Home > Gestão

Você se sente seguro?

Em sua quinta edição, Pesquisa Global de Segurança de CIO mostra que as empresas estão mais cientes dos riscos, mas ainda trabalham para conseguir controlá-los

CIO

14/12/2007 às 11h49

security_int.jpg
Foto:

Os riscos aos quais as informações digitais estão expostas já não são mais tão obscuros. Em vez de tentar varrer os perigos para debaixo do tapete, líderes de TI estão cada vez mais dispostos a colocar luz no problema e trabalhar para resolvê-lo. É o que mostra a quinta edição da Pesquisa Global de Segurança da Informação, conduzida pelas revistas CIO norte-americana e CSO em parceria com a PriceWaterhouseCoopers, ao apontar, por exemplo, que 77% das empresas entrevistadas conduzem uma avaliação dos riscos corporativos periodicamente. A situação nas empresas brasileiras é um pouco menos transparente – segundo a pesquisa, 57% adotam a prática.
A pesquisa deixa claro ainda que a questão central quando o assunto é proteger os dados corporativos não está mais na adoção de tecnologias de segurança – inclusive entre as brasileiras. De acordo com o estudo, das 300 companhias brasileiras consultadas, 92% possuem firewalls, 88% utilizam tecnologias de segurança no nível do usuário, 85% têm duplicação de dados e 92% usam mecanismos de detecção de ataques.
A maturidade tecnológica em relação à segurança da informação, entretanto, não tirou o tema da lista das dez prioridades dos líderes de TI – e muito menos reduziu o montante de dinheiro destinado a ela. Os números da Pesquisa Global de Segurança mostram que, para 44% dos entrevistados, o orçamento destinado à segurança da informação cresceu em 2007 (no Brasil, o número sobe para 50%). A importância do assunto também se revela no fato de 13% dos respondentes garantirem que mais de 25% de seu budget de TI destina-se a questões ligadas à segurança – número que, entre os brasileiros, chega a 20%.
Barreiras construídas e perigos mapeados, o momento, agora, pede a concentração dos recursos disponíveis para a criação de políticas e processos que garantam a efetividade dos sistemas e ferramentas que foram implementados. Ao iniciar este movimento, os CIOs – ou os cada vez mais populares CSOs e CISOs – depararam-se com a questão de que os funcionários e ex-funcionários são a principal ameaça à segurança das informações. A questão, que era ignorada por grande parte das empresas até pouco tempo atrás, consiste hoje em uma das maiores preocupações corporativas. Os números comprovam: este é o primeiro ano em que os funcionários superam os hackers no quesito “principal fonte de ataques”. Globalmente, 69% acreditam que atuais ou ex-funcionários foram os responsáveis pela maior parte dos incidentes; enquanto no Brasil são 82% cientes do perigo que têm dentro de casa.
Os brasileiros estão agindo rápido para fechar as brechas: 64% dos entrevistados possuem profissionais dedicados ao monitoramento dos funcionários, 54% possuem equipes especializadas em comunicar internamente as políticas de segurança e 56% oferecem treinamento aos funcionários a respeito de suas políticas de segurança e privacidade. E você, o que está fazendo para se proteger?

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter Newsletter por e-mail