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Mapa de calor das tecnologias corporativas em 2014

Esqueça o consumidor. Se você fica animado com tecnologias inventivas, o mundo empresarial é onde você vai querer estar no momento, com uma explosão de novas soluções

Eric Knorr, InfoWorld/EUA

20/01/2014 às 7h09

Foto:

Estou feliz pela CES ter passado. Dispositivos vestíveis, hydra-headed PCs (computadores
mistos), TVs com tela curva, utensílios
de cozinha inteligentes até demais e o estranho
Sense
Mother
me dão calafrios. Sim, impressoras
3D
e drones são
legais, mas eles não precisam atrair a atenção da cidade de Las Vegas para si. Se
você me perguntar, a CES
2014 teve uma aparência desesperada
, à
medida que se esforçou para sustentar a onda de entusiasmo dos smartphones e tablets
iniciada anos atrás e inevitavelmente perdida.

Esqueça o consumidor. Se você fica animado com tecnologias inventivas, o
mundo empresarial é onde você vai querer estar no momento, com uma explosão de
novas soluções que os analistas mais populares têm caracterizado de várias formas. O
visionário Geoffrey Moore, por exemplo, criou a frase "systems
of engagement" (sistemas de engajamento) para descrever os
dinâmicos sistemas empresariais com os quais os clientes interagem, em contraposição aos "systems
of record" (sistemas de registro), também conhecidos como aplicativos
executivos antigos e chatos como o ERP. A empresa de pesquisa IDC descreve o início da inovação empresarial como "A Terceira Plataforma"
um amálgama de “computação móvel, serviços de nuvem, Big Data, Analytics e
redes sociais".

Esses são conceitos de alto nível pelo fato de desenharem um círculo ao
redor de onde a inovação está ocorrendo. Mas como eles se desmembram em termos
de nova tecnologia real? Ultimamente tenho criado meu próprio mapa de calor de
tecnologias corporativas para agrupar as tecnologias atuais e promissoras em
modelos de alto nível.

Na base, a nuvem

Primeiro, o óbvio: Cloud é uma suposição fundamental para estes modelos. De
fato, toda a proposição por trás dos sistemas de engajamento é nebulosa,
pois qualquer uma delas depende da habilidade de escalar automaticamente e de modificar
aplicações com o mínimo de mudança para atender às inconstantes necessidades
dos clientes. Além disso, muito importante para a ideia da terceira Plataforma é a
noção da chamada de Shadow IT, ou seja, de que o executivo pode contornar a TI e buscar tecnologias diretamente –
todas, com exceção dos dispositivos móveis, disponíveis na nuvem
pública.

Com a nuvem na base, aqui está meu mapa de calor para
tecnologias empresariais. Eu o dividi entre tecnologias de infraestrutura,
tecnologias de camada de dados e soluções de desenvolvimento de aplicativos e
implementação de aplicativos. Seja advertido de que o conteúdo seguinte reflete meus
preconceitos pessoais sobre o que é interessante, promissor, essencial e
divertido de se falar.

1 - Tecnologias de infraestrutura

As tecnologias de infraestrutura aplicam-se aos
fornecedores de serviço de nuvem pública, como também às empresas que
administram nuvens privadas, mas os fornecedores de nuvem pública foram os
pioneiros.

SDx. Na boca de todo
analista está a bonita frase "tudo definido por software" (também
conhecida como centro
de dados definido por software
ou infraestrutura
definida por software
). É uma
expansão do modelo SDN
(redes definidas por software)
básico, no qual o ambiente de rede não é mais controlado por
roteadores e switches ou por outros tipos de hardware, mas sim por
software. Nós já fizemos um truque semelhante com servidores utilizando a
virtualização, e o tão
falado armazenamento definido por software

está a caminho. A conclusão é a de que os cálculos, armazenamento e as redes se
tornaram “fontes” abstratas do hardware commodity.

“Sistemas operacionais” em nuvem. As
estruturas de nuvem como o OpenStack – e as soluções integradas como o Cloud
OS, da Microsoft ou o vCloud, da VMware – fornecem os meios para orquestrar todos
esses recursos de infraestrutura virtualizada e de oferecê-los para os usuários
em uma base de autosserviço. Tal automação é essencial para o escalonamento
automático, onde uma nuvem fornece recursos de infraestrutura, automaticamente, à
medida que a demanda para um aplicativo aumenta por parte do usuário. A Amazon possui
seu próprio sistema proprietário, o qual a solução de nuvem privada Eucalyptus emula, enquanto a HP e a Rackspace oferecem
nuvens públicas do tipo OpenStack. A SoftLayer, adquirida pela IBM em 2013, também
oferece alguns serviços de nuvem pública OpenStack, que ela planeja expandir
este ano.

