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10 tendências de segurança da informação para 2021
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10 tendências de segurança da informação para 2021

Novas tecnologias, regulações e tendências marcarão o ano. Teletrabalho e segurança dos dados, não das redes, devem se estabelecer

Redação

04/02/2021 às 18h31

segurança, nuvem
Foto:

Legenda: Imagem: Shutterstock

A fornecedora de soluções de segurança na nuvem Netskope listou 10 previsões de sua equipe de especialistas em segurança. A ideia é ajudar os líderes de segurança (CISOs) a terem alguma previsibilidade em relação a 2021.

Em um ano de transformação digital acelerada, as necessidades (e
investimentos) das empresas em cibersegurança devem se intensificar. Segundo os
especialistas, nessa ano devem surgir novas ameaças em função do aumento
significativo de tempo que as pessoas passam online, tanto para trabalho como
para entretenimento.

Os riscos cresceram e se diversificaram na mesma proporção. As
previsões são:

1. Aceleração de incidentes envolvendo insiders

Atividades maliciosas realizadas por insiders (pessoas com acesso
aos sistemas e informações da empresa) aumentam em épocas de dificuldades e incertezas
econômicas. Segundo Jessica Barker, especialista em segurança cibernética e em
psicologia e sociologia para segurança, “é preciso reconhecer o fato de que as
pessoas estão mais vulneráveis e com o aumento da atividade digital poderá
haver um consequente aumento na atividade maliciosa de insiders”.

2. IA e Machine Learning farão surgir ameaças específicas

Como essas tendências representam um papel importante no
desenvolvimento de novos recursos tecnológicos, também haverá um crescimento
dessas ameaças específicas de IA/ML, como o envenenamento de conjuntos de dados
de treinamento e corrupção de modelos. Com o ML contando com conjuntos de dados
baseados na nuvem, ter visibilidade e segurança dos acontecimentos fora do
perímetro tradicional da empresa será essencial.

3. Trabalho remoto não será temporário

O que dará o impulso necessário para as diversas organizações que
ignoravam até agora a crescente irrelevância dos controles de segurança
baseados no perímetro físico. Em 2021 será um consenso de que a segurança
precisa seguir os dados. A solidez financeira dos fornecedores de segurança
dependerá de estarem preparados para fornecer proteção mais abrangente, em vez
de segurança legada hospedada num appliance.

4. Zero-Trust
e SASE irão convergir

Uma
arquitetura de Secure Access Service Edge (SASE) será necessária para realmente
apoiar uma implementação holística de zero-trust. Esses dois requisitos serão a
base para qualquer transformação digital da força de trabalho no futuro,
fornecendo visibilidade total, controle e capacitação para uma transformação
segura rumo à nuvem.

5.
Transformação da rede e da segurança trará benefícios econômicos

A
medida que mais organizações consolidam a ideia e se afastam das tecnologias de
segurança baseadas em appliances, as equipes de TI e segurança alcançarão
eficiência operacional e redução de custos com a migração para a nuvem. As
organizações que optam por um modelo de estrutura de transformação em nuvem,
como o SASE, podem ter uma economia de custos entre 20% a 40% em 2021.

6.
Convergência entre as equipes de rede e segurança

Conforme
as organizações fazem a migração para a nuvem, os funcionários não estarão mais
numa rede corporativa e, portanto, o investimento operacional deve ser direcionado
juntamente com os dados. A rede legada tradicional e a stack de segurança se
tornarão menos relevantes e, por outro lado, as equipes de rede e segurança
ficarão mais alinhadas.

7.
Regulamentações de privacidade crescem e desafiam

Como
resultado teremos uma adoção ampla de tecnologias de aprimoramento de
privacidade (PET’s) em todo o mundo, o que permite às empresas compartilharem
dados com terceiros para fins de agregação e análise, sem a necessidade de
compartilhar os dados brutos entre as várias partes e cumprindo vários
requisitos de privacidade.

8.
Controles de governança de dados na nuvem

As
organizações estão usando controles de proteção de dados, como DLP (Data Loss
Prevention), para gerenciar infraestrutura e aplicações em nuvem. Nos próximos
12 meses, esses controles amadurecerão e serão utilizados para se alinhar às
melhores práticas de governança de dados. Isso inclui a automação de
inventários de apps gerenciados em nuvem e infraestrutura alinhada ao Cloud
Security Posture Management (CSPM), com sistema automatizado de registro e
registro de processamento para as necessidades de GRC (Governance, Risc and
Compliance) estendido das organizações e necessidades regulatórias. Essas
melhores práticas irão automatizar requisitos de proteção de dados e
privacidade, que também suportam os regulamentos de proteção de dados mais
recentes e garantem que as transferências de dados sejam sempre suportadas por
um contrato válido.

9.
Projeto europeu GAIA-X ganhará tração e apoio

O
GAIA-X é uma iniciativa da União Europeia e ajudará a acelerar modelos de
negócios e serviços inteligentes para todas as organizações que operam na
região. Os provedores de serviços também terão a oportunidade de se integrar a
um ecossistema de infraestrutura federada. Esse ecossistema e o desenvolvimento
de novos benefícios digitais irão destacar ainda mais a importância de serviços
e controles de segurança, forçando as organizações a garantirem que o seu
programa de segurança esteja alinhado a essa iniciativa de infraestrutura de
dados.

10.
Colaboração entre fornecedores de segurança será
ampliada

Uma nova onda de confiança está permitindo uma colaboração sem
precedentes. Veremos cada vez mais fornecedores trabalhando juntos para
compartilhar percepções sobre ameaças. Com atores mal-intencionados trabalhando
em operações enormes e altamente organizadas, essa aliança e compartilhamento
de inteligência serão alguns dos fatores críticos para o sucesso na indústria
em 2021.

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