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CIO 2008: Qual seu estilo?

Existem três tipos de CIO. Entenda quais são, em qual deles você se encaixa e os desafios e oportunidades dos CIOs este ano

CIO EUA

07/01/2008 às 10h02

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Não há somente uma forma de ser CIO, ou um tipo de preocupação dos CIOs. Baseados nas respostas de como gastam seu tempo, classificamos nossos respondentes como líderes em três áreas: líder funcional, transformacional ou estrategista de negócio.

Um líder funcional primeiro se preocupa em blindar a área de TI para que ela não gaste o tempo e dinheiro da companhia, mantendo a estrutura funcionando. Quando questionados sobre quais atividades tomam a maior parte de seu tempo, 57% dos CIOs que identificamos como líderes funcionais responderam: em melhorar as operações de TI.

Raj Datt da Kennametal, por exemplo, poderia ser descrito como um CIO funcional. Ele, recentemente, instalou aplicações em tempo real e sistemas de monitoramento para reforçar a infra-estrutura de TI. Datt também faz parte dos 41% de CIOs funcionais que disseram que uma parte crítica de seu trabalho é desenvolver talentos na TI. Isso é cultivar novos “protetores” do sistema. Esperto.

Um líder transformacional é alguém que, como Loeb da Wilson, lidera esforços de mudança e redesenha processos de negócio. De acordo com nossa pesquisa, CIOs do tipo transformacional suportam um grande número de usuários, 7,6 mil na média, e comandam um grande orçamento, cerca de US$ 70,7 milhões, e uma equipe de tecnologia, de 219. No final das contas, é preciso dinheiro e pessoas para fazer mudanças.

Um CIO estrategista de negócios, como Deirdre Woods, CIO e sócio da The Wharton School na Universidade da Pensilvânia, se foca em e geralmente interage com clientes externos da academia e desenvolveu sistemas de TI para aproximá-los. Woods, por exemplo, tem construído aplicações de Web que simulam cenários de negócio para que os estudantes da Wharton possam praticar a tomada de decisões. CIOs estrategistas de negócio, de acordo com nossa pesquisa, são raros e pagos de acordo: US$ 303, na média.

É importante notar que ser um tipo de CIO não é necessariamente melhor que ser outro, ao menos que você não seja o que sua empresa quer e precisa.

Coloque um estrategista de negócio no controle de TI de uma indústria onde o sistema de ERP está indo por água abaixo ou onde a rede wireless WAN em Shanghai cai o tempo todo e verá muita frustração. O foco em tecnologia não é o que CIO estrategistas sabem fazer, nem o que querem fazer. Para essa função é preciso um CIO funcional.

Mas não chame um CIO que gosta de arregaçar a manga e se debruçar em códigos quando a empresa precisa convencer uma unidade de negócio a abandonar a sombra de um projeto de TI para algo melhor. Ao invés, chame um CIO transformacional com experiência em liderar mudanças e faze-las caminhar.

Nenhum CIO é todo uma coisa ou outra, Todos ficam em algum lugar do espectro. Cheios de inspiração e executando grandes mudanças, os CIOs transformacionais trabalham no centro do holofote. Saber quando enfatizar cada habilidade requer um CIO para entender “a maturidade de seu negócio,” diz Mitchell Habib, vice-presidente global de serviços da The Nielsen Co., uma empresa de informação e mídia de US$ 2,5 bilhões com sede em Nova Iorque.

Habib é conhecido entre recrutadores de executivos como um CIO transformacional, depois de ter ajudado empresas como General Eletric e Citigroup a passarem por mudanças na TI. A Nielsen, que produz o famoso programa de TV assim como outras métricas, contratou Habib em março de 2007 para re-configurar o gerenciamento da tecnologia. Ele está introduzindo novas plataformas de software e, em um negócio de US$ 1,2 bilhão com a Tata Consultancy Services, está terceirizando algumas das infra-estruturas de TI assim como processos de recursos humanos e de finanças em escala global. Nesses processos, ele está mudando a vida de sua equipe de 4,5 mil funcionários.

