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As quatro principais tendências de automação para 2022
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As quatro principais tendências de automação para 2022

80% das organizações vão continuar ou aumentar os investimentos com automação

Param Kahlon*

01/12/2021 às 9h00

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A automação agora é a principal tendência em tecnologia, segundo projeção da McKinsey, e o investimento está aumentando. De acordo com o levantamento, 80% das organizações dizem que vão continuar ou aumentar os investimentos com automação e mais da metade de todas as empresas já têm quatro ou mais projetos de automação em andamento.

Mas se as iniciativas de automação estiverem espalhadas pelas organizações, com abordagens e tecnologias separadas e sem governança e supervisão centralizadas, as organizações terão custos mais altos e menor impacto.

Assim, a primeira tendência que identifico para a automação em 2022 é: os CIOS tomam as rédeas da automação.  Os CIOs estão sendo escolhidos para liderar os projetos de automação e, no próximo ano,   precisarão tomar decisões cruciais, como escolher a tecnologia de automação que será padronizada, quais recursos organizacionais precisarão ser desenvolvidos e como garantir boa governança, segurança e qualidade.

Os CIOs podem gerir os projetos implementando uma estratégia de automação corporativa, que inclui o desenvolvimento de recursos internos e infraestrutura para gerenciar suas iniciativas, criando um Centro de Excelência em Automação e desenvolvendo uma pipeline que prioriza as oportunidades de automação por toda a empresa.

Seguindo a análise, o que se nota, hoje, é que os desenvolvedores de automação precisam dizer aos robôs o que fazer, passo a passo. Dependendo da complexidade da automação, desenvolver e codificar instruções passo a passo pode facilmente ser responsável por 40 a 60 por cento do tempo de construção da automação.

automação semântica possibilita que a automação não dependa de abordagens baseadas em regras, eliminando consideravelmente esse trabalho do desenvolvedor. Os robôs ativados semanticamente conseguirão ver e ler o que está na tela; eles também compreenderão as relações e os contextos em torno de documentos, processos, dados e aplicativos. Em breve, os softwares robôs conseguirão simplesmente observar uma atividade e começar a imitá-la, sem instruções passo a passo. Eles reconhecerão o processo, compreenderão quais dados são necessários e saberão onde obter esses dados e para onde movê-los.

Os desenvolvedores e usuários empresariais poderão iniciar o desenvolvimento da automação simplesmente pedindo aos robôs para realizar uma tarefa ou concluir um fluxo de trabalho. Com isso, prevejo que a ‘Automação semântica’ revolucionará o RPA em 2022. Esta é a segunda tendência.

Os CIOs deverão monitorar a tecnologia à medida que os líderes de automação alcançam novos avanços em IA, machine learning e reconhecimento de padrões nas suas plataformas em 2022.

E a sustentabilidade, como fica?

Em março de 2021, o número de diretores de Sustentabilidade (Chief Sustainability Officers -CSOs, em inglês) em todas as empresas da Fortune 500 havia subido para 95, com quase um terço deles tendo assumido o cargo em 2020. Os CSOs estão formando parcerias com os CIOs em suas missões de tornar suas organizações mais verdes. Na verdade, em uma pesquisa recente do Gartner, mais de 85% dos CIOs entrevistados disseram que estavam envolvidos nas iniciativas de sustentabilidade de suas organizações.

A automação é uma tecnologia que está causando um impacto quase instantâneo nas iniciativas verdes. Os processos automatizados que desligam os data centers durante períodos de baixo uso reduziram em 9% ou mais o uso da eletricidade de algumas organizações. Automatizar e digitalizar faturas, assinatura de contratos e outros fluxos pode reduzir significativamente o consumo de papel. A automação torna outras operações e soluções muito mais eficazes como o gerenciamento remoto do local de trabalho, IA, ML e gerenciamento em nuvem.

Os CSOs devem formar parcerias com CIOs, líderes de TI e CFOs para analisar como a automação pode ser aplicada para atingir as metas de sustentabilidade.

Assim, a terceira tendência é: a automação trará um novo líder C-Suite: o Chief Sustainability Officer!

E com a automação cada vez mais presente na rotina das corporações, surge um cenário desafiador para as equipes de RH, evidentemente. Elas deverão se preparar para gerenciar uma força de trabalho humano-digital. Esta é a quarta tendência.

As pessoas estão trabalhando lado a lado com seus assistentes robóticos virtuais, compartilhando trabalho, delegando e pegando a tarefa de volta, várias vezes ao dia. A automação estará cada vez mais embutida no futuro do trabalho. Com a escassez de mão de obra e cisões que continuarão em um futuro próximo, a automação pode destravar o potencial humano, dando aos trabalhadores mais tempo, mitigando os impactos da atual falta de mão de obra, realizando mais trabalho em menos tempo. Em 2022, os Diretores de Recursos Humanos irão priorizar:

  • Previsão e planejamento de perdas e ganhos de empregos. Os robôs assumirão muitos trabalhos que exigem baixa qualificação, como atividades que envolvam entrada de dados, processos baseados em regras e tarefas monótonas. Mas os novos cargos que exigem habilidades mais elaboradas serão preenchidos. Equipes de RH com visão de futuro estão mapeando prováveis perdas e ganhos - e desenvolvendo planos para aprimorar, requalificar e realocar trabalhadores para essas novas posições.
  • Expansão do treinamento para mudar o comportamento diário. Os líderes empresariais esperam que eles tenham que treinar novamente um terço de sua força de trabalho nos próximos anos, como resultado da implementação de novas tecnologias de automação, de acordo com a Deloitte. O treinamento será ampliado para incluir usuários finais que podem não querer se tornar desenvolvedores cidadãos. Esses programas de “usuário final” irão se focar em pontos como motivar os colaboradores a mudar seus padrões de trabalho, adotar novos processos e aprender a usar seus assistentes robóticos de forma mais eficaz.

E, finalmente, atualização e requalificação. À medida que trabalhos de menor valor são assumidos por robôs e trabalhos de maior valor surgem para ocupar seu lugar, os departamentos de RH precisam envidar grandes esforços em termos de treinamento que englobam não apenas habilidades técnicas, mas também habilidades sociais como liderança, pensamento crítico e adaptabilidade.

*  Param Kahlon é Chief Product Officer (CPO) da UiPath

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