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Pandemia impulsiona municípios a priorizarem cidades inteligentes
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Pandemia impulsiona municípios a priorizarem cidades inteligentes

Estudo global da ESI ThoughtLab mostra que 88% dos líderes municipais elencam a nuvem como principal investimento

Redação

27/04/2021 às 14h03

Foto: Adobe Stock

Para 65% dos líderes municipais – incluindo prefeitos, secretários de planejamento e outros gestores envolvidos na rotina administrativa de uma cidade - a maior lição da pandemia foi o quão cruciais são os programas de cidades inteligentes para o futuro. A maioria absoluta deles, ou 88%, elencam as plataformas em nuvem como requisito mais urgente para a entrega de serviços aos cidadãos.

É o que demonstra um estudo da ESI ThoughtLab divulgado nesta segunda (26), e patrocinado por grandes players do setor de tecnologia. O estudo foi conduzido entre agosto e setembro de 2020 e ouviu decisores públicos de 167 cidades em 82 países, incluindo na América Latina. Eles controlam municípios que abrigam 526 milhões de pessoas, ou 6,8% da população mundial. Todos têm pelo menos um milhão de habitantes.

A principal conclusão do relatório
é que as autoridades municipais do mundo estão considerando programas de
cidades inteligentes um imperativo. Nuvem e inteligência artificial são as tecnologias
mais observadas por eles: 66% disseram estar investindo em IA e 80% o farão nos
próximos três anos, principalmente em assistentes digitais e chatbots.

Continuidade e agilidade
operacional foi apontado como motivo para investir por 43% dos gestores
municipais. E 37% disseram que a COVID-19 tornou necessário investir mais em infraestrutura.

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Topo do ranking

As cidades foram avaliadas e
categorizadas com base no progresso em duas categorias: uso de soluções
inteligentes e progresso nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das
Nações Unidas (ODS). As que se destacaram em ambas são chamadas de Cidades 4.0 –
hiperconectadas, sustentáveis e avançadas no uso de tecnologia, dados e
envolvimento do cidadão.

Cem por cento das que receberam o
título de Cidades 4.0 já fizeram investimentos pesados em nuvem. O retorno
médio sobre os investimentos em infraestrutura digital feitos por elas é de
5,74%.

Entre as cidades 4.0 estão
Barcelona (Espanha), Berlim (Alemanha), Boston (EUA), Londres (Inglaterra),
Moscou (Rússia) e Paris (França), entre outras. Nenhuma cidade brasileira
recebeu o título. Rio de Janeiro e São Paulo aparecem em posições intermediárias,
tanto no ranking de uso de tecnologia como no de ODS.

Preocupações com segurança

Apesar da preocupação, muitas
cidades estão assustadas com ameaças cibernéticas. 60% dos líderes municipais
não acham que suas cidades estão protegidas de ataques, internacionais ou
domésticos, devido a vulnerabilidades decorrentes de restrições financeiras, pessoal
reduzido e outros fatores.

Entre as Cidades 4.0, a segurança
cibernética já é considerada desde o início dos projetos. Para 95% dos líderes delas,
o nível de confiança em suas estruturas de segurança cibernética é alto, em
comparação com apenas 8% das cidades que foram classificadas como iniciantes na
jornada de cidade inteligente.

Leia o relatório completo (em
inglês) nesse
link
.

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