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Empresas digitalizadas valeram (e lucraram) mais durante pandemia

Estudos do BCG mostram que maturidade digital se relaciona com capacidade de empresa de reagirem à crise, tanto no Brasil como no mundo

Redação

14/09/2021 às 16h46

maturidade digital
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Legenda: Imagem: Shutterstock

Dois estudos recentes do Boston Consulting Group (BCG) obtidos com exclusividade pelo CIO Brasil constatam que empresas que apostaram na transformação digital foram as que mais se valorizaram e lucraram desde o começo da pandemia, decretada globalmente pela OMS em março de 2020. E a máxima se aplica tanto a empresas brasileiras como globais.

O primeiro estudo avaliou o nível de maturidade digital
de 2.296 empresas dos Estados Unidos, Europa e Ásia entre 2017 e 2020 em dez
setores. Constatou que a maturidade de uma empresa é fator essencial para que
ela supere uma crise e tenha melhores resultados financeiros.

Seis meses após o início da
pandemia, organizações mais maduras digitalmente (ou “biônicas”, como
classifica a consultoria) estavam 23% em média mais valorizadas do que antes da
crise. E 40% aumentaram receitas em mais de 10%, enquanto apenas 19% das menos
maduras conseguiram o mesmo resultado.

No mesmo período, 33% das “biônicas”
valorizaram mais de 10%, contra apenas 15% das atrasadas digitalmente. O
retorno de investimentos (ROI) também variou entre elas. Duas em cada três “biônicas”
conquistaram taxas de ROI superiores a 10% em projetos, contra 36% das
atrasadas digitalmente.

Durante a pandemia, os setores que
mais se digitalizaram foram varejo e consumo, e saúde. O estudo indica que quatro
fatores fazem com que as empresas “biônicas” se destaquem: investem mais em
tecnologia, dados e capacidades humanas; colocam a Inteligência Artificial (IA)
no centro da transformação digital; estabelecem governança para iniciativas
digitais e adotam plataformas para operar; e conectam tecnologias às
capacidades humanas dos profissionais.

Cenário brasileiro

O segundo estudo do BCG, que avaliou
o nível de maturidade digital das empresas brasileiras, obteve conclusões semelhantes.
Durante a pandemia, organizações “biônicas” tiveram queda menos intensa e
brusca em valor de mercado e se recuperaram mais rapidamente dos efeitos da pandemia.

A diferença de EBITDA entre
biônicas e atrasadas digitalmente foi de 18% no Brasil, contra 3,2%
globalmente, e a valorização das primeiras foi 3,9% maior no mesmo comparativo,
contra 5,2% no mundo. Já a queda de valor durante a pandemia foi de 30% em
média, contra 40% das atrasadas digitalmente.

Em junho de 2020, as biônicas já
haviam recuperado o valor de mercado de 2019, enquanto as atrasadas ainda
estavam 12% abaixo no mesmo comparativo.