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Excesso de aplicativos promove estresse e erros nas empresas, aponta estudo
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Excesso de aplicativos promove estresse e erros nas empresas, aponta estudo

De acordo com pesquisa, 5 em cada 10 funcionários usam drives pessoais para armazenar dados de trabalho

Da Redação

19/03/2021 às 14h00

Foto: Adobe Stock

Os negócios passaram a ser feitos exclusivamente via laptops e computadores, à medida que avançava a pandemia e as empresas migravam seus colaboradores para o trabalho remoto. Porém, o extenso painel de aplicativos, senhas para memorizar, diferentes ferramentas, entre outras, podem ser a causa de muitos erros causados por estresse e vazamento de dados no Brasil. Além disso, de acordo com uma pesquisa da OpenText, cinco em cada dez funcionários usam drives pessoais para armazenar dados de trabalho, por exemplo, ampliando o risco de segurança aos dados corporativos.

A pesquisa OpenText, com dois mil brasileiros entrevistados, indicou que para 38% dos respondentes o excesso de informação entre todos os seus aparelhos é a maior causa de estresse, enquanto 41% afirmam ter dificuldade para memorizar as senhas de cada acesso.

Quase três quartos dos funcionários brasileiros (71%) respondentes da pesquisa, usam seis ou mais ferramentas e aplicativos todos os dias, incluindo e-mail, mídia social, drives compartilhados e muito mais. Quinze por cento colocam o número em “11-15”, 7% em “16-20” e 10% simplesmente dizem que o número é alto demais para contar. Apenas 2% dos entrevistados afirmaram não usar ferramentas ou aplicativos em um dia normal.

Além disso, 56% já usaram contas pessoais em aplicativos de armazenamento em nuvem para armazenar um item da empresa, como Google Drive, o que cria risco de segurança para as empresas. Isso, somado ao fato de 34% dos brasileiros afirmarem que o maior problema encontrado no home office é o acesso aos arquivos internos de seus trabalhos, expõe as empresas a falhas que podem resultar em problemas de privacidade dos dados.

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“A má gestão de informações tem implicações importantes para os negócios”, disse Roberto Regente Jr., vice-presidente para a América Latina da OpenText. “A produtividade do funcionário pode ser prejudicada à medida que a equipe enfrenta problemas de acesso, enquanto a segurança pode muitas vezes se tornar uma questão secundária à medida que a equipe procura soluções alternativas. Com os dados frequentemente residindo em sistemas múltiplos e díspares, a busca de uma única versão da verdade por uma organização pode se tornar virtualmente impossível”.

Além do Brasil, a OpenText pesquisou funcionários na Índia, Japão e Itália. Uma versão anterior da pesquisa analisou as respostas da França, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Canadá, Cingapura e Austrália. Os índices do Brasil combinam melhor com os da Índia, que tem números semelhantes. No entanto, os brasileiros estão usando mais aplicativos e ferramentas do que muitos outros países, incluindo Austrália, Japão e Itália. Ao usar mais aplicativos de terceiros para fins comerciais, diz o estudo, os brasileiros podem estar criando altos níveis de risco para suas organizações.

Os entrevistados também foram questionados sobre sua familiaridade com os novos regulamentos de privacidade de dados, como o LGPD. De acordo com o relatório, os números reafirmam a necessidade das empresas no Brasil adotarem soluções assertivas, tanto para digitalização, buscando centralizar sistemas, quanto para segurança cibernética, a fim de evitar o uso de aplicativos externos para compartilhamento de dados sigilosos.

Os últimos vazamentos de big data, onde informações de mais de 200 milhões de brasileiros, inclusive pessoas falecidas, foram divulgadas na mídia ao longo de fevereiro, fomentaram uma ampla discussão sobre o uso e armazenamento de dados de clientes pelas empresas. Os índices da pesquisa sugerem que ainda há um longo caminho para que a segurança de dados seja completa no território nacional.

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