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4 sinais de que é hora de investir em modernização do legado
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4 sinais de que é hora de investir em modernização do legado

Quando o sistema é core para diferenciação, alguns fatores são fundamentais para a decisão de modernizar

Gediel Luchetta*

01/09/2021 às 18h41

modernização, atualização
Foto: Shutterstock

Legenda: Imagem: Shutterstock

Já faz algum tempo que a
tecnologia tem ditado os rumos do negócio em diversos setores. Apesar disso,
promover mudanças em suas operações continua sendo um desafio para as empresas.
Um claro exemplo são os sistemas legados, uma denominação
utilizada para descrever aplicações que foram criadas seguindo métodos ou
tecnologias defasadas e que permanecem em uso em uma organização, trazendo uma
série de problemas para o negócio.

O estudo Application
Modernization Should Be Business-Centric, Continuous and Multiplatform
, da
Consultoria Gartner, indica que os débitos técnicos de sistemas legados
continuarão se somando aos já existentes; e, em 2025, estarão consumindo mais
de 40% do budget de TI. O mesmo estudo indica que, até 2025, 90% dos
aplicativos atuais ainda estarão em uso, sendo que a maioria continuará a
receber investimento insuficiente em modernização.

A modernização de aplicações
legadas, normalmente, é um investimento alto e, muitas vezes, trata-se de uma
jornada de longo prazo. Entretanto, nos casos em que o sistema em questão é
core para gerar diferenciação no mercado, alguns fatores são fundamentais para
a decisão de modernizar e parar de investir no legado.

Veja, a seguir, 4 motivos que
tornam fundamental e justificável o investimento em modernização das suas
aplicações legadas.

1 - Seu ritmo de inovação está
cada vez mais lento

A necessidade de inovar e de
modernizar os seus processos desafia as empresas tradicionais – diferentemente
das startups, nativas digitais, que têm em seu DNA a inovação. A métrica de
Time to Market (TTM), que determina o período de tempo entre a idéia e o
produto final sendo utilizado em produção, vem degradando com o passar do tempo
em sistemas legados; chegará a um ponto em que a inovação acabará ficando muito
lenta e, com isso, a perda de competitividade no mercado será inevitável. 

Manter um TTM aceitável em
sistemas legados é praticamente impossível, visto que  esses sistemas não
foram concebidos com uma arquitetura pensada para escalar times independentes,
trabalhando em paralelo e liberando mudanças em produção frequentes. Nesses
sistemas, não importa se você tem 10 ou 100 desenvolvedores trabalhando, o
ritmo de mudanças é sempre determinado pela funcionalidade mais complexa de se
implementar.

Ademais, outro fator que desacelera
a inovação, muito comum em sistemas legados, são os débitos técnicos.
Normalmente enormes e frequentemente impagáveis, precisam ser considerados e
remediados a cada nova mudança do sistema. Por exemplo, imagine dois corredores
disputando uma prova, em que um deles carrega uma mochila adicional de 20
quilos (analogia para débitos técnicos). Quem você acha que terá mais chance de
vencer? 

2 - Seu custo operacional está
muito alto 

É muito comum um cenário onde o
sistema legado vem gerando um crescente custo operacional para a organização.
Normalmente, esses custos vêm de fontes variadas, como infraestrutura, 
sustentação, suporte, manutenção e evolução do sistema. Perguntas que podem ser
feitas pelos executivos quando esses questionam o custo de sistemas legados
são:

  • Por que temos tantos chamados de suporte dos
    usuários finais?
  • Por que precisamos de tantas pessoas de infra e
    operações para monitorar e operar o sistema?
  • Por que precisamos de tanto tempo para fazer uma
    alteração simples no sistema?
  • Por que gastamos tanto com a infraestrutura de
    hardware (ou com a conta do cloud provider) para rodar esse sistema?

Os custos elevados para manter e
evoluir sistemas legados ocorrem porque, na sua concepção, a arquitetura
definida não previu a necessidade de escala atual (tanto de usuários como de
times de desenvolvimento), ou não existiam tecnologias adequadas para os
problemas atuais.

3 - A experiência do usuário
final é ruim

Os usuários de produtos digitais
estão cada vez mais exigentes. Eles não têm paciência para retornar mais tarde
porque o sistema está indisponível ou para aguardar alguns segundos por uma
operação que, do ponto de vista do usuário, é simples. A indisponibilidade ou a
lentidão para executar uma função padrão compromete diretamente a experiência
do usuário final e significa que, possivelmente, o software não foi projetado e
construído para suportar a demanda atual ou futura que o negócio exige.

Outro fator impactante para a
experiência do usuário é a acessibilidade do sistema multitela ou multiplataforma,
ou seja, o consumidor atual deseja poder acessar os sistemas a partir de seu
smartphone, computador, tablet e até diretamente de sua TV, tendo sempre a
mesma experiência. Porém, geralmente, os sistemas legados foram projetados
exclusivamente para serem acessados de computadores, o que torna impossível seu
uso por meio de outros dispositivos.

