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5 dicas para reduzir gasto de energia no front office

Com o aumento dos recursos nos equipamentos de escritório, as companhias passam a perceber que não basta reduzir o consumo de energia no data center

ComputerWorld (EUA)

14/12/2007 às 12h14

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O primeiro a reduzir o consumo de energia foi o data center. Agora é a vez do front office. Preocupadas com os custos crescentes de energia, as empresas começaram a fazer mudanças significativas no modo de alimentar de energia e resfriar seus data centers. Mas muitos departamentos de TI ainda não direcionaram a economia de energia para o restante dos equipamentos de TI da empresa.

É uma visão estreita, segundo as organizações de TI que seguiram esta direção. Os data centers podem até utilizar mais energia por metro quadrado, mas, em termos do percentual do consumo total, o grande vilão é o equipamento de escritório.

“O equipamento de escritório tem mais recursos e está mais poderoso do que nunca. Em contrapartida, no entanto, o custo da energia cresceu”, diz Katherine Kaplan, que gerencia iniciativas de TI e produtos eletrônicos de consumo aderentes ao padrão Energy Star da Environmental Protection Agency (EPA).

"Se você observar o consumo geral de energia, os computadores e monitores consomem quase o dobro dos data centers”, afirma Jon Weisblatt, gerente de produto sênior da iniciativa de energia e refrigeração da Dell.

A Verizon Wireless é um exemplo de empresa que está economizando muita energia ao se tornar “verde”. No começo do ano, a operadora de telefonia móvel implementou o software de gerenciamento de energia NightWatchman da 1E Ltd., que põe os desktops e os monitores dos escritórios, das lojas e dos call centers no modo de economia de energia após um período de inatividade, bypassando qualquer configuração pessoal.

Outro produto da 1E, o SMSWakeup, “acorda” estas máquinas automaticamente fora do horário normal para disponibilizar patches e updates e as desliga novamente quando o processo está concluído. “Economizamos dinheiro ligando e desligando os computadores sob demanda”, explica o CIO Ajay Waghray.

Mas Waghray não parou aí. Nos call centers da Verizon, ele substituiu 7 mil PCs por thin clients Sun Ray da Sun Microsystems que consomem pouca energia, e a empresa inteira está migrando para monitores LCD. A substituição de PCs não gerenciados por 7 mil thin clients gerenciados em 10 call centers reduziu o uso de energia deste equipamento em 30%. Waghray estima que as duas iniciativas combinadas reduziram o consumo de energia no front-office em 900 mil dólares no ano.

Para Waghray, ser “verde” é um ótimo negócio. Os projetos foram bons para o serviço ao cliente. O patching fora do expediente e os thin clients mais confiáveis aumentaram o tempo de atividade e reduziram os volumes de trouble ticket em 50%. “Se você quer tornar as coisas mais eficientes, simples e focadas no cliente, ser verde é um fator muito importante.”

O IDC calcula que em 2006 havia cerca de 900 milhões de desktops em uso mundialmente. Mesmo se todas estas unidades fossem aderentes ao padrão Energy Star 2006, consumiriam 426 bilhões de kWh de energia por ano.

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Se todo este equipamento seguisse a especificação Energy Star 4 de 2007, cortaria o consumo de energia em 27% em comparação aos níveis do Energy Star 2006, diz Marla Sanchez, pesquisadora do Lawrence Berkeley National Laboratory em Berkeley, Califórnia. A economia seria de 115 bilhões de kWh – o suficiente para abastecer de eletricidade a Suíça inteira durante quase dois anos – e a emissão de gás estufa cairia cerca de 178 bilhões de libras.

Faça a sua parte para reduzir a emissão de gás estufa e poupar algum dinheiro para sua empresa: siga nossas cinco dicas para economizar recursos e aumentar a eficiência do equipamento do front-office.

1. Faça uma auditoria da energia
Fica difícil saber qual é a sua situação se você não mede a eficiência do equipamento que possui. Felizmente, auditar a energia do equipamento comum de escritório é menos complicado do que auditar o data center. Um medidor simples e barato encaixado entre o plugue do dispositivo alvo e a tomada pode medir as cargas atuais e o consumo de energia cumulativo ao longo do tempo.

