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Open Finance e a digitalização de dados com segurança
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Open Finance e a digitalização de dados com segurança

Reunir documentos pessoais físicos com cuidado e segurança é um desafio para a maior parte dos bancos brasileiros

Gabriel Campos*

11/10/2021 às 14h08

digitalização, mão, transformação digital
Foto: Shutterstock

O Open Banking – ou melhor,
Open Finance – é a principal aposta do Banco Central do Brasil
para estimular um forte aumento de concorrência e a diminuição das taxas no setor
bancário
. O novo sistema de compartilhamento de dados entre
instituições financeiras está sendo planejado há anos, mas a pandemia de
COVID-19 e o isolamento social aceleraram a discussão sobre o assunto.

Quando o Open Finance estiver em
operação, os clientes poderão acessar uma plataforma que integre suas informações
espalhadas por diversas instituições e aplicativos bancários e negociar a migração
de ativos
(financiamentos, contas, investimentos) para outras instituições
que ofereçam melhores serviços e benefícios. A promessa é de estímulo à bancarização
dos cerca de 40 milhões de brasileiros ainda fora do sistema.

A inovação será possível
pois todos os agentes do mercado financeiro deverão utilizar uma camada de
tecnologia padronizada, que facilitará a comunicação entre eles e simplificará
a portabilidade de dados e informações dos usuários. Porém, é importante
ressaltar que segundo o Banco Central, hoje, os cinco maiores bancos
brasileiros concentram 81% dos ativos totais do segmento. 

Na esteira dessas mudanças, e com
o claro propósito de estruturar esse mercado em ascensão, alguns fenômenos vêm
se estabelecendo. Um deles chama a atenção devido ao impacto que irá causar,
principalmente para os bancos públicos: a digitalização das informações.

O sistema financeiro brasileiro
vive uma constante transformação digital, mas muitos processos ainda dependem
de papel, seja para assinatura de contratos ou para o arquivamento de
documentos.

Normalmente, estes documentos são
automaticamente organizados e indexados para armazenamento eletrônico. Mas, na
maior parte dos casos, por exemplo, o cliente que solicita um empréstimo tem de
fornecer uma prova financeira antes da aprovação. Reunir estes documentos
pessoais e confidenciais cuidadosamente e em segurança é um desafio para a
maior parte dos bancos. Organizar, digitalizar os documentos enviados e
capturados eletronicamente não será tarefa fácil, principalmente para as
grandes organizações.

A indexação de imagens é um
processo até que simples. Porém, é preciso de uma rede, seja em nuvem ou
física, fortemente segura para que os dados não vazem ou caiam nas mãos de
pessoas não autorizadas. Para isso, as imagens devem ser transferidas como
ficheiros codificados pela rede de dados do banco e não mais por e-mail. Ao
eliminar a utilização de um malote interno para o processamento de documentos,
a instituição financeira aumenta a eficiência e reduz os custos, além de reduzir
o tempo do processo de aprovação de um serviço, tornando-se assim mais
competitiva. 

O novo sistema Open Finance
demandará que as empresas estejam preparadas para fazer as operações rápidas,
com segurança e precisão. O sucesso da operação vai depender muito do processo
de captura e digitalização no ponto de origem e dos documentos legados. 

No mercado há soluções OCR
(Optical Character Recognition) que fazem a leitura das informações em papel e
transferem para sistemas digitais. Consequentemente, os dados e conteúdos
extraídos são encaminhados para os sistemas nos quais erros são detectados
automaticamente na fase inicial do processo, permitindo que este resolva as
exceções na presença do cliente. Este nível de automatização simplifica o
processamento e reduz as porcentagens de erros humanos no processo.

A cibersegurança e prevenção de
fraudes não são mais um diferencial, mas sim é medida obrigatória para proteger
os dados consumidores, principalmente agora, com a Lei Geral de Proteção de
Dados (LGPD) e informações proprietárias. Com essas mudanças, as instituições
financeiras precisam facilitar o processo, mesmo que percam clientes por um
tempo, mas no objetivo de conquistá-los novamente no futuro.  

A transformação digital tem mudado
os modelos de negócios e abalados os oligopólios do mercado financeiro,
elevando a disputa pelo cliente a um novo patamar. Parte disso, só é possível
graças as novas tecnologias como Inteligência Artificial, Big Data, Cloud e da
digitalização de processos manuais e em papel. Compreender os impactos desses
eventos é imprescindível para definir a estratégia seja atual ou futura. Em um
segmento que as mudanças serão mais rápidas e disruptivas, postergá-las não é o
mais um caminho. 

* Gabriel Campos é consultor de
serviços financeiros da Lexmark

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