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Como a tecnologia suporta o futuro das telecomunicações e mídias no Brasil?
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Como a tecnologia suporta o futuro das telecomunicações e mídias no Brasil?

Teles possuem grande desafio pela frente: a demanda crescente e exigente por serviços traz impacto às operações

Filippo Di Cesare*

01/09/2021 às 14h05

telecom, antenas, 5G, 4G
Foto: Shutterstock

A crise da COVID-19 ampliou a
lacuna de desempenho entre as organizações que investiram e não investiram em transformação
digital
e inovação tecnológica antes da pandemia. As organizações
que eram líderes digitais antes da crise estão mais fortes.

Desde o início da pandemia, o
setor de telecomunicações e mídia foi essencial para apoiar a
continuidade do trabalho à distância e promoção da vida social, garantindo o
acesso virtual ao mundo por meio da internet, reduzindo o isolamento imposto
pelo distanciamento social. Testemunhamos um uso generalizado de métodos de
comunicação, que certamente hoje se tornaram essenciais e que permitiram a
expansão das empresas de telecomunicações. Neste cenário, o setor recuperou sua
excelência ao afirmar relevância em sua resposta positiva à crise, apoiando
pessoas, empresas e governos.

Foi por meio dos serviços providos
pelas empresas de telecomunicações que conseguimos chegar neste cenário do
“novo normal” e muitas das tendências tecnológicas aceleradas pela pandemia
irão persistir

Por natureza, a indústria de
telecomunicações tem a tecnologia em seu core business, fazendo não só o uso em
sua operação como também vendendo como serviço, o que agrega valor para os
mercados consumidor e corporativo. Ainda assim, as teles possuem um grande desafio
pela frente: uma demanda cada vez mais crescente e exigente de seus serviços e
isso significa grande impactos em suas operações: construção de novos modelos
de negócios com parceiros, agilidade no lançamento de novos serviços, garantia
da qualidade, preço competitivo e tudo isso associado ao aumento de receita e
de margem.

A indústria de telecomunicações já
vinha num caminho de modernização de suas redes com implantação do 5G e de
redes definidas por software, mas a pandemia acelerou muitos esses processos.
Igualmente, do lado da TI, estamos vendo contínuo investimento em projetos de
modernização de suas plataformas de TI baseadas em nuvem para suportar o
negócio. Por exemplo, vemos o desenvolvimento de soluções avançadas baseadas em
Inteligência Artificial e Machine Learning para maximizar o valor dos dados,
habilitar novos serviços e reduzir custos de operação.

Nas tradicionais soluções BSS
(Business Support System) e OSS (Operations Support System) vemos
transformações ocorrendo nos níveis de sistemas e de infraestrutura por meio da
implementação de arquitetura de desacoplamento de dados através de
microsserviços, bem como a migração dessas soluções em ambientes escalonáveis
na nuvem, habilitando e viabilizando, por conseguinte, integrações mais rápidas
com canais digitais e apps.

Quanto à experiência do cliente
final, esses investimentos tecnológicos devem garantir serviços de qualidade,
plataformas de atendimento cada vez mais self-service com omnicanalidade e
automação por bots. Devem também garantir a privacidade dos dados dos usuários
e permitir ao consumidor cada vez mais o acesso a conteúdo exclusivo e
intuitivo com recomendações baseadas de acordo com o seu perfil.

Por fim, também no cenário B2B, as
empresas de telecomunicações e mídia desfrutarão cada vez mais dos ecossistemas
digitais e terão mais modelos de negócio híbridos do tipo revenue share
integrados com parceiros de serviços, de produtos ou de outras soluções
tecnológicas alavancados por integrações via APIs (Application Programming
Interface) monetizadas.

A pandemia evidenciou a
necessidade de as empresas evoluírem para modelos de negócios mais inovadores e
implementados com modelos operacionais ágeis, não só para aumentar a competitividade
no mercado, mas também para garantir a sua sobrevivência em caso de eventos
imprevisíveis, que podem alterar todas as regras de negócios em pouco tempo.
Portanto, as empresas do setor de telecomunicações e mídia perceberam que é
necessário evoluir trabalhando em estratégias de negócios de médio a longos
prazos que lhes permitam aproveitar as oportunidades tecnológicas antes que
elas se tornem uma necessidade para a sobrevivência.

*Filippo Di Cesare é CEO Latam (Brasil e Argentina) da Engineering

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