Selecione um dispositivo com um modelo de uso típico -- digamos, uma impressora laser com a carga de trabalho diária mediana do escritório – e multiplique os resultados pela quantidade total de equipamento similar para estimar rapidamente o consumo geral de energia. Agora basta multiplicar o uso em kilowatt-hora pela tarifa de eletricidade local e você terá uma base para futura economia.

Os medidores variam dos mais simples aos avançados. O Kill A Watt da P3 International ou o Power Angel da Sea Sonic Electronics são fáceis de usar e baratos.

Unidades mais avançadas, como o Watts Up Pro da Electronic Educational Devices, armazenam dados e vêm com software que baixa e representa graficamente estes dados para mostrar o consumo de watts, volts e kilowatts-hora ao longo do tempo, dando um panorama mais preciso do uso de energia.

A Gieger Brothers, editora do Farmer's Almanac, realizou uma auditoria de energia inicial que se tornou “a mola propulsora das iniciativas para baixar o consumo de energia”, conta Joe Marshall, analista de sistemas de negócio e especialista em software da empresa. A auditoria revelou que o equipamento estava consumindo quase tanta energia fora do expediente quanto durante o dia.

Depois de auditar o uso de energia, é necessário auditar os processos internos para assegurar que o equipamento está sendo utilizado de uma maneira eficiente em termos de energia, orienta Robert Aldrich, gerente sênior especializado em eficiência de energia da Cisco. Após esta auditoria de processos – em outras palavras, depois que você sabe como anda o comportamento humano na empresa – é hora de dar uma olhada nas ferramentas de gerenciamento de energia.

2. Adote e execute gerenciamento de energia
“O impacto maior que você vai causar no seu ambiente de computação geral é pôr os sistemas para dormir”, observa Weisblatt, da Dell. Um laptop que consome de 14 a 90 watts em plena operação, por exemplo, usa menos de 1 watt no modo standby. Os desktops consomem mais e um único monitor CRT pode chegar a 90 watts.

A maioria das empresas, porém, não está gerenciando configurações de energia de maneira coordenada, e muitos desktops nem têm gerenciamento de energia ativado.

Ferramentas avançadas de gerenciamento de energia disponibilizadas por fornecedores de sistemas nem são instaladas na imagem do sistema baseline de muitos PCs corporativos. “Nós trabalhamos muito para otimizar os computadores para gerenciamento de energia e descobrimos que grandes corporações fazem mudanças para ‘desotimizá-los’”, diz Howard Locker, diretor de nova tecnologia da Lenovo.

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O problema é que TI precisa integrar e testar software empacotado da Lenovo com a imagem padrão da empresa e nem todas as organizações querem dedicar tempo a isso, explica Locker.

Algumas corporações, entretanto, estão começando a captar a mensagem. O administrador de rede Keith Brown implementou o LANDesk da LANDesk Software para gerenciar e bloquear configurações de energia em todos os laptops, desktops e monitores do Gwinnett Hospital System.

Como o SMSWakeUp da 1E, o LANDesk se beneficia da vPro Active Management Technology (AMT), um recurso da Intel embutido em seus processadores vPro que suporta gerenciamento remoto. Ele permite que o LANDesk e ferramentas similares liguem os PCs, carreguem atualizações e os desliguem remotamente. “Você faz gerenciamento 'fora da faixa’ em desktops, possibilitando controle mesmo quando as máquinas estão desligadas, explica Brown.

Quando os laptops estão ligados – isto é, quando estão sendo utilizados por funcionários – a Lenovo recomenda configurar o disk drive para desativar após cinco minutos de inatividade, o monitor para ficar com a tela em branco após 10 minutos e a máquina para entrar no modo standby, ou suspend, após 20 minutos.

Outros, como Amory Lovins, chairman e cientista-chefe de eficiência de energia do centro de altos estudos Rocky Mountain Institute, recomenda configurações ainda mais agressivas: desligar monitores e desativar o disk drive depois de apenas dois ou três minutos de inatividade.

Waghray, da Verizon, não teve dificuldade para implantar configurações de economia de energia. As máquinas são desligadas às 12:30 da madrugada e religadas às 5:30 da manhã. Monitores e unidades de disco rígido de desktops entram no modo de economia de energia depois de duas horas, enquanto que em thin clients os monitores e processadores entram no modo de baixo consumo de energia após 20 minutos de inatividade.

