessoais", disse O'Brien ao CIO Dive. 

 "Podemos nos sentir desconfortáveis com o fato de essas coisas acontecerem. Mas nós realmente fomos prejudicados por isso?", disse Valdetero. A reportagem da CIO Dive reforça que se o consumidor não se sente lesado em um incidente de privacidade, não há ação movida.   

Vai um cookie?

A CIO usa cookies para personalizar conteúdo e anúncios, para melhorar sua experiência em nosso site. Ao continuar, você aceitará o uso. Para mais detalhes veja nossa Política de Privacidade.

Este anúncio desaparecerá em:

Fechar anúncio

15