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Como criar uma cultura de inovação em uma empresa burocrática
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Como criar uma cultura de inovação em uma empresa burocrática

Burocracia em si não é o grande problema, mas se não dosada com cuidado pode trazer afetar a autonomia dos times e sua velocidade

Gabriel Trevisan*

19/10/2021 às 14h02

Foto: Shutterstock

Estamos testemunhando um novo
mundo, com mudanças cada vez mais frequentes que exigem diferentes ferramentas
de inovação. A constante transformação pela tecnologia acaba gerando
problemas de uma natureza nova, que demanda de todas as pessoas uma nova maneira
de enfrentá-los.

A habilidade adaptativa está
muito conecta com a habilidade da empresa conseguir entender o contexto em que
está inserida e inovar. Não há dúvidas que as organizações precisam cada vez
mais rápido de inovação.

Por isso, um ponto chave para
iniciar qualquer processo de transformação é ter um profundo conhecimento do
seu contexto e mercado, para aí sim tomar a decisão de qual, ou quais, caminhos
seguir. Mas que mentalidade podemos adotar para nos manter na rota?

Em primeiro lugar, é muito
importante entender a importância da formação de equipes multidisciplinares e
colaborativas, com diferentes pontos de vista. Além disso, valorizar a
visualização de novas ferramentas e frameworks, incentivar o pensamento
integrativo, que une a análise à experiência e abraçar a incerteza, aceitando a
experimentação e permitindo que o erro se transforme em oportunidade de
aprendizado, são meios de potencializar o processo de crescimento e inovação da
empresa.

Para essa discussão, trago
primeiro a definição de “burocracia”, pois o termo é, quase imediatamente,
associado à ideia de ineficiência ou demora. Entretanto, o sentido original da
palavra é uma forma particular de se organizar as atividades: as regras são
claras e devem ser cumpridas de forma objetiva.

Nesse sentido, o que chamamos
usualmente de burocracia é, na verdade, um conjunto de “disfunções
burocráticas”, que refletem certa internalização das regras e apego aos
regulamentos, excesso de formalidade, resistência a mudanças e
despersonalização do relacionamento.

Nós sabemos que o empoderamento é
uma condição básica para organizações mais ágeis, e que agilidade é uma
condição fundamental para qualquer transformação. Cerca de 89% das pessoas
dentro de grandes empresas dizem que não podem setar suas prioridades, decidir
seus métodos de trabalho ou escolher seus líderes. Ao mesmo tempo, 81% dos
líderes das grandes empresas consideram agilidade, tendo em vista flexibilidade
e autonomia, condição básica para o desenvolvimento de seus negócios.

Então, a burocracia em si não é o
grande problema, mas se não dosada com cuidado, acaba por trazer esse excesso
de formalismos que “sentimos” e que precisamos cumprir para dar o próximo
passo, afetando a autonomia dos times e sua velocidade.

Assim, a liderança assume um
importante papel na busca pelo equilíbrio entre a burocracia e o empoderamento,
como guia dessa transformação. O mindset de aprender com as experiências,
incentivar a organização a correr riscos e fracassar, já que o erro é parte
inerente do processo de inovação e até mesmo reorganizar as operações, são
exemplos de uma mentalidade essencial neste processo. Empresas líderes
fracassam justamente porque fazem tudo certo. Os executivos de empresas de
sucesso não são incentivados a correr riscos, pois são medidos por seus
resultados de curto prazo.

Isso é a transformação digital,
muito mais do que tecnologia! É o redesenho da forma de gerar valor ao
consumidor, do modo de pensar e da maneira de competir. É uma resposta à
disrupção causada pelos novos modelos de negócio ancorados de maneira inovadora
em tecnologia.

Não existe uma “bala de prata”
para inovar, porém o autoconhecimento organizacional, em que temos conhecimento
profundo dos nossos processos e como eles se relacionam, pode ser um primeiro
passo para entender quais desses formalismos estão me impedindo de ser mais
“ágil”. Assim, cria-se bloqueios para a colaboração, empoderamento das equipes
e reduz nossa capacidade de adaptação.

* Gabriel Trevisan é líder do pilar de tecnologia digital na Endeavor Brasil e prolancer na posição de product manager na BossaBox

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