Na Gieger foi diferente. A empresa controla centralmente as configurações de gerenciamento de energia, mas teve que recuar um pouco. “Houve resistência e por isso estamos indo devagar”, justifica Marshall, observando que o atual tempo de suspensão de atividade dos monitores está ajustado para uma hora.

O problema para os usuários é que os tempos de recuperação variam. Sair do modo de hibernação – onde o sistema desliga e o estado do sistema é salvo em disco – e entrar online novamente pode levar até 30 segundos. Porém, só leva alguns segundos para se recuperar do modo de baixo consumo de energia suspend ou para o monitor ou o disk drive voltarem à vida. Ainda assim, alguns usuários não gostam de esperar nem um pouco, diz Marshall.

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Toda organização precisa encontrar o equilíbrio certo, aconselham os gerentes. “Para o usuário mediano, uma espera de alguns segundos não será invasiva”, acredita Jorge Bandin, vice-presidente de sistemas de informação e tecnologia da Terremark Worldwide, que fornece serviços hospedados. Na empresa, todos os PCs entram no modo sleep depois de 30 minutos de inatividade.

Em um call center, onde os computadores estão em uso o tempo todo, o modo sleep não é um problema, mas, mesmo assim, as pessoas não têm escolha, diz Waghray. Quando os usuários se afastam de um console por mais de dois minutos, o sistema é desligado e bloqueado.

3. Jogue fora os CRTs
A substituição de computadores e periféricos mais antigos por equipamento Energy Star proporciona economia de energia e espaço – e o consumo de energia mais baixo reduz significativamente as cargas de resfriamento em áreas de escritório, gerando ainda mais economia. O ponto de partida é o monitor CRT.

“Os principais culpados são os monitores”, sentencia Brown. A maioria das empresas já começou a trocar monitores CRTs por LCDs mais eficientes, que utilizam aproximadamente menos um terço de energia, mas ainda há muitos CRTs aguardando o mesmo destino. A Verizon Wireless acelerou o ciclo de renovação não só para economizar energia, mas também para liberar espaço valioso nas mesas de seus call centers.

A economia de energia pode aumentar. Brown estima que o Gwinnett Hospital System já economiza entre 30 mil e 60 mil dólares por ano em custos de eletricidade ao substituir cerca de 70% de seus CRTs por monitores LCD e usar ferramentas automatizadas de gerenciamento de energia.

4. Emagreça o cliente
Quanto ao desktop, prefira equipamento aderente à especificação Energy Star 4.0. Classificações Energy Star anteriores só abordavam modos de baixo consumo de energia, mas, “com esta nova versão”, comparamos o uso de energia enquanto estamos trabalhando”, diz Kaplan, da EPA. Os computadores que seguem o novo padrão consomem 20% a 50% menos energia do aqueles que aderiam aos padrões Energy Star anteriores, de acordo com Kaplan.

Os PC compactos, como o desktop ThinkCentre A61e da Lenovo ou o Inspiron 531 da Dell, são mais eficientes do que os desktops padrões e economizam espaço e energia (o A61e tem o tamanho aproximado de uma lista telefônica). Os PCs compactos usam apenas metade da energia de um desktop padrão, possuem fontes de alimentação com alta eficiência compatíveis com Energy Star 4.0 (são no mínimo 80% eficientes) e têm um ventilador de baixa velocidade que reduz os níveis de ruído.

Muitas empresas, entre elas a Jenny Craig, estão mudando para um setup Terminal Services ou Citrix Presentation Server, que lhes permite usar thin clients gerenciados facilmente na mesa de trabalho. Thin clients consomem menos energia e espaço, já que não têm disk drive ou ventilador, e os aplicativos e a sessão Windows executam no servidor.

Na Jenny Craig, o ruído foi um fator tão importante quanto a economia de energia na hora de escolher os thin clients da Wyse Technology. “Quando você põe 10 ou 12 PCs em um front desk, não consegue mais ouvir seus clientes”, ressalta Alessandra Nicoletti, diretora de operações de TI.

Por isso, nas lojas, ela migrou para um Citrix Presentation Server no back end e aplicativos Java, e equipou 484 centros Jenny Craig com thin clients da Wyse, que não precisam de ventilador. O consumo de energia em operação varia de 6 a 35 watts e as configurações de gerenciamento de energia podem ser bloqueadas e gerenciadas remotamente.