Além disso, é muito provável que
as interfaces e os fluxos do sistema não tenham sido desenvolvidos com foco na
melhor experiência para o usuário final, o que torna o seu uso difícil e pouco
intuitivo.

Nesse cenário, é esperado que a
experiência do consumidor (CX) impacte diretamente na sua satisfação (Net
Promoter Score (NPS) e, por consequência, na probabilidade de continuar usando
seu produto digital. Ou seja, podemos facilmente fazer uma relação direta entre
CX com o crescimento da participação no mercado de um produto digital.

Por isso, sistemas modernos são
desenvolvidos tendo o usuário final no centro de suas definições. São
projetados com uma arquitetura escalável, permitindo a absorção do aumento de
demanda sem indisponibilidade ou perda de performance. Além disso, são
preparados para se autorrecuperar de falhas e possuem interfaces simples,
amigáveis e intuitivas que podem ser acessadas de qualquer dispositivo.

4 - Você tem uma grande
dificuldade de atração e retenção de talentos

As empresas que dependem de
produtos digitais vivenciam um momento crítico em relação à concorrência por
profissionais qualificados nessa área. Por exemplo, profissionais como
Arquitetos de Software, Desenvolvedores, Engenheiros de dados, UX Designers,
Engenheiros de cloud, Cientistas de dados e Administradores de Banco de Dados
estão cada vez mais escassos e com salários inflacionados devido ao
desequilíbrio entre oferta e demanda.

Um dos principais fatores que
determina a escolha de onde esses profissionais irão trabalhar é a
possibilidade de utilizarem tecnologias de ponta. Dentro desse contexto,
companhias que possuem sistemas legados com tecnologias defasadas sofrem com
esse problema de maneira exponencial. Fica claro, assim, que a dependência e/ou
a falta de profissionais de tecnologia é um grande desafio para essas empresas,
visto que representa um grave risco para a evolução e perenidade do negócio.

Se está perdendo negócio e/ou participação de mercado por um ou mais desses fatores, considerar um investimento para modernização é algo que precisa ser feito. Como mencionado anteriormente, a modernização de um sistema core, quase sempre, é uma jornada longa e de alto investimento. Existem porém, duas abordagens importantes que aumentam a probabilidade de sucesso nessa iniciativa:

1. Entenda qual é a principal dor e comece por ela

Antes de iniciar, faça um
diagnóstico correto do cenário atual, determinando onde estão os maiores
ofensores para os resultados de negócio e, com isso, a estratégia de ataque
inicial, ou seja, como obter resultados de maneira ágil e com o menor
investimento. Por exemplo, se o maior problema para o negócio atual é a
diminuição de crescimento ou a evasão de clientes devido à limitação na
interface do produto, pode-se iniciar a modernização fazendo uma separação
entre as camadas de frontend e backend e, com isso, utilizar novas tecnologias
para liberar novas interfaces para outros dispositivos, enquanto o backend
permanece o mesmo. 

Outro exemplo: quando o principal
problema é o elevado custo de infraestrutura e manutenção de data center
próprio. Uma possível ação, nesse caso, poderia ser uma migração (lift and
shift) para a nuvem ou, talvez, a substituição de seu RDBMS proprietário, com
elevado custo de licenciamento, para uma solução de banco de dados open source.
É importante salientar que, aqui, estamos falando de faseamento e uma
estratégia de ataque inicial que deve resolver uma das dores. 

Para resolução de todas as dores será preciso uma modernização completa, reescrevendo o software com o cliente final no centro e utilizando as melhores práticas de arquitetura de software, infraestrutura, stack de tecnologia, boas práticas de engenharia de software e DevSecOps.

2. Aproveite a iniciativa de modernização para criar um produto realmente “customer centric”

Utilize uma abordagem “customer
centric” e faça um discovery para determinar quais funcionalidades realmente
geram valor para o seu cliente final. Um erro muito comum de times envolvidos
em iniciativas de modernização é pressupor que todas as funcionalidades
presentes no software atual precisam ser modernizadas e mantidas na nova
solução. Essa premissa também gera uma falsa sensação de que as barreiras de
entrada para concorrentes são mais altas do que realmente são. 

A título de exercício, imagine um
módulo de um sistema legado que possui, hipoteticamente, 20 funcionalidades. No
projeto de modernização, devemos considerar a migração de todas? Os usuários
finais realmente precisam e usam seu produto devido a presença de todas essas
funcionalidades? 

Na prática, vemos muitos casos de
startups surgindo e ganhando mercado com um produto digital moderno, simples e
de fácil uso, com apenas duas ou três dessas funcionalidades. Em resumo, um
processo de discovery com o cliente final no centro, entendendo o que realmente
gera valor, pode determinar uma grande simplificação e otimização da jornada de
modernização ou trazer oportunidades de crescimento com inovações em novas
funcionalidades que não estavam presentes no produto e nem no roadmap do
sistema legado. 

* Gediel Luchetta é VP de engenharia
na ilegra

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