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Meta de CIOs é migrar metade do trabalho para nuvem

Atualmente, apenas 18% da carga de trabalho é migrada, em média, segundo 400 líderes de TI ouvidos por estudo da Bain & Company

Da Redação da Computerworld

08/05/2015 às 8h01

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Uma pesquisa recente da Bain & Company, realizada com mais de 400 companhias, revelou que a migração de
50% das suas cargas de trabalho para cloud é um objetivo de empresas
que realmente buscam redução de custos.

No entanto, o estudo revela que a situação atual ainda está distante da ideal. Segundo os dados coletados pela Bain & Company, as
empresas transferem, em média, apenas 18% da carga de trabalho. A variação é maior ou menor dependendo do segmento industrial.

Executivos de TI e de negócios conhecem todas as vantagens de
transferir suas cargas de trabalho para a computação em nuvem, entre
elas a agilidade no TTM (Time To Market), sistemas mais flexíveis e
redução de custos em data center. Então, o que os impede de investir com mais intensidade nesse tipo de
arquitetura?

A pesquisa indica que muitos líderes de TI ainda hesitam diante do
que seria considerada uma grande mudança e adiam a tarefa deslocando
apenas uma parcela da carga para cloud, justamente pelo receio das
tecnologias disruptivas, que interferem em processos, organizações e às
vezes até em indústrias inteiras.

Um obstáculo que ainda aparece no estudo é o dilema de escolher o
modelo certo de nuvem, entre as alternativas de nuvem pública, privada
ou híbrida. Muitos executivos acreditam que optar por cloud privada pode aumentar o potencial de extrair valor para a companhia.

Em algumas situações e para determinadas cargas de trabalho,  especialmente aquelas que sofrem restrições por compliance, segurança ou
requisitos de IP, a nuvem privada é de fato a opção mais segura. No
entanto, segundo os analistas da Bain & Company, a nuvem privada
gera apenas 1/3 dos benefícios que podem ser encontrados na nuvem
pública.

Para extrair todo o potencial do armazenamento em nuvem, a indicação
do estudo é incentivar uma abordagem cloud-first. Uma vez que as cargas
de trabalho estejam  armazenadas na nuvem, as equipes de desenvolvimento e
operações podem acessar ambientes e outros recursos, sem qualquer
obstáculo que encontrariam no processo tradicional de TI.

Manter servidores próprios pode parecer a decisão mais segura, mas
não tem protegido as vítimas dos ataques cibernéticos de alto perfil,
incluindo Sony e JPMorgan Chase. O segredo de uma migração bem sucedida é
avaliar o modelo correto para a empresa e ter coragem para enfrentar um
reforma completa do modelo tradicional de TI.

O estudo compra mais uma vez o que vem sendo provado constantemente: as
empresas que continuarem receosas com o armazenamento em nuvem tendem a
ficar para trás. Apostar em inovações tecnológicas é investir na
evolução da empresa.

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