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Não deixe que as soft skills se tornem um problema para a sua equipe

Habilidades como comunicação e colaboração são base de qualquer equipe de alto desempenho e precisam ser melhor trabalhadas

Steve Trautman, CIO/EUA

14/01/2019 às 9h27

Foto: Shutterstock

A lacuna de habilidades está crescendo rapidamente. Setenta e cinco por cento das organizações vão experimentar a disrupção de seus negócios em função das lacunas de habilidades até 2020, segundo o Gartner.

Tecnologias emergentes, como a Inteligência Artificial (IA), estão criando lacunas óbvias em habilidades técnicas na força de trabalho, mas as empresas estão enfrentando um problema ainda maior: as soft skills.

Recentemente, estudo produzido em conjunto pela CapGemini e LinkedIn revelou que mais empregadores acreditam que suas equipes estão perdendo habilidades como a adaptabilidade (59%) do que o domínio de técnicas como as que envolvem a Ciência de Dados (51%).

Em conversas com CIOs de Seattle a Pittsburgh, há repetidas queixas sobre os efeitos provocados pela falta das soft skills - particularmente colaboração e comunicação - nas equipes. O pior deles é o atraso nos projetos, especialmente os projetos ágeis de Transformação Digital, prioritários para todos os CIOs.

Soft skills como comunicação e colaboração são críticas para qualquer equipe de alto desempenho. A boa notícia é que, com uma abordagem correta, elas podem ser codificadas, ensinadas e transferidas dentro da organização.

Comunicação
As habilidades de comunicação podem parecer muito mais abstratas do que as de programação ou gerenciamento de projetos, mas na verdade são tangíveis. Os funcionários da empresa podem fazer a comunicação “da maneira certa” assim como podem aperfeiçoar suas habilidades técnicas.

Uma empresa de seguros norte-americana trabalhou para fechar a lacuna de habilidades de comunicação, identificando primeiro um especialista interno - alguém que todos já consideravam um grande comunicador.

Paul ensinou a outros membros da equipe a forma como fazia as reuniões (por exemplo, ele sempre enviava uma agenda no dia anterior), como ele apresentava ideias (quando e para quem), como ele dava feedback negativo (nunca na frente da equipe), como ele dava feedback positivo (muitas vezes publicamente) e assim por diante.

Identificar os bons comunicadores, documentar as especificidades de como personificam a liderança em comunicações na organização e ensinar essas habilidades tangíveis a outras pessoas, são ações que possibilitam preencher essa lacuna e construir uma cultura geral em que a boa comunicação passe a ser importante.

Colaboração
Da mesma forma, melhorar a colaboração é muitas vezes uma questão de alinhamento. E na maioria das empresas, o alinhamento está fora de sintonia graças a equipes sobrecarregadas, à falta de clareza dos papéis de cada um e a estilos e ideias conflitantes entre os principais talentos.

Há uma poderosa ferramenta de liderança para alcançar o alinhamento chamada de “Big Picture”. Uma radiografia capaz de mostrar ao pessoal o seu valor para o propósito e as prioridades da empresa.

Compartilhar a cenário macro com a equipe pode parecer óbvio, mas algo é facilmente deixado de lado. Um relatório da Deloitte, de 2017, revela que apenas 24% dos funcionários acreditavam que suas empresas eram excelentes em alinhar as metas pessoais dos funcionários aos objetivos corporativos.

Para acertar nesse item, um bom exercício é perguntar aos funcionários quem são seus clientes (em ordem de prioridade) e o que eles desejam; quem são seus concorrentes e por que eles são uma ameaça; e quais são as três coisas que a equipe está fazendo para apoiar a estratégia de negócios da empresa.

Alguns deles podem dizer: Não faço ideia.  A liderança, muitas vezes, não deixa sua estratégia clara para todos, deixando seus colaboradores sem respostas aparentemente simples.

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