Home > Carreira

Líderes mulheres encaram mais discriminação de homens (e de mulheres), aponta pesquisa

Resultados de um estudo mostram que homens e mulheres reagem mais negativamente às críticas feitas por pessoas do sexo feminino

Da Redação

16/11/2019 às 15h12

Foto: Shutterstock

Mulheres continuam enfrentando barreiras sociais, mesmo quando chegam a posições de liderança. Para investigar a atual situação das mulheres no mercado de trabalho, o economista Martin Abel contratou 2,7 mil funcionários remotos para atuar com transcrição, atribuindo aleatoriamente um nome masculino ou feminino a gerentes e distribuindo os trabalhadores para receber feedbacks sobre o seu desempenho.

Os resultados mostram que homens e mulheres reagem mais negativamente às críticas feitas por pessoas do sexo feminino. Os participantes do estudo relataram que receber opiniões negativas de mulheres reduz mais a satisfação no trabalho do que quando os homens são os responsáveis pelas críticas. Além disso, os funcionários se mostraram duplamente desinteressados ​​em trabalhar para a empresa no futuro quando criticados por uma mulher.

Para os especialistas, esse cenário tem implicações importantes para o sucesso das mulheres na liderança. Atualmente, as mulheres representam 45% da força de trabalho das empresas S&P 500. No entanto, elas ocupam apenas 37% dos cargos de gerência de nível intermediário, 26% no nível sênior e somente 5% estão entre os CEOs.

Essa é uma realidade mesmo depois que as mulheres ultrapassaram os homens em formação educacional e em testes de competência de liderança nos últimos anos.

Para incentivar a igualdade de gênero no mercado corporativo, organizações de diversos setores estão criando iniciativas para conter a discriminação. Recentemente, Melinda Gates anunciou a doação de US$ 1 bilhão para combater a desigualdade entre homens e mulheres no trabalho. O valor será destinado para a promoção da equidade de gênero, à luta pelo aumento da participação feminina no mercado de trabalho e ao estímulo para que as empresas coloquem mais mulheres em cargos de confiança e liderança.

Fonte: Fast Company

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter Newsletter por e-mail