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Investimentos em TI saltam quase 10% em 2018 no Brasil

Estudo da Abes em parceria com a IDC revela que País manteve 9º lugar no ranking mundial de investimentos em TI

Redação

02/04/2019 às 13h53

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Foto: Shutterstock

O Brasil se mantém em 9º lugar no ranking mundial de investimentos em TI, de acordo com prévia do estudo "Mercado Brasileiro de Software e Serviços", da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) com IDC. O documento, que utiliza dados do IDC referentes ao último ano, mostra que os investimentos em TI (software, hardware e serviços) no Brasil superaram as expectativas para 2018, chegando a US$47 bilhões, crescimento de 9,8% em relação a 2017, mais do que o dobro da previsão para o ano, que foi de 4,1%.

Desse valor, US$ 23,9 bilhões (51,3%) são referentes a investimentos em hardware, US$12,2 bilhões (26,2%) a serviços e US$ 10,5 bilhões (22,5%) a software.

Segundo Jorge Sukarie, vice-presidente do Conselho da Abes, o crescimento superou a média mundial de investimentos de Ti em 2018, que foi de 6,7%. A avaliação do executivo é a de que o bom resultado se deve a uma tímida recuperação da economia, aliada a uma expectativa de recuperação em 2019.

Mercado global

Os números preliminares do estudo, que deve ser publicado na íntegra no segundo semestre de 2019, indicam que a somatória dos investimentos em TI, em 2018, entre os países analisados, chegou a US$ 2,23 trilhões, valor 6,7% maior que o ano anterior. Os Estados Unidos lideram o ranking mundial com US$ 822 bilhões, seguidos por China e Japão com US$ 250 bilhões e US$140 bilhões, respectivamente.

Na América Latina, o Brasil se manteve em primeiro lugar no ranking regional, responsável por 42,8% dos investimentos em TI, mais que o dobro registrado pelo México (20%), que ficou em segundo lugar, seguido por Argentina (7,5%) e Colômbia (7,1%). A região investiu US$108,8 bilhões no mercado de TI em 2018, representando quase 11% do total mundial.

Em relação ao investimento em TIC, que inclui TI e Telecom, o Brasil desceu uma posição, ficando em 7º lugar no ranking mundial, com US$ 97 bilhões investidos, seguindo uma tendência de ligeira retração dos últimos anos desse setor, muito relacionada à transição de voz para dados dos consumidores. Neste quesito, o Brasil ficou ainda à frente da Índia (US$86 bilhões) e logo depois da França (US$109 bilhões).

Previsões para 2019

Entre algumas tendências apontadas no estudo, as soluções de próxima geração para segurança de informação figuram como uma área que deve atingir US$ 671 milhões, em 2019, crescendo 2,5 vezes mais rápido que as soluções tradicionais. Em relação ao uso da Inteligência Artificial (AI), o estudo indica que, no Brasil, 15,3% das médias e grandes empresas têm essa tecnologia entre as principais iniciativas e espera-se que isso dobre nos próximos quatro anos.

Já o Big Data e Analytics devem avançar em 2019, alcançando US$ 4,2 bilhões. O mercado de Cloud Pública no Brasil chegará a US$ 2,3 bilhões em 2019. O ecossistema de IoT deve movimentar US$ 9 bilhões em 2019, e crescer acima de 20% ano contra ano até 2022. O mercado de devices representará 38% de todo o investimento em TI no Brasil (cerca de US$ 24,5 bilhões), com a venda de dispositivos de maior valor.

A expectativa de crescimento para os investimentos em TI no Brasil para 2019 é de 10,5%, ainda impulsionada pela venda de devices, contra uma expectativa de crescimento médio mundial de 4,9%. É o Brasil voltando a crescer o dobro da média mundial, como ocorria até 2013. Para TIC espera-se um crescimento mais moderado, da ordem de 4,9%.

"O crescimento de 9.8% do setor comparado com o do PIB de 1.1 % demonstra um movimento crescente das empresas e governo no Brasil, em absorver tecnologia de forma significativa, certamente motivados pelos benefícios de redução de custos e da melhora na produtividade, fatores essenciais para enfrentar um mercado cada vez mais competitivo. Neste sentido, o principal objetivo da ABES é assegurar um ambiente atrativo para investimentos e inovador. Acredito que a tecnologia da informação além de ajudar no desempenho dos negócios, tem um papel fundamental para tornar o Brasil menos desigual", conclui Rodolfo Fücher, presidente da Abes.

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