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Automação da Fundação Pró-sangue de SP chega a etapa final

Além do Paraná, a Fundação Pró-Sangue Hemocentro de SP também usa TI nas agências transfusionais.

Redação do COMPUTERWORLD

27/11/2007 às 11h59

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Neste ano, a automação atinge sua etapa final na Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo, instituição vinculada à Secretaria da Saúde e Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). A tecnologia, aplicada em praticamente todos os setores desde 1994 e aprimorada continuamente, chega agora às agências transfusionais. São assim chamadas as áreas onde se realiza a prova cruzada – teste de compatibilidade do sangue armazenado nas bolsas com o sangue do receptor (paciente internado que receberá a doação).

A Fundação Pró-Sangue – responsável pela coleta e processamento mensal de aproximadamente 15 mil bolsas de sangue e 43% do sangue consumido na região metropolitana de São Paulo – foi o primeiro hemocentro do País a se informatizar. O processo compreende desde o cadastro dos doadores, passando pela triagem, até o envio do sangue para a distribuição.

Antes da automação, as informações sobre os doadores – resultados de testes para hepatite e outras doenças – eram mantidas em arquivos. O volume de papéis, decorrente da grande quantidade de doadores que passam pela instituição, inviabilizava o acesso imediato a eles. Por isso, a cada nova doação era preciso refazer testes e questionários. Isso gerava gastos redobrados com kits de sorologia, bolsas de sangue e outros materiais. 

A automação garante informações e processos seguros e reduz custos, explica o chefe do Departamento de Informática, Marcelo Nunes Pereira. Outro ganho foi em termos de sigilo das informações. Bolsas e tubos de sangue não trazem o nome do doador – apenas códigos de barras. O acesso a testes sorológicos, por exemplo, é restrito a alguns médicos por meio de senhas.

A maior inovação proporcionada pela tecnologia, segundo Pereira, é a transmissão dos dados dos exames dentro do sistema. “Esse sistema zerou a porcentagem de erros no envio de informações e tornou mais rápido o processo”. Antes, era necessário inserir manualmente as informações, conferi-las e, em caso de erros, repetir tudo. Hoje, a máquina passa os dados diretamente, de maneira correta e instantânea.
 
Mensalmente, o hemocentro recebe 17 mil candidatos a doador. A primeira parada é no setor de cadastro, em que o interessado, mediante a apresentação de documento oficial com foto, fornece suas informações cadastrais que são armazenadas no sistema e recebe um protocolo. Na pré-triagem, verificam-se peso, pressão arterial e temperatura, além de realizar teste rápido para detectar anemia.

A seguir, na triagem, a pessoa responde a uma entrevista confidencial com 50 questões. A finalidade é a sua própria segurança no processo de doação e a do paciente que receberá o sangue. O código de barras do protocolo permite acessar informações de doações efetuadas anteriormente.

Depois da triagem, o interessado tem a oportunidade de manifestar, de forma sigilosa, se apresenta comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis. Mais uma vez, a informatização garante o sigilo: ele passa o código de barras de seu cartão e opta por sim ou não no monitor instalado numa cabine. Se a resposta for afirmativa, fará a doação, o sangue passará por todos os testes e, mesmo que os resultados sejam negativos, a bolsa será descartada. Se a resposta for não, a bolsa só será utilizada se todos os testes sorológicos resultarem negativos. 

Com informações da Agência Imprensa Oficial

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