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Liderar em meio à crise: que tipo de líder você é?
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Liderar em meio à crise: que tipo de líder você é?

De uma hora para a outra, o normal ficou diferente. Fomos postos à prova e sem tempo para ensaios. E para incrementar, sem margens para equívocos

Por Leoton Martins*

25/05/2020 às 16h17

Foto: Shutterstock

De uma hora para a outra, tivemos que nos mostrar genuinamente líderes e nos fazer presentes mesmo à distância. Aprender a delegar, a apresentar resultados em um cenário conturbado e desconfortável, a reprimir a ansiedade e confiar no potencial de cada um. A manter a motivação e motivar a equipe mesmo quando pairam internamente dúvidas e incertezas sobre os dias vindouros. Desafio mesmo é fazer isso sem olhar nos olhos, sem um sorriso, sem poder apertar a mão, ou dar um forte abraço.

Crise ou oportunidade?

Está sendo fácil? Mas quem disse que as adaptações são fáceis? Não são. Elas exigem mais de nós. Exigem do time. Exigem de todos. Estão exigindo até dos nossos familiares que, diariamente, são incomodados e postos à prova por nossas longas e recorrentes reuniões. Afinal, poucos de nós dispõem de um legítimo “home office”. A maioria está improvisando, trabalhando no quarto, sala, ou até na mesa da cozinha. Competindo com os afazeres dos demais dentro do mesmo ambiente, seja a bagunça da criança, o cachorro que ladra, ou alguém fazendo serviços de casa, e por aí vai. Tem também os desafios de não saber a hora de “desligar-se” e de dar atenção à família. Às vezes iniciamos mais cedo e paramos mais tarde, sem perceber. Tem sido sim bastante desafiador e é indubitável que o processo por si só nos está exigindo muito mais criatividade.

Mas você já imaginou quão grande podemos nos tornar? Que outra geração teve essa oportunidade? Quem além de nós poderá futuramente olhar nos olhos das crianças e dizer: eu estava lá. Eu passei por isso e venci. Quem? Ninguém além de nós.

É hora de ocupar tempo em aprendizados, em reciclar-se, em adquirir novas habilidades.

O lado bom disso tudo!

Passar pelo processo é inevitável. A diferença está em o que se pode tirar de tudo isso. O que se aprende, o crescimento profissional e pessoal.

O ponto alto disso é a eclosão de “novas pessoas” e suas habilidades até então ocultas e inexploradas. Por motivos diversos se vê o “nascimento” de pessoas altamente independentes e plenamente capazes de realizar exitosamente suas atividades. Isso nos dá uma felicidade e deveria despertar uma inquietude que é: será que estou entre os tais? Ou passarei por todo esse processo e sairei sem nenhum aprendizado, nenhum crescimento?

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Há “males” que vêm para bem

Uma análise publicada no site da Época Negócios mostra algumas tendências para o mundo pós-pandemia e algumas dentre elas chamam mais a atenção. A primeira é a questão da solidariedade, ou seja, o ser humano voltando a ser humano. Se preocupando mais com o próximo, colocando a família como o ponto mais importante e talvez entendendo definitivamente o lídimo sentido da palavra “semelhante”.

Outro aspecto bastante avultado é a tendência de novos modelos de negócios e a necessidade de se reinventar em meio ao novo cenário para manter-se competitivo. A forma de se estudar, ou até mesmo de trabalhar, tendem a ter um novo momento. O trabalho remoto e as aulas virtuais, até então indagados por alguns, transformaram-se em boas opções e vêm mostrando resultados um tanto surpreendentes.

Num outro estudo feito publicado pela Revista Exame se vê nitidamente a adaptação das pessoas à nova realidade. Este estudo mostra uma pesquisa feita com funcionários das áreas de Moda e de Tecnologia, onde 76% deles se sentiam mais produtivos e focados e com isso apresentando bons resultados atuando em remotamente. Levando em conta que o que está por vir é um cenário de recessão econômica, as opções menos custosas e que apresentarem favoráveis resultados hão de ter notoriedade certa.

Que tipo de líder somos?

Uma pesquisa publicada no LinkedIn aborda alguns temas, e dentre eles este: como seria o líder ideal. Tal pesquisa fora realizada pautada numa mescla de habilidades (pessoais, organizacionais e interpessoais) e valores pessoais. O intuito era chegar às características mais almejadas por um liderado em seu líder. As características com maior relevância foram (nesta ordem): Persistência, Capacidade de Trabalhar em Equipe, Conhecimento Técnico, Cuidado com as Pessoas, Capacidade de Ouvir o Outro.

Note que dentre as cinco principais características, a maioria está voltada para o tratamento com a equipe, ou seja, o interpessoal se sobrepõe à habilidade técnica. Dos cinco citados, o Conhecimento Técnico aparece em terceiro lugar. Isso externa e deixa bastante explícita a necessidade do engajamento entre líder e equipe, de saber como pensam, de conhecer cada limite, de demonstrar o quão necessários são dentro todo. Isso faz lembrar uma frase bastante interessante de Michael Jordan: “o talento vence jogos, mas só o trabalho em equipe ganha campeonatos”. O mais importante não é o talento individual, mas sim o entrosamento da equipe. Quando se olha e busca o mesmo objetivo, conhecendo cada um sua importância e responsabilidade, a jornada fica mais leve e o sucesso se dá de forma natural.

Permita-me dizer-te algo

A você, líder, lhe sugiro enxergar esse momento como uma grande oportunidade que talvez não volte a apresentar-se a ti. Dedique algum tempo para criar laços com seus liderados. Pergunte, demonstre interesse em como está sendo a eles e às suas famílias esse momento tão único e de complexidade ímpar. Esteja disponível, até porque uma das atividades de um líder é servir aos liderados. Servir como um facilitador, como um apoiador. Deixe um pouco de gerenciar e passe a direcionar, instruir e motivar as pessoas. Conduza seu time em meio às mudanças e permita-os o “fazer do seu jeito.

É bastante provável que boas atitudes nos levem à criação e/ou desenvolvimento de talentos jamais notados nas nossas companhias. E bons líderes seguramente se orgulham e comemoram os louros de seus liderados.

Comecemos a inspirar pessoas com nosso modo de agir, com a forma de encarar cada situação. E os frutos seguramente serão surpreendentes.

*Leoton Martins é Gerente de Projetos da eCOMEX-NSI

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