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EUA originam maior parte dos ciberataques contra a América Latina
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EUA originam maior parte dos ciberataques contra a América Latina

É o que diz estudo da F5 do primeiro trimestre de 2021. Foram mais de 50 milhões de malwares. Brasil aparece na sétima posição do ranking

Redação

04/06/2021 às 12h01

américa latina
Foto: Adobe Stock

Os EUA são o ponto de origem da maioria dos ataques digitais contra a América Latina, com mais de 50 milhões de malware disparados no primeiro trimestre de 2021. Em segundo lugar vêm a Lituânia, no leste europeu, seguida pela China, Rússia, Alemanha e França. Só na sétima posição aparece o Brasil, com 7 milhões de malware. Países Baixos, Argentina – com 6 milhões de ataques – e Reino Unido vem em seguida.

Os dados fazem parte de um levantamento da F5 Networks, através do F5 Labs, divulgados nesta quinta-feira (3). Foram mapeados eventos durante janeiro, fevereiro e abril de 2021.

São de dois tipos os ataques mais
comuns: volumétricos (incluindo negação de serviço, ou DDoS) e de precisão
(como ransomware, que sequestram sistemas e cobram regastes). Nesse último tipo,
explica em comunicado Ewerton Vieira, diretor de soluções de engenharia da F5 para
a América Latina, “é necessário usar como base de ataque um endereço IP real,
base para interações com usuários durante o ataque”.

Vieira comenta que, em algumas
nações-estado, os bots usados para automatizar ataques são às vezes substituídos
por pessoas reais na hora da checagem de segurança, como testes de Captcha, por
exemplo.

Páginas web

Os experts do F5 analisaram a
incidência de ataques focados em páginas web. Os negócios das empresas estão
intimamente ligados à presença na internet por meio de páginas que servem de
interface para grandes aplicações corporativas. Por essa razão, os ataques
focados na web são mais sofisticados e lucrativos do que ataques contra a
infraestrutura da internet.

“Ações de fraude contra portais
transacionais B2C ou B2B avançam a cada dia na nossa região”, diz Vieira.

O Chile é o país da América Latina
que mais dispara scans contra páginas web, segundo a F5 – quase 24 mil tentativas
de invasão no primeiro trimestre do ano. Logo em seguida vem o Brasil, com 23,5
mil00. Outros destaques são a Argentina, com 9 mil, Colômbia com 5,5 mil e Panamá
com 1,2 mil.

“Esses resultados comprovam que
criminosos digitais desses países estão se dedicando a ações mais precisas e
mais rentáveis”, observa Vieira. Esses scans podem ser focados em páginas não
criptografadas – escritas na linguagem HTTP – ou em páginas criptografas,
desenvolvidas em HTTPS.

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