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Dados sob holofotes: benefícios do uso na Saúde
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Dados sob holofotes: benefícios do uso na Saúde

Compartilhamento e análise de dados se tornaram vitais para gestão do setor, e são fundamentais para apoiar médicos e salvar vidas

Bruno Toldo*

29/04/2021 às 15h51

Foto: Adobe Stock

A pandemia da COVID-19
acelerou a transformação digital na saúde que, por sua vez,
colocou o paciente no centro e estimulou a medicina personalizada. Desde
o seu início, há pouco mais de um ano, temos vivenciado discussões essenciais
sobre como a tecnologia pode contribuir para quebrar paradigmas do setor
e permitir uma nova realidade para assegurar a segurança do paciente, preservar
a equipe de saúde e garantir a adequada alocação de recursos e das pessoas
(priorizando os critérios do paciente para a tomada de decisões, diminuindo
filas, tendo um maior controle da utilização das UTIs e, consequentemente,
evitando mortes).

Esses debates trouxeram para a
pauta prioritária dos CEOs questões como registros eletrônicos de pacientes,
privacidade das informações (especialmente em tempos de LGPD - Lei Geral de
Proteção de dados) e efetividade clínica. A Covid também acelerou a utilização
da telemedicina em todo o mundo. Um estudo da McKinsey publicado nos
Estados Unidos estimou que os médicos atenderam entre 50 e 175 mais vezes
pacientes por telemedicina do que antes da Covid.

Outra questão que ganhou os
holofotes e se tornou vital para a gestão de negócios de saúde é a
interoperabilidade de dados. Afinal, não tem como pensar em transformação
digital do setor sem pensar em como compartilhar, acessar, tratar e interpretar
os inúmeros dados que permeiam os sistemas de atendimento no mundo e que vão
contribuir para a construção de novos produtos hospitalares, a criação de
marketplaces que contribuam para aumentar o acesso do usuário a serviços de
saúde, a redução de custos operacionais e a eficiência do negócio.

Dados salvando vidas

Mais de 3 mil profissionais de
enfermagem morreram de COVID-19 em todo o mundo desde que a pandemia foi
anunciada pela OMS (Organização Mundial da Saúde). O estudo feito e divulgado
pelo Conselho Internacional de Enfermeiras (CIE) em meados de março, mostrou
que é no momento da desparamentação (quando há a retirada dos EPIs -
equipamentos de proteção individual) que os enfermeiros mais se
contaminam. 

Entre um paciente e outro, a
enfermeira precisa preencher uma série de papéis, usar o computador e, para
isso, tira e coloca a roupa de proteção, máscaras e luvas o tempo todo. Se nós
pudéssemos mapear a sua rotina por meio de uma análise discreta, utilizando,
por exemplo, um wearable que coletasse informações sobre as atividades
desempenhadas ao longo do dia, e que enviasse esses dados para dashboards,
chegaríamos à conclusão de que sua carga de trabalho ligada à questões
burocráticas tem que diminuir. Com isso, poderíamos evitar que a profissional
tivesse que se desparamentar entre um atendimento e outro, diminuindo, com
isso, a quebra de barreiras de precaução de contato.

Mas essa é somente uma das
maneiras de se utilizar dados para contribuir com a gestão hospitalar e salvar
vidas. Uma outra forma de fazê-lo, neste momento em que o mundo vive uma das
piores crises sanitárias já vistas, seria utilizar a tecnologia para suportar
toda a estratégia de imunização do país. Por meio da interoperabilidade de
dados seria possível melhorar a rastreabilidade dos contatos (tornar homogêneo
os dados de testagem), criar ações de imunização mapeando os públicos-alvo por
meio de geolocalização e ter mais controle mesmo num momento em que a
quantidade de vacinas ainda é escassa e não suficiente para toda a
população. 

Essa análise e compartilhamento
dos dados, também contribuiria para o atendimento de mais pessoas, diminuição
de filas, mais controle sobre a utilização das UTIs e, consequentemente, menos
mortes.

* Bruno Toldo é Chief Medical Information Officer na Infor

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