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Modelos para uma governança de TI global

Empresas estão crescendo e se espalhando pelo mundo, assim como os departamentos de TI. É hora de fazer opções de estilo de governança

CIO (EUA)

06/03/2008 às 18h31

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Quando CIOs pensam sobre a expansão global de suas companhias, a palavra que começa com G rapidamente vem a mente: Governança. O medo deles é que sem uma governança construída cuidadosamente, a tomada de decisões, os equívocos e mesmo a simples visibilidade da TI dentro da organização rapidamente seja deturpada. Quando os membros do Conselho Executivo de CIOs criaram no ano passado o Globalization Paybook, a governança era uma seção significativa.

Central Versus Local Versus Distribuição
A consideração fundamental em governança global é o modelo de controle. A autoridade de TI deve residir centralmente, localmente ou uma combinação das duas coisas? Não existe um modelo perfeito; um que funcione em determinado estágio do ciclo de vida da companhia pode ser muito ruim em outro, de qualquer forma, a maioria dos CIOs entrevistados para o playbook usa um modelo centralizado. Isso significa que o CIO e os líderes sêniores são responsáveis por decisões tais como estratégia de TI, priorização de projeto, seleção de sistemas e desenvolvimento de metodologia de aplicação.

Quando o controle local é significativamente garantido, começa então um híbrido em cujos padrões e sistemas globais são controlados centralmente, mas a gerencia de TI local é responsável por selecionar e gerenicar alguns sistemas. Um modelo de distribuição de locais próximo a autoridade e nível local, talvez com suporte a sistemas financeiros ou e-mails provenientes do headquarters. Puramente local, o controle descentralizado foi o modelo menos usado entre as fontes do Conselho, apesar de que ganha tração quando as companhias crescem em diversas regiões.

Como escolher
Uma forma simples para se pensar sobre seu modelo de governança é “centralização para eficiência, descentralização para efetividade,” diz Michael Pilkington, CIO aposentado da Euroclear. Quando considerar um modelo de governança, é importante entender o modo operacional em que funciona o negócio que você está suportando. Por exemplo, a companhia se importa com alinhamento entre regiões? Na Motorola, alinhamento é critico, diz Cathy Kozik, vice-presidente corporativa de cadeia de suprimentos de TI. Dado isso, a Motorola tem gravitado sempre na governança de TI centralizada.

Focar em processos de TI também pode apontar o melhor modelo de governança. Quais processos são o coração do negócio? Eles podem ser controlados centralizadamente? Podem ser executados de acordo com as necessidades locais? Para Cláudio Abreu, CIO da corporação e de serviços do negócio para a Bayer Norte-America, estratégia e processos centrais precisam ser os mesmos globalmente. Entretanto, a estratégia deve sempre ser executada de uma forma que faça sentido para a localização.

A cultura de tomada de decisões da companhia também precisa ser incluída na sua reflexão. De onde os líderes vêm? Autonomia local deve ser uma boa medida para um cultura que recebe bem pessoas de fora da HQ.

Boas práticas universais
Enquanto existem melhores práticas e armadilhas associadas com cada modelo específico, existem muitas coisas que se aplicam a todos eles.

Envolva os líderes seniores. A liderança sênior de todas as regiões deve ser parte do modelo de governança de tomada de decisões, aconselha Abreu, da Bayer. Isso promove uma melhor aceitação do modelo final.

Seja flexível. Organizações geralmente estragam seus modelos indo para extremos, diz Abreu. Empurre muita customização e os custos explodem. Ou, force um padrão ou pratica sem levar os mercados locais ou culturas em consideração e você obtém recusas.

Mantenha visibilidade. Na organização de TI da FedEx, Beth Galetti, CIO e VP para a Europa, Oriente Médio e Africa, mantém fóruns de boas práticas trimestrais em cada região. Galetti também conta com um quadro feito a partir de funções de negócio para cada região ganhar visibilidade nos projetos maiores. O board examina todos os projetos de TI que requerem mais de 40 horas de trabalho de desenvolvimento.

Alavanque ferramentas para comunicação e colaboração. Aplicações simples tais como time reporting e project tracking podem prover cerca autoridade para as equipes de TI locais. Ferramentas de comunicação e colaboração também são úteis quando a equipe está espalhada por muitos fusos horários e continentes. A ON Semicondutores adotou o NetMeeting e SharePoint para habilitar a equipe de TI de 325 pessoas a manter iniciativas se movendo globalmente.

A tecnologia pode facilitar colaboração, mas não sem definir os processos colaborativos antes, alerta o CIO da Hess, Pete Walton. “Implementar tecnologias colaborativas na cultura de uma companhia que não sabe colaborar é uma receita para o fracasso,” diz ele. Para alcançar uma compreensão melhor de colaboração e a melhor forma de introduzi-la sem o ambiente centralizado da Hess, Walton criou um grupo de tecnologias colaborativas que está envolvido em todas as reuniões sobre colaboração de unidades de negócio e pode servir como fonte para como fazer a colaboração funcionar.

Não tenha medo de mudar. Poucas companhias escolhem um modelo que funciona perfeitamente o tempo todo. Muitas delas que cresceram com um controle local da TI, tais como a FedEx e a Procter&Gamble, moveram-se em direção a uma forma mais híbrida ou mais centralizada, tendo se decidido que o controle local contribuía para a redução dos retornos.

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