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A economia mais do que compensa, apesar da troca de PCs por thin clients requerer o acréscimo de servidores no back end que aumentam os requisitos de energia, diz Jeff McNaught, chief marketing officer da Wyse. Com a edição 64 bits do Presentation Server executando no back end, 1 mil PCs podem ser acomodados em três servidores de 800 watts. São cerca de 3 watts por cliente.

O sistema da Jenny Craig consome 90% menos de energia do que os PCs que eles vieram substituir. “Vemos isso nas contas dos centros”, diz Nicoletti.

Os thin clients trouxeram outros benefícios para os call centers da Verizon Wireless, onde a densidade do equipamento é alta e o espaço é escasso.

“Houve redução das necessidades de refrigeração do prédio inteiro”, conta Waghray. Apesar de todos os benefícios de economia de energia, os thin clients não vão servir em todos os casos -- por exemplo, para algumas aplicações gráficas ou que fazem uso intensivo de computação.

O setor de tecnologia espacial da Northrup Grumman está implementando 3 mil thin clients e testou 39 aplicativos de engenharia. A maioria deu certo, mas alguns que usam gráficos intensivamente não funcionaram, revela Clayton Kau, vice-presidente de engenharia.

Outras empresas enfrentaram resistência dos usuários. O Gwinnett Hospital System se interessou por thin clients, mas parou em cerca de 100 terminais. “Nem sempre saiu como esperávamos”, lamenta Brown, e a maioria dos funcionários foi contra, preferindo ter um desktop totalmente equipado que roda os aplicativos localmente.

5. Imprima com mais eficiência
Desktops e laptops não são a única área onde TI pode melhorar a eficiência. As impressoras tendem a ser trocadas com menos freqüência do que os PCs, mas a cada ano novos modelos trazem mais eficiência.

A cada geração de impressoras da Hewlett-Packard, por exemplo, a eficiência de energia aumentou entre 7% e 15%. Portanto, a substituição de unidades de algumas gerações passadas por novos modelos Energy Star pode reduzir os custos de energia em 25%. Além disso, o empacotamento de consumíveis é menor nas novas máquinas, o que resulta em menos descarte.

Novas tecnologias também estão melhorando a eficiência. No primeiro semestre, a HP começou a trocar os tubos fluorescentes utilizados para fotocópia por LEDs em alguns produtos. A tecnologia consome 1,4 vez menos energia durante a cópia e quatro vezes menos energia quando está ociosa.

As impressoras também estão mais inteligentes em relação a quando entrar no modo de baixo consumo de energia. O modelo multifuncional da Xerox, por exemplo, monitora o padrão de uso da impressora ao longo do tempo para decidir quando desativá-la e colocá-la online.

Tanto a Jenny Craig quanto a Terremark Worldwide configuraram impressoras para imprimir em ambos os lados. Apesar de o modo duplex não economizar energia, evita a utilização desnecessária de papel, afirma Jorge Bandin, vice-presidente de sistemas de informação e tecnologia da Terremark. O modo duplex diminui  em 25% o consumo de papel, diz Dave Lombato, líder ambiental do segmento LaserJet da HP.

A conta de energia da empresa não vai baixar, mas os custos de papel e as emissões de energia e carbono envolvidas em produzir o papel, sim. De acordo com a Forrester Research, a produção de polpa e papel é a terceira maior fonte de consumo de energia na América do Norte, atrás do aço e de produtos químicos.

Os administradores podem configurar impressão duplex em todas as impressoras, definir modos de economia de energia ou configurar as máquinas para desligar durante horas específicas da noite ou do fim de semana usando ferramentas de automação de diversos fabricantes de impressoras.

Consolidação e melhor gerenciamento de impressoras, scanners e outros periféricos também ajudam a economizar energia e dinheiro. Uma copiadora, uma impressora e um aparelho de fax individualmente podem consumir 1.400 kWh de energia por ano, enquanto uma impressora multifuncional consome metade disso, calcula a Forrester.

As impressoras multifuncionais, que combinam cópia, impressão, digitalização e fax, oferecem eficiência adicional, facilitando o gerenciamento de consumíveis e economizando não só espaço mas também energia. A consolidação de apenas dois dispositivos em uma única máquina, por exemplo, reduz o consumo de energia em aproximadamente 40%, segundo a HP. A Terremark usa impressoras multifuncionais junto com o serviço eFax da j2 Global Communications, que roteia faxes recebidos para uma caixa de entrada de e-mail ao invés de para uma impressora.

