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iPhone mais próximo das corporações

Anúncio de compatibilidade com Microsoft Exchange abre o caminho para a entrada do aparelho das empresas

C.G. Lynch

11/03/2008 às 11h30

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O anúncio da Apple de que o iPhone passará a suportar o Microsoft Exchange e da disponibilidade de um kit de desenvolvimento para aplicativos chacoalhou o mercado como se fosse um anúncio para consumidor final. Se você ainda não leu a notícia, saiba os detalhes aqui.
Abaixo, três pontos no uso do dispostivo pelo mercado corporativo que devem ser fortemente impactados pela novidade.

1) Muitos departamentos de TI terão de se abrir ao iPhone a partir de agora.  No início, existiam algumas razões significativas para evitar que o gadget da Apple invadisse as empresas. Mas, como disse Steve Jobs durante a coletiva de imprensa para o anúncio da compatibilidade com o Exchang, “a Apple ouviu o que os clientes corporativos queriam”. A lista de funcionalidades viáveis para as companhias incluem e-mail, calendário e contatos, assim como suporte a VPNs, autenticações, certificações e controle de identidades. Um departamento de TI teria a habilidade de, remotamente, limpar o conteúdo do aparelho caso fosse necessário.
Enquanto muitos usuários corporativos não entenderem o que essa lista de funcionalidades significa, eles não saberão que o iPhone já não é o bandido da segurança móvel. No entanto, os usuários de Exchange irão, provavelmente, bater à porta de seus departamentos de TI pedindo o iPhone.

2) Surge um mercado para os aplicativos para iPhone. O anúncio da Apple incluiu ainda o lançamento de um kit de desenvolvimento de software que permite a engenheiros criar aplicações usando, essencialmente, a mesma ferramenta que a Apple utiliza. Isso me lembrou da decisão do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, de abrir a plataforma da rede social, dando espaço para milhares de desenvolvedores de widgets. A diferença? Estamos falando de ainda mais dinheiro agora. Jobs diz que os desenvolvedores poderão ficar com até 70% da receita de cada aplicação, enquanto a Apple ficará com 30%.

3) A batalha pelos corações e mentes corporativos realmente começou. A fabircante do BlackBerry, Research in Motion, não ficará em silêncio. Um equipamento com tela touch-screen está nos planos da empresa, assim como conversas com líderes de TI de grandes corporações que irão ajuda-los a manter seu (grande) pedaço no “bolo” dos clientes corporativos. Dito isto, Jobs parece pronto para o debate. Durante a coletiva de imprensa, o líder da Apple alfinetou a RIM dizendo que os CIOs deveriam estar mais preocupados com a segurança de seus e-mails, fazendo referência ao fato de as mensagens passarem pelo data center da concorrentes no caminho entre os servidores corporativos e os dispositivos móveis.

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