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Internet das Coisas será em vão se a cibersegurança não estiver em dia

Pesquisa da nCipher Security aponta desafios por parte das empresas na segurança da Infraestrutura de Chaves Públicas

Da Redação

03/10/2019 às 17h38

Foto: Shutterstock

De acordo com uma pesquisa realizada pela nCipher Security, as empresas estão ficando vulneráveis a ataques cibernéticos com a popularização da Internet das Coisas (IoT). Ao não priorizarem a segurança da Infraestrutura de Chaves Públicas (ICP), as organizações têm enfrentado problemas para lidar com as novas ameaças, ficando expostas aos cibercriminosos que estão aperfeiçoando seus métodos de invasão.

Para o estudo, foram entrevistados 1,8 mil profissionais de segurança da informação de 14 países. O levantamento descobriu que a IoT é a tendência de maior crescimento, impulsionando a adoção de aplicações ICP. Conforme apontado no relatório, os participantes citaram preocupações como a alteração da função de dispositivos IoT por meio de ataques (68%) e a retirada do controle de dispositivos por usuários não autorizados (54%). Apesar disso, entre os cinco recursos de segurança de IoT mais importantes, os entrevistados consideraram o fornecimento de patches e atualizações o menos relevante.

"A escala da vulnerabilidade de IoT é impressionante - a IDC divulgou recentemente que haverá 41,6 bilhões de dispositivos IoT conectados até 2025, gerando 79,4 zettabytes de dados", explicou John Grimm, diretor sênior de estratégia e desenvolvimento de negócios da nCipher Security. “Não há sentido em coletar e analisar dados gerados pela IoT e tomar decisões de negócios com base neles, se não pudermos confiar na segurança dos dispositivos ou dos seus dados. Construir confiança começa pela priorização de práticas de segurança que combatam as principais ameaças à IoT e a garantia de autenticidade e integridade em todo o ecossistema da IoT.”

A ICP está sendo amplamente utilizada nas empresas para certificados SSL/ TLS (79%), redes privadas e VPNs (69%) e aplicativos e serviços baseados em nuvem pública (55%).

“O uso da ICP está evoluindo à medida que as empresas lidam com a transformação digital em seus negócios. Além da IoT, mais de 40% dos entrevistados também citaram a nuvem e as iniciativas móveis como impulsionadores do uso da ICP”, declarou Dr. Larry Ponemon, diretor executivo e fundador do Ponemon Institute. “Claramente, o rápido crescimento da IoT está tendo um enorme impacto no uso da ICP, à medida que as organizações percebem que a ICP fornece tecnologia de autenticação essencial para dispositivos conectados. Para que as empresas aproveitem ao máximo suas iniciativas digitais, devem continuar a melhorar a maturidade de segurança de suas ICPs.”

Por outro lado, grande parte dos participantes considera a existência de barreiras técnicas e organizacionais para o uso da ICP, como a incapacidade de alterar aplicações legadas (46%), habilidades insuficientes (45%) e recursos (38%).

No Brasil, apenas 36% dos entrevistados consideram a IoT como o principal estímulo para o desenvolvimento de aplicativos que utilizam a ICP. Entre os brasileiros, os desafios também incluem a incapacidade da ICP suportar novas aplicações (51%) e a falta de recursos (46%).

Apesar disso, as empresas no Brasil estão investindo seus esforços para a criação de soluções baseadas em IoT, com preocupações sobre segurança semelhantes aos outros países: a forma que as ICPs vão se preparar para o novo ambiente e o tempo que demorará para a tecnologia alcançar maturidade.

 

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