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Não caia nessas 5 armadilhas ao construir um negócio mobile

Elas podem minar seus esforços para atingir a audiência alvo, na hora certa, da maneira certa

Da Redação

16/12/2018 às 11h30

Foto: Shutterstock

Os smartphone tomaram conta de nossas vidas, o que significa que os negócios estão lidando com uma crise de engajamento do consumidor. Levar a propriedade para a sua audiência alvo, na hora certa, da maneira certa é um desafio maior do que nunca antes.

Não está convencido? Um estudo descobriu que o usuário típico de smartphone toca no telefone 2617 vezes por dia. Outras fontes afirmam que uma pessoa checa o celular 110 vezes por dia em média, com pessoas mais viciadas o fazendo 900 vezes por dia. A Apple confirmou recentemente que os usuários de dispositivos da marca desbloqueiam o telefone 80 vezes por dia.

Então como atingir os clientes certos?

O Expedia Group destaca algumas das principais armadilhas muito comuns ao planejar uma estratégia mobile.

Armadilha #1: Subestimar a importância do mobile
Mobile é uma grande parte do nosso cenário econômico e espera-se que ele gere 5% do PIB global, ou $4,6 trilhões, até 2022. Até 2017, tecnologias e serviços mobile geraram 4,5% do PIB mundial, uma contribuição que soma $3,6 trilhões em valor econômico ganho. Se você não começou a usar o mobile como ferramenta para a aquisição de clientes, está perdendo um segmento de viajantes de rápido crescimento.

Hoje nas mãos de mais de 100 milhões de brasileiros, os smartphones são uma realidade para quase 80% da população. Os dados são do Telecom Insights, estudo da Kantar Worldpanel que analisa o segundo trimestre deste ano. Ganhando cada vez mais espaço frente aos celulares com poucos recursos, os aparelhos com mais funcionalidades atingem atualmente todas as classes sociais, popularizando a internet móvel – 81 % da classe AB tem smartphones; na C e DE, respectivamente, a presença é de 80% e 76%. Para se ter uma ideia, no segundo trimestre de 2016, 18% das pessoas possuíam 4G. No mesmo período de 2018, o índice atingiu 53%.

Especificamente no ramo do turismo, buscas por viagens feitas no mobile atingem 34% do total de buscas na América Latina. Dados do Expedia Group revelam que uma a cada três transações de reservas são feitas via celular e mais de 50% do tráfego hoje chega via mobile. Essa penetração do mobile é um fenômeno global, com suas principais origens se estendendo a países do mundo todo.

Armadilha #2: Acreditar piamente na estratégia “faça e eles virão”
Quando o assunto são aplicativos móveis, assumir que os consumidores vão automaticamente baixar o app da sua marca é uma abordagem ingênua para construir uma estratégia mobile. Os consumidores de hoje são inundados por escolhas; 3,6 milhões de apps disponíveis no Google Play e 2,1 milhões na Apple Store. No entanto, “a média de número de apps usados está se mantendo em 27 aplicativos por mês. E 49% dos usuários baixam zero novos apps por mês.” Entrando nesses 27 lugares disputados no telefone de um usuário é uma batalha difícil – repleta de alta rotatividade e taxas e desinstalação. Quando olhamos especificamente para os apps de viagem, quase dois terços dos usuários são perdidos nos primeiros 30 dias.

Então, o que atrai as pessoas a baixarem e se engajarem com os apps? E como você mantém aderência para parar de ser expulso dos telefones?

A resposta: os apps precisam ser rápidos, úteis, e ter uma variedade de recursos que dão motivo para que o usuário continue interagindo. Consumidores querem que os apps ofereçam informações práticas e úteis. Eles contam com os apps para terem informações convenientes rápido em qualquer lugar.

Por último, pode não valer a pena investir em um app dedicado e sim em focar em construir um design responsivo mobile para a web e olhar para apps terceiros. Por exemplo, a Expedia Group já viu mais de 250 milhões de downloads cumulativos até o final de 2017, 40% acima do ano anterior, alcançando significativamente mais usuários que a marca típica de hotel com menos de 15+ milhões de downloads. Os apps estão sendo usados, mas é preciso ter uma estratégia inteligente para investir em um app, dessa forma, os investimentos em marketing podem estar a favor das marcas.