Administração de configuração.  Puppet,
Chef, Ansible, e Salt
facilitam, e
muito, a configuração e manutenção de dúzias, centenas ou até mesmo milhares de
servidores. Grandes fornecedores de nuvem os consideram essenciais para
orquestrar seus data centers, assim como cada vez mais lojas empresariais.

Armazenamento de cache no servidor.
O armazenamento flash se tornou padrão em muitos servidores de data center. Por que não montar toda a memória flash em um cache grande e
distribuído, reduzindo assim a porcentagem de leituras e escritas
que devem viajar até o SAN? É uma boa ideia que a  PernixData
fez um ótimo trabalho ao implementar.

2 - Tecnologias de camadas de dados

A dominância de décadas do RDBMS foi quebrada. Uma nova geração de bases de
dados NoSQL emergiu, algumas das quais começaram como “back end” para serviços
de nuvem e agora invadem a área enterprise. Em nossa era de nuvens
hiper conectadas, novas tecnologias de base de dados estão sendo complementadas
por soluções empresariais que processam dados e atualizam esses repositórios em
tempo real.

NoSQL. Nós cobrimos
os vários nuances das bases de dados NoSQL de modo extensivo, com o clássico artigo de Andrew Oliver, em 2012, "Qual
base de dados devo utilizar?
" ainda
atraindo leitores. Toda a ideia por trás do NoSQL é ser capaz de escalonar ao
simplesmente adicionar servidores em um aglomerado – e evitar as despesas
gerais da trabalhosa nova arquitetura RDBMS sempre que você precisar modificar
o modelo de dados. Em 2013, o fornecedor líder de bases de dados
NoSQL, o MongoDB, tornou-se a segunda empresa de código
aberto depois da Red Hat a ser avaliada
em mais de 1 bilhão de dólares
.

Novas estruturas Hadoop. A
onipresente solução de código livre para armazenamento e análise de dados
semiestruturados, o Hadoop, sempre teve dois componentes básicos: HDFS (Sistema
de Arquivos Distribuído Hadoop) e a camada de execução de trabalho MapReduce. O
sucessor do MapReduce chegou em outubro de 2013 com o Hadoop
2.0
. O caprichosamente chamado YARN
(Outro Negociador de Recursos)

possibilita que várias aplicações do Hadoop sejam executadas simultaneamente e
leva o Hadoop para além do processamento de cargas. Além disso, o Impala, da Cloudera, o HAWQ, da Pivotal e o Apache Squoop fornecem pontes novas e vitais entre as
bases de dados SQL e o Hadoop.

Processamento de fluxo de eventos. Você
pode alegar que o subtexto da CES 2014 foi a Internet das Coisas (IoT), com
computadores vestíveis e utensílios para o lar que fornecem todos
os tipos de dados telemétricos para serem digeridos pelas empresas. Mas a Internet das Coisas já está alcançando um crescimento considerável em alguns setores
industriais – e a tecnologia chave para lidar com essa inundação de dados é por
meio dos softwares de processamento de fluxo de eventos.

Quando o Pivotal,
derivado do VMware,
foi lançado, em abril de 2013, ele foi lançado
com um investimento de 105 milhões de dólares pela GE, que está muito ocupada
embutindo milhões de sensores em todos os tipos de produtos industriais, com o
software de processamento de eventos GemFire, da Pivotal, tendo como tarefa lidar
com a entrada de dados geradoas pelos mesmos em tempo real. Juntando-se à festa de processamento de
eventos em novembro passado estava a Amazon com seu serviço
Kinesis
e a Salesforce com sua plataforma
de integração Salesforce1
.

Integração de dados da nuvem.
Nenhuma base de dados deve estar isolada. Uma grande quantidade de soluções
emergiu para ajudar a TI a implementar, escalar e administrar a integração de
dados da nuvem, incluindo a Cordys, Dell Boomi, IBM Cast Iron, Informatica,
Layer 7, MuleSoft e a SnapLogic. À medida que os negócios buscam cada vez mais
as soluções de nuvem pública, uma integração bem planejada com a nuvem é a
única forma de evitar cair na moderna e miserável versão das empresas
em silos
.

