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Estudo: 81% das mulheres que atuam com tecnologia sofreram preconceito de gênero
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Estudo: 81% das mulheres que atuam com tecnologia sofreram preconceito de gênero

Dados de uma pesquisa da consultoria de recrutamento Yoctoo mostram que 82% delas se sentem pressionadas a provar competência o tempo todo

Redação

09/03/2021 às 17h17

Foto: Adobe Stock

Uma pesquisa realizada pela consultoria de recursos humanos especializada no setor de tecnologia Yoctoo descobriu que 81% das mulheres já sofreram preconceito de gênero, seja na escola ou no ambiente de trabalho. Mas é neste último ambiente que o preconceito mais acontece, de acordo com 63% das ouvidas.

Para elas, o maior desafio é provar
a própria competência técnica o tempo todo, segundo 82%. Na sequência aparece a
dificuldade em serem respeitadas pelos pares, superiores e subordinados do
gênero masculino (51%).

Destacam ainda o preconceito de gênero dentro das empresas (49%), seguido pela falta de representatividade feminina na área, como forma de inspirar mais mulheres a trilharem carreiras de tecnologia (48%), e a falta de oportunidades nos processos seletivos (39%).

No entanto, segundo o estudo, a luta
começa cedo para as mulheres na TI, uma vez que a grande maioria das meninas é
desencorajada a estudar ciências exatas, como física e matemática. Na
universidade a luta continua: 43% afirmam sofrer preconceito no ensino superior,
já que os cursos de tecnologia são majoritariamente compostos por alunos
homens.

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“É nosso papel proporcionar
processos seletivos mais justos, inclusivos e, principalmente, sem nenhum tipo
de viés”, pondera em comunicado Paulo Exel, diretor da Yoctoo. “TI ainda é um
mercado predominantemente masculino, entretanto incentivamos nossa equipe em
todos os processos de seleção, por mais desafiador que possa ser, a buscar
candidatos qualificados de todos os gêneros. Acreditamos que com iniciativas
como essa, é possível reverter esse cenário.”

Mais de 125 mulheres participaram
da pesquisa, entre elas especialistas de TI, líderes de equipe técnica,
executivas de TI (CTOs, CIOs,VPs, diretoras), empreendedoras de tecnologia,
freelancers e estudantes de tecnologia. As entrevistas ocorream entre 22 e 28
de fevereiro de 2021.

Orgulho, apesar de tudo

Apesar das dificuldades, as ouvidas
pelo estudo que seguiram a carreira em TI dizem não se arrependem. Mais de 63% disseram
que o que mais as motiva é a paixão pela área de tecnologia. Em segundo lugar,
aparece a remuneração e benefícios bastante atraentes (39%).

Quando questionadas sobre o que é
preciso ser feito para que mais mulheres ocupem cadeiras de tecnologia, 52%
dizem que é primordial o incentivo dos pais desde a infância, fazendo com que
haja interesse das meninas por brinquedos ligados à tecnologia, como jogos de
vídeo game, celulares, tablets, entre outros. Em seguida, 48% dizem que a equiparação
salarial em todos os níveis também ajudará a mudar esse cenário.

Quando questionadas se percebem que
o mercado está amadurecendo quanto à inclusão de mulheres, a maioria (62%) diz
que sim, mas ainda de forma bastante lenta.

Impactos da pandemia

A pandemia parece não ter imposto
grandes impactos à empregabilidade das mulheres da tecnologia. Mais de 50%
disseram não ter sofrido nenhuma mudança significativa. Outras 23% afirmam ter
mudado de emprego, enquanto 15% foram demitidas.

Já em relação ao desenvolvimento
profissional das respondentes, das que se disseram impactadas, 32% disseram que
houve aumento na demanda de trabalho sem reconhecimento das empresas. Os investimentos
em capacitação, como cursos e treinamentos, também sofreram reduções para 20%
delas.

Por outro lado, 37% afirmam que o home-office
as tornou mais produtivas. A pandemia proporcionou um maior equilíbrio entre a
vida pessoal e profissional para 36%. Como maior benefício do trabalho remoto,
elas apontam mais flexibilidade de horários (69%).

Entretanto, 51% afirmam que o
volume de trabalho aumentou e 49% afirma ter que participar de mais reuniões
que antes. Os maiores desafios estão sendo a manutenção da saúde mental (61%) e
o equilíbrio entre as atividades de casa e do trabalho (39%).

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