Armadilha #3: Entender mal comportamentos de uso mobile
Esse é um dos erros mais comuns que os negócios cometem. Enquanto muitos entendem que o mobile é um mercado limitado, navegar entre o que funciona e o que não funciona com os usuários, incluindo que conteúdo priorizar, pode ser desafiador. Nós sabemos que em média, de 30 a 35 imagens são tipicamente vistas antes de uma transação ocorrer e que fotos geram mais da metade do engajamento. Isso é seguido por disponibilidade, com 18%, engajamento em mapas com 12%, e avaliações com 7%.

Levando em consideração o cenário de hoje dominado por mobile, os negócios devem considerar criar designs para o tamanho de tela pequeno primeiro. Se você consegue acertar as informações na tela pequena, e depois expandir para o desktop, você provavelmente vai alcançar as necessidades da maioria dos viajantes. No Expedia Group, foi constatado que ícones intuitivos, no lugar de palavras descritivas, ajudam a marca a usar um espaço menor, permitindo que os usuários naveguem e encontrem tudo que precisam com facilidade.

Lembre-se de que os consumidores já abraçaram as soluções de pagamento mobile. Eles não apenas usam os cartões de crédito e débito, mas também aceitam conveniências de carteiras digitais como Apple Pay e PayPal. Mas localização e escolha são chave para alcançar clientes mobile.

Armadilha #4:  Assumir uma mentalidade de navegar x comprar
Há um engano comum de que mobile é usado puramente para pesquisa e não como ferramenta de conversão. Entretanto, na maior parte dos lugares do mundo, o mobile agora conta com mais da metade das transações online, e as vendas dentro de apps dominam. A América Latina está emergindo como a região que mais cresce para transações mobile – com a quota crescendo 50% ano sobre ano. A taxa de transações mobile no Brasil aumentou mais de 30% em 2017, contra os mais de 25% de 2016.

Mesmo que o mobile não seja a plataforma final para a transação, compatibilidade entre dispositivos é tão importante quanto para influenciar consumidores em toda a sua jornada. Para engajar os consumidores, as plataformas precisam se complementar permitindo navegação entre browsers, dispositivos e sessões de compra. De acordo com a Criteo, cerca de um terço de todas as transações que passam por mais de um dispositivo começam com um smartphone e esses compradores são igualmente representados entre os três dispositivos primários: smartphone (28%), tablet (36%) e desktop (31%).

Armadilha #5: Confiar demais na abordagem prepare e esqueça
Vamos ser francos –  inovações constantes em tecnologia podem facilitar as coisas para os consumidores, mas podem às vezes apertar os recursos das empresas. Muito frequentemente, as empresas caem na armadilha de estabelecer uma ótima estratégia mobile, mas depois a tiraram da lista de prioridades e falham no processo contínuo de testar, aprender e evoluir.

Isso pode soar como mais trabalho, mas, pelo contrário, estamos vendo negócios adiantados e reutilizando recursos de seus parceiros de tecnologia, tendo grandes resultados com pouco esforço.  Dados críticos, disponibilizados a qualquer momento, os ajuda a se manterem competitivos com insights em tempo real sobre o mercado, permite que eles releiam e respondam instantaneamente feedbacks dos consumidores e recebam notificações importantes com informações sensíveis.

Como uma líder tech em viagens, o Expedia Group está investindo na próxima revolução tech como os chatbots, processamento natural de linguagem para os robôs e reservas ativadas por voz com a Alexa. Essas inovações e o investimento de mais de $1,5 bilhão em tecnologia continua alimentando milhares de testes realizados todos os anos, enquanto experiências mobile de reconhecimento internacional são disponibilizadas tanto para hoteleiros quanto para viajantes. A tecnologia está transformando a maneira com que as pessoas viajam e se manter à frente dessa mudança é crítico para crescer qualquer negócio.

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