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Mantra da IBM, negócios cognitivos começam a se tornar tangíveis no Brasil

A ideia é que, a partir de uma profunda interpretação de dados não estruturados, os sistemas cognitivos ampliem a capacidade analítica das empresas

Cristina De Luca

26/11/2015 às 18h53

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Em 2016, pelo menos um outro grande banco do país, além do Bradesco, começará a trabalhar com o Watson. E ao menos uma empresa de saúde já estuda o desenvolvimento de um projeto com o Watson. São os negócios cognitivos, mantra da IBM daqui para frente, ganhando forma no Brasil. Veremos projetos surgirem também nos segmentos de saúde, varejo, educação e seguros.

"Estamos começando a terceira onda da computação na IBM, afirma o presidente da companhia no Brasil, Marcelo Porto. Essa terceira onda é a das máquinas cognitivas, que vão estar a serviço das soluções de Analytics, Commerce e Segurança.

"O grande desafio da IBM hoje é definir o ritmo, a velocidade da transformação pelo qual vem passando, baseada em Cloud híbrida, Analyrtics, Mobile, Social e Segurança, afirma Porto. Hoje, esse segmento já representa 27%  do resultado da companhia, que está investindo  para que salte para 40% da receita em 4 anos. "Em cima desse arcabouço analítico entra a computação cognitiva", diz Porto.

De acordo com o executivo, a IBM soltou recentemente um manifesto sobre negócios cognitivos e como a companhia vê esse deslocamento para terceira onda de computação cognitiva, porque é importante as empresas se prepararem para isso. "A gente entende que aqueles que conseguirem alavancar o seu modelo analítico, suporte para computação cognitiva, essas serão as empresas que irão liderar o mercado. Tanto que as recentes aquisições da IBM estão relacionadas com esse movimento. Por isso compramos a Weather Company, que tem toda a capacidade analítica por trás dos dados sobre clima que compõem o motor de conhecimento do Watson, para suportar a nova divisão Watson IoT e a plataforma Watson IoT Cloud. Por isso fizemos parcerias com a Apple, com o Twitter, com o Facebook. Estamos procurando melhorar a nossa capacidade de extrair valor da análise de dados não estruturados e de conectar tudo isso com o legado", explica o executivo.

A IBM sabe que na TI tradicional ela está bem estabilizada, com um faturamento que permite mantar sua saúde financeira e olhar para frente, para esse mercado explosivo baseado nas tecnologias SMAC, de onde virá o crescimento da companhia.

Storage, por exemplo,  é uma área chave para a IBM. Tanto que a companhia decidiu antecipar para agora o lançamento da nova família de storage, que tinha o seu lançamento previsto só para o início de 2016. "Todo o ciclo de vida da informação você gerencia dentro de um desses subsistemas  de armazenamento. Por isso storage faz parte do nosso core business, com a previsão de muito investimento", afirma Marcelo Porto.

Além disso, a companhia investiu mais de 100 bilhões de dólares comprando empresas de software para complementar o portfólio.

No Brasil

Em 2015, embora a IBM não tenha crescido o tanto que gostaria de ter crescido no Brasil, ainda assim registrou crescimento, medido em Reais. E pretende continuar crescendo em 2016, mesmo diante de um cenário econômico desafiador. Esse crescimento passa pelas ofertas de servidores de alta performance, cloud híbrida com soluções da própria IBM e da Softlayer, ofertas de Commerce (calcada em Analytics),  Segurança, Analytics, e até negócios cognitivos.

"Nosso portfólio é rico e cheio de alternativas e estamos educando a força de vendas nesse sentido", afirma Porto, que diante de um leque tão amplo de ofertas tem a missão de chegar a novas audiências com sua equipe de vendas. A IBM quer falar com CFOs, CMOs, diretores de RH etc. Os novos
interlocutores ampliaram o foco da IBM para além CIO e nessa fase de crise econômica no país, ajudam a companhia a continuar crescendo.

Investimento no Watson
A IBM está trabalhando para que a tecnologia de computação cognitiva seja cada vez mais democrática e acessível para qualquer empresa e desenvolvedor.

 roadmapwatson

Esse investimento passa não só pelo desenvolvimento de modelos de uso, como por torná-lo mais "erudito".
Desde que venceu o Jeopardy!, o Watson ganhou 28 motores de conhecimento. A meta é chegar a 50 motores até meados de 2016 e 100 motores até o fim do ano. A partir de alguns deles já estão surgindo algumas aplicações práticas, como o Personality Insights, o  CogniToys, o Chef Watson, o News Explorer, etc.

Já os modelos de uso, hoje são três: soluções on-premisses, para clientes; plataforma aberta na nuvem, com APIs que permitem aos desenvolvedores usar os serviços de computação cognitiva e criar aplicações para os clientes; além de serviços Blue Mix.

Hoje a IBM diz possuir a maior e mais completa plataforma de serviços cognitivos na nuvem, que já podem ser usadas de acordo com a realidade de qualquer empresa - desde um desenvolvedor que deseja trabalhar de forma independente até uma empresa que pretende ter suporte técnico da IBM para atuar com computação cognitiva.

Um estudo com mais de 5 mil executivos de todo o mundo, que será
lançado em breve pelo Instituto for Business Value (IBV) da IBM, reforça
que as empresas com melhor desempenho já estão olhando para as capacidades
cognitivas como uma prioridade:

- No setor dos seguros, 65% dos CXOs procuram implementar um modelo
empresarial mais inovador, mas quase 30% sentem que a qualidade, a
exatidão e a integridade dos dados corporativos ainda são insuficientes.
Quase todos dizem que pretendem investir em soluções cognitivas.

- No varejo, 60% dos executivos não acreditam que a sua empresa
esteja suficientemente capacitada para oferecer o nível de experiência
que o cliente está procurando, e 95% dizem que vão investir em soluções
cognitivas nos próximos cinco anos.

- Na Saúde, mais de metade dos CXOs confessam sentir restrições na
utilização de todas as informações disponíveis, o que lhes limita a
confiança na tomada de decisões de negócio estratégicas. 84% desses
líderes acreditam que as capacidades cognitivas serão uma força
disruptiva na área da saúde e 95% pretendem investir nestas soluções ao
longo dos próximos cinco anos.

Além disso, em todos os setores os executivos entrevistados ​​pelo
IBV se referem à escassez de capacidades e de conhecimentos técnicos como principal barreira para a adoção de soluções cognitivas - superando
as preocupações com a segurança, a privacidade ou a maturidade da
tecnologia.

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