3 - Soluções de desenvolvimento e
implementação de aplicativos

No fim das contas, o trabalho da TI é fornecer aplicativos para usuários,
mas aplicativos estão muito mais fluidos do que costumavam ser. Hoje, uma
colaboração de perto com o negócio e a análise contínua do comportamento dos
usuários ditam as frequentes revisões durante o ciclo de vida dos aplicativos – que
se beneficiam vastamente de um ambiente de desenvolvimento em nuvem e de uma infraestrutura de
teste. Além disso, à medida que a nuvem segue para o centro da experiência
computacional, uma ideia crescente é a noção de uma base de código de um
aplicativo nuclear que pode ser rapidamente adaptado para funcionar em um vasto
segmento de plataformas web e móveis.

Plataforma como um serviço.
Pense no PaaS (plataforma como serviço) como um servidor de aplicação na
nuvem em conjunto com ferramentas integradas de administração e implementação. Até
recentemente, o PaaS tem sido utilizado principalmente por desenvolvedores
comerciais de aplicativos móveis e Web. Mas, ultimamente, um número
crescente de empresas está testando o PaaS. Os principais atuantes do PaaS de
nuvem pública incluem o CloudFoundry, da Pivotal, o Windows
Azure
, da Microsoft, o OpenShift.
da Red Hat, o App
Engine,
da Google, e as ofertas
da  Salesforce que incluem o Force.com e
o Heroku, sem mencionar atuantes independentes
menores como a Cloudbees.

Back end móvel como um serviço.
Este é semelhante ao PaaS, mas tem como alvo específico os desenvolvedores de
aplicativos móveis com serviços adicionais. Seu típico desenvolvedor de
aplicativo móvel não quer se preocupar com a criação de armazenamento,
administração de identidades, notificações e outros serviços a partir do zero.
Os fornecedores de back end móvel como um serviço, como a Parse e a Stackmob,
fornecem todos esses serviços como uma oferta de nuvem integrada e ajudam os
desenvolvedores a administrarem todo o ciclo de vida do aplicativo móvel.

JavaScript pegando fogo. Aplicativos
que funcionam no navegador simplesmente não conseguem competir com aplicativos
nativos para computadores ou plataformas móveis, mas as estruturas JavaScript (como
o Famo.us) estão diminuindo essa diferença. Alie
uma interface de usuário excelente e responsiva com a habilidade de acessar
seus dados em qualquer lugar – e até mesmo de salvar o estado entre os
dispositivos – e você talvez não precise de um aplicativo nativ. Alternativamente, o código nuclear JavaScript pode ser encapsulado em
invólucros nativos para acessar características especiais de dispositivos
específicos.

Visualização de dados. À
medida que Andrew Oliver, da InfoWorld, prevê que 2014
será o ano dos dados
, um conjunto
muito interessante de ferramentas JavaScript está emergindo para criar
aplicativos que possibilitem aos usuários visualizarem todos esses dados,
incluindo D3,
InfoViz, Processing.js, e Recline.js
.

IDEs de nuvem. O
GitHub e o Atlassian
fornecem imensos
repositórios baseados em nuvem e sistemas de versão para milhões de
desenvolvedores ao redor do mundo. Mas quando o assunto é a programação, a
grande maioria dos desenvolvedores prefere suas máquinas locais. Isso pode
estar mudando com as ofertas de IDE nativas na nuvem como a JSFiddle,
Icenium, Cloud9, e Codenvy
.

Esta lista de tecnologias, novamente, não tem como propósito ser
particularmente abrangente ou logicamente organizada. Considero todas
fascinantes – e acredito que todas sejam componentes tecnológicos importantes e
concretos das vagas tendências da indústria sobre as quais os analistas gostam de falar
pomposamente. O IDC, por exemplo, posiciona sua Terceira Plataforma como uma
ameaça à TI convencional, já que a computação móvel, os serviços de nuvem, o Big Data, o Analytics e as redes sociais podem todos ser utilizados pelo negócio
diretamente, sem a ajuda da TI. Claro, em um curto prazo, – mas o efeito
posterior da consumerização da TI em grandes empresas será uma bola de pelos na
escala da nuvem caso a TI não tenha participação na compra, administração e
integração dessa tecnologia.

Veremos o resultado dessa luta em breve. Enquanto isso, para entusiastas da
tecnologia que podem ver além das brilhantes bugigangas para consumidores, a
explosão de tecnologia empresarial inventiva de hoje fornece entretenimento sem
fim.

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