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Embora as vendas de impressoras multifuncionais estejam crescendo à taxa de dois dígitos, muitas empresas ainda mantêm um grande número de impressoras, copiadoras, scanners e aparelhos de fax não gerenciados. “Para cada impressora multifuncional, ainda existem seis ou sete impressoras”, contabiliza Keith Kmetz, analista do IDC. Mas em 2011 esta proporção estará próxima de uma para três, prevê o IDC.

Como não existe uma solução única para a computação eficiente em termos de energia, as melhores opções serão aquelas que complementam o negócio ao simplificar processos, tornar a equipe mais eficaz e servir melhor os clientes, enfatiza Waghray, da Verizon Wireless.

“Verde” não é necessariamente a meta, é um meio para um fim. A melhor maneira de começar, ele orienta, é “começar a pensar em computação verde como algo inseparável do que você está fazendo”.

Economia de energia no nível da rede
Em se tratando de rede, é mais difícil economizar energia. Em outras palavras, o modo sleep não ajuda muito quando a rede nunca “dorme”.
“Se você quiser que seu vídeo no YouTube comece a executar em três segundos ou menos, os switches que movem estes pacotes têm que estar no modo always-on”, brinca Robert Aldrich, gerente sênior especializado em eficiência de energia da Cisco.

Mas ele acredita que isso vai mudar. “Nesta mesma época no ano que vem, todo dispositivo final que vendermos terá algum modo de eficiência de energia. É uma grande iniciativa nossa.”

Voice over IP (VoIP) e Power over Ethernet (PoE) também aumentaram as demandas de energia no front office ao mover o consumo de energia de um PABX central para o desktop. Um telefone IP acrescenta cerca de 15 watts de energia a cada cubículo – o que se agiganta quando você tem mil usuários ou mais. Os switches habilitados para PoE no gabinete de fiação também utilizam mais energia do que os modelos não-PoE. No geral, porém, um sistema VoIP nativo consome menos energia do que o sistema PABX digital que ele substitui, diz Aldrich.

Para economizar energia, mova dados, não pessoas
Computadores que fazem uso eficiente de energia são bons, as pessoas que fazem uso eficiente de energias são ainda melhores. Um escritório verde vai além de um equipamento eficiente em termos de energia: o uso de tecnologia da informação para suportar teleconferência e teletrabalho pode tornar pessoas e empresas mais eficientes.

Este ano, centenas de pessoas empregadas no call center da Cox Communications começaram a trabalhar quatro dos cinco dias úteis em casa. Com um browser e seus próprios computadores domésticos, a equipe remota acessa um pacote de aplicativos hospedados em um Citrix Presentation Server no back end.

Para acessar o sistema, os profissionais do call center baixam um plug-in do browser e depois autenticam o sistema. “Podemos apresentar o ambiente inteiro a qualquer computador em qualquer lugar. Até distribuímos o conteúdo aos funcionários para as reuniões da equipe”, diz Josh Nelson, vice-presidente de tecnologia de informação e rede.
 
Ao revezar teletrabalhores diferentes no escritório em dias diferentes da semana, a Cox reduziu as necessidades de espaço físico e equipamento de computador e evitou a expansão das instalações.

Os funcionários também se beneficiam: na era do galão de gasolina a 3 dólares, a adesão ao programa voluntário reduz a locomoção até o trabalho e, diariamente, tira das ruas centenas de carros e suas respectivas emissões de gás carbônico. “Tem sido impressionante da perspectiva do custo e do efeito sobre o ambiente”, entusiasma-se Nelson.

O negócio de hospedagem da Terremark Worldwide exige que os funcionários se desloquem ao redor do mundo e localmente entre instalações para reuniões diárias. Há pouco tempo, a empresa implementou sistemas de videoconferência da Tandberg para interligar salas de conferência em suas instalações. Antes, a equipe realizava viagens regulares entre a sede e as instalações do data center hospedado, a duas horas de distância.

“Ajudou-nos a evitar cerca de 20% das viagens que fazíamos antes”, observa George Bandin, vice-presidente de sistema e tecnologia da informação. “É uma imensa economia de combustível e tempo.”

Robert L. Mitchell-Computerworld, EUA

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