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Tecnologias de consumo: adicional de complexidade

Permitir a entrada de novidades como iPhone e Facebook na corporação aumenta a complexidade do ambiente de TI

CIO

06/12/2007 às 1h03

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O ritmo louco das mudanças tecnologicas não são novidade, mas agora uma nova corrente de mudanças está chegando ao CIO: as tecnologias de consume estão cada vez mais sendo usadas por consumidores e empregados. "Em alguns anos, 100% das pessoas de 18 a 35 anos serão nascidas no mundo digital e suas expectativas serão determinadas por este fato", diz Mark McDonanl, VP dos programas executivos do Gartner. Isto significa que MySpace, Facebook, iPod, iPhone, GoogleMaps, instant messengers e blogs estão às portas das organizações.

O problema em relação às tecnologias de consume é que raramente são produtos pensados para trabalhar com os sistemas corporativos, então, encaixa-los na arquitetura corporativa aumenta a complexidade do ambiente. Um iPhone, por exemplo, não tem encriptação de disco, o que cria um buraco na segurança. "Uma das principais questões relacionadas às tecnologias de consumo é a segurança dos dados, já que esses produtos são facilmente roubados ou perdidos", avalia John Petrey, CIO do TD Banknorth. "Além disso, a complexidade aumenta para suportar as várias tecnologias usadas para conectar e sincronizar esses novos dispositivos aos sistemas corporativos."

A chave para incluir a tecnologia de consumo na corporação é mudar a forma como as coisas funcionam. Afinal, o que o CIO quer é um conjunto de processos e tecnologias consistentes para gerenciar; independente de eles virem na forma de um iPhone, um BlackBerry ou um Treo.

McDonald cita o exemplo das redes sem fio como histórico. Assim que um padrão confiável (o 802.11b) tornou-se disponível, as empresas passaram a poder gerenciar a tecnologia - e os dispositivos sem fio tornaram-se comuns.

O executivo admite que fornecedores de tecnologias de consumo tipicamente não estão interessados em aderir a esses padrões - e os consumidores realmente não se importam muito. Mas McDonald acredita que a "hora da virada" está chegando, seja pelo interesse dos próprios fornecedores em impulsionar suas vendas, seja pela pressão de CIOs.

De qualquer forma, os líderes de TI corporativos devem ter em mente que muitas tecnologias de consumo em breve serão vedetes corporativas. "Gosto de pensar que é uma oportunidade para reduzir e não aumentar a complexidade", avalia Patty Morrison, CIO da Motorola. As empresas que usarem tecnologias de consumo possibilitam que seus funcionários gerenciem melhor a convergência das demandas pessoais e profissionais. Essas são as companhias vencedoras", ela conclui.

Galen Grumman - CIO (EUA)

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