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Maioria das empresas brasileiras admite ter sofrido incidentes de segurança da informação

Entre as companhias que admitem ter sofrido algum tipo de problema, 83,56% foi infectada por códigos maliciosos, afirma pesquisa da Eset

Da Redação

27/10/2015 às 12h45

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Tome nota: 65,18% de 224 empresas consultadas recentemente pela Eset em uma pesquisa sobre o mercado brasileiro admitem que já tiveram problemas com segurança.  mais recorrente deles, citado por 83,56% das empresas, foi a infecção por códigos maliciosos (malware). 

A porcentagem no Brasil representa quase o dobro da contabilizada nos demais países da América Latina, onde os malwares são citados por 44% das empresas consultadas em um estudo similar.

O ranking dos incidentes mais comuns entre as empresas no Brasil e na América Latina é o seguinte:

Brasil

A.Latina

·        Infecção por malware

83,56%

44%

·        Exploração de vulnerabilidades

19%

14%

·        Phishing

18%

15%

·        Acesso Indevido

9%

44%

·        Fraude interna

8%

12%

·        Indisponibilidade

7%

14%

·        Ataques DDoS

6%

16%

·        Nenhum

34,82%

25%

A pesquisa revela ainda que 64% das empresas pesquisadas têm uma política de segurança definida, no entanto, investimentos em outros controles de gestão são inferiores a 30%. Medidas como Planos de Resposta a Incidentes (PRI) e Planos de Continuidade de Negócios (PCN) são implementadas por menos de um quarto das empresas pesquisadas.

“Esse cenário indica que mais de 80% das empresas brasileiras pesquisadas não possuem um plano definido sobre como atuar após um ataque. O que aumenta os riscos e os custos das organizações em casos de incidentes”, pontua Camillo Di Jorge.

Entre os processos de controle e gestão implementados em empresas brasileiras e latino-americanas estão:

Brasil

LATAM

·        Políticas

64.1%

78%

·        Auditoria Externa/Interna

28.6%

45%

·        Classificação de informações

26%

36%

·        Plano de continuidade de negócios

9%

32%

·        Acordos de Nível de serviços

17.9%

27%

·        Plano de resposta a incidentes

10.3%

26%

·        Nenhuma gestão

25.1%

7%

“Esse estudo confirma a percepção de que os níveis de investimentos em soluções de segurança nas empresas brasileiras ainda são inferiores ao restante da América Latina”, afirma Camillo Di Jorge. 

Segundo o executivo,  é importante que os executivos brasileiros se conscientizem da necessidade da utilização da tecnologia, associada a políticas claras e educação dos usuários para reduzir os riscos associados à segurança da informação e que podem representar prejuízos importantes para as finanças e para a reputação das organizações.

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