Habib fala sobre como compreender o nível da tecnologia não só pode elucidar alguns CIOs, mas também transformar seus pares em gerentes seniores, diz o presidente da SIM Noble, que foi CIO da Altria e da AOL Time Warner. “Minha preocupação é a mesma de diretores que estão definindo direções para a companhia, mas não sabem onde estão em termos de sofisticação”, diz Noble.

CIOs podem aceitar seu destino, forçados a responder a um quadro uniforme. Ou eles podem mudar isso.

Desafios e oportunidades do CIO

Para educar o quadro assim como gerentes internos, algumas vezes CIOs precisam marcam suas conquistas em TI. Timidez não o leva a lugar nenhum e a pesquisa com nossos respondentes mostrou onde eles realizaram projetos de maior impacto no ano passado. Com 70%, finanças e cálculos financeiros são os processos de negócios que receberam mais investimentos de TI para melhorias. Seguido de serviços ao cliente em 68% e recursos humanos com 54%.

Quarenta e dois por cento dos respondentes reportaram que TI está desenvolvendo o supply chain e processos logísticos. Esse é um grande salto dos 27% do estudo do ano passado e é a área que está se tornando uma prioridade. Isso não é surpreendente. Quando a globalização dos negócios segue em curso, problemas na cadeia de suprimentos se multiplicam e se intensificam para as manufaturas, grandes varejos e transportadoras. Não coincidentemente, os recalls de comida a brinquedos têm forçado companhias a fazerem planejamentos de milhões na tentativa de reaver produtos com problemas.

Outro desafio emergente (e talvez oportunidade) para os CIOS é o gerenciamento da “sombra da TI” nas empresas. Responder a essa questão foi a prioridade para o grupo de tecnologia da Southern Co., uma empresa da área de energia de US$ 14 bilhões. Becky Blalock, CIO transformacional da Southern para os últimos cinco anos, teve que convencer o departamento de serviços ao cliente a repensar uma aplicação financeira que haviam construído por conta própria.

Era a maior aplicação da companhia não gerenciada pela TI, diz Blalock. Quando a Southern reorganizou os serviços ao cliente, Blalock pegou o desenvolvimento do softwre que o grupo havia, historicamente, realizado. Mas para selar o acordo, ela teve que provar que seu grupo poderia gerenciar a aplicação melhor, custando menos à unidade de negócio. “Você não pode simplesmente dizer ‘Vocês não podem fazer isso’”, diz Blalock. “Nós fizemos um esforço concentrado para trabalhar com eles e demonstrar que poderíamos poupar dinheiro”.

Você pode estar no lugar certo na hora errada

Tão freqüente quando os CIOs dizerem que precisam falar a linguagem do negócio, CIOs ganham ou perdem poder baseado em suas atitudes, não em suas palavras, diz Eric Sigurdson, que lidera o information officer da recrutadora Russel Reynolds. Por exemplo. CIOs podem influenciar no lugar que ficarão do espectro funcional-transformacional-estrategista aprendendo diferentes habilidades e alternando como gastam suas horas de trabalho para enfatizar diferentes atividades. Esqueça alinhamento. Entenda quem quer o que de você quando o fazem. Esqueça inovação. Saia e ganhe mais dinheiro ou corte gastos para liberar recursos para reinvestir. Esqueça ROI. Faça o trabalho se tornar mais fácil ou mais rápido para as pessoas que usam o que você constrói.

Mas Sigurdson diz, encontre novos caminhos se é possível crescer na mesma organização ou mova-se para outras companhias e culturas. “Forasteiros em empresas não têm vícios construídos através dos anos, ou amarras políticas. Podem fazer o que pensam ser certo sem criar problemas com antigos relacionamentos.”

A conclusão é a seguinte: Se o resto dos seus pares de nível-C não vêem TI de forma integral, se não demandam tanto de você quanto de outros executivos de nível-C, encontre uma nova companhia com executivos que o façam. Eles estão por aí.

Leia mais sobre O estado do CIO em 2008

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