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“Liderar é enxergar além do negócio”, diz CEO da Suse América Latina
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“Liderar é enxergar além do negócio”, diz CEO da Suse América Latina

Frente à operação da Suse América Latina, Cristiana Maranhão compartilha lições de liderança e chama atenção para a importância da mentoria

Por Carla Matsu

22/06/2020 às 10h02

Foto: Divulgação

Cristiana Maranhão assumiu a presidência da Suse para a América Latina pouco antes da pandemia do coronavírus sequestrar muitos dos nossos comportamentos tradicionais. Era final de janeiro de 2020 quando ela chegava para comandar na região a empresa líder em software de código aberto independente. A operação que já tinha em sua cultura organizacional o trabalho de forma descentralizada não sentiu o desconforto de uma nova metodologia, mas Cristiana diz que ajustes são tomados em tempo real.

“Uma coisa que aprendi na vida são que esses momentos que mais a gente cresce e essa é a mensagem que tenho passado”, conta em entrevista à CIO Brasil. “As pessoas já estavam acostumadas a trabalhar de casa, mas uma coisa é não pode sair de casa nessas condições. Nitidiamente percebi que membros da equipe sentiram muito menos e outros sentiram mais”. Conversas individuais, aconselha a CEO, são necessárias para sentir os diferentes efeitos de um momento delicado. “Como líder, eu me coloco à disposição para além do negócio, pois falamos de um elemento humano. Sentir-se suportado é fundamental. Estou aberta para qualquer pessoa para qualquer tipo de ajuda”, acrescenta.

Diversidade como pilar organizacional

Criar uma cultura organizacional mais inclusiva, ainda mais em tempos de pandemia, tem se mostrado um dos desafios das lideranças das organizações mundo afora. Nesse sentido, a Suse tem trabalhado para refletir um ambiente representativo. Um dos reflexos mais emblemáticos na Suse veio com a mudança da liderança global da companhia. Em julho de 2019, a empresa nomeou Melissa Di Donato como CEO e primeira mulher à frente da Suse. Com uma nova líder também vieram novas iniciativas estratégicas para a organização, bem como a inclusão de dois programas de orientação, um programa global de voluntariado e três redes de funcionários que se identificam entre as comunidades “Women in Technology”, “Pride at Suse” e “GoGreen”, iniciativas de empoderamento e sustentabilidade que atravessam a empresa. Esse tipo de orientação também veio a se alinhar com o reconhecimento da Suse Brasil como uma Great Place To Work (Melhores Empresas para se Trabalhar) em março deste ano.

Para Cristiana, o pilar de diversidade encontra na mentoria um caminho prático. "Falar de diversidade não é novidade”, pontua. “Nós sabemos muito bem o que significa conquistar nossos espaços”, acrescenta a executiva que antes de assumir o cargo de CEO da Suse América Latina atendia como Gerente Geral para SAP Ariba América Latina. Ao falar sobre a liderança global, Cristiana destaca que o trabalho de mentoria, defendido por Melissa, é fundamental para o crescimento de sua carreira e a de seus pares. “Como testemunha, tenho 25 anos de carreira e tive pouquíssimas líderes mulheres e nas poucas vezes que tive foram elas que me ajudaram a ter um salto na carreira. Mentoria é fundamental como retroalimentação no crescimento profissional. Tenho algumas mentoradas e tenho muito orgulho”, complementa.

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Com formação em Administração e Marketing, Cristiana também possui graduação em Psicologia. Uma formação diversa que acrescenta na liderança de equipes. “O que faz diferença para as empresas são as pessoas”, salienta. “O que eu posso dizer que faz diferença entre os líderes que estão entregando projetos. Tecnologia é meio fundamental, mas uma liderança sólida e a cultura que permeia a organização é que vai garantir o resultado da entrega”.

Vocação aberta

Se toda empresa caminha para ser eventualmente uma empresa de tecnologia, Cristiana destaca que há na vocação da Suse algo que se alinha para o futuro de todos os negócios: integração e ser open source.

"Eu tenho de pensar como simplifico esses sistemas e acelero a minha capacidade de entregar novos serviços e mudanças”, diz ao falar sobre a jornada de transformação digital que as companhias enfrentam nos últimos anos. "Nesse tripé de simplificar, modernizar e acelerar, aí que a Suse entra. A gente está na camada de uma estrada, nesta infraestrutura e com open source, nós abrimos como espaço para todos os líderes uma quantidade de arquitetura e soluções que é open, se conecta com qualquer outra gestão integrada”, explica.

Segundo a executiva, a Suse conta com um projeto de crescimento para dobrar de tamanho até o ano de 2023. “Queremos ser uma empresa de US$ 1 bilhão de dólares”, afirma. A empresa tem mantido o crescimento de dois dígitos ano a ano. A América Latina segue o comportamento global da Suse. “Há muito espaço para crescer”, diz Cristiana. "Esperamos crescimento em cloud e acreditamos muito na jornada de transformação, no crescimento a medida que as empresas deixam sistemas caseiros para adotar sistemas de negócios mais abertos. Essa modernização dos negócios é a grande aposta que a gente tem”.

Se a covid-19 tem questionado negócios mundo afora e feito muitas empresas revisarem seus orçamentos, a digitalização aparece como sinônimo de sobrevivência. “Os efeitos da covid serão nefastos para a economia. Pequenos e médios negócios, entendo que teremos um momento muito complexo. Mas em 25 anos de tecnologia, pude ver que crescemos em momentos adversos. E quando precisamos reduzir custos, tecnologia é a única resposta possível para termos produtividade e crescimento”, conclui a CEO.

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