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Rede MM corre atrás de TI para dobrar de tamanho

A empresa implementou uma rede VoIP, que assegurará economia de R$ 4 milhões/ano, e busca novos softwares para gestão da central de distribuição e de frota própria, além de migrar para um ERP de mercado

Marina Pita

27/11/2007 às 11h32

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A rede MM-Mercadomóveis, uma das maiores do estado do Paraná, prorrogou a implantação de sua infra-estrutura de TI por muitos anos. Agora, depois do crescimento de 900% em 12 anos, a empresa enfrenta seu imenso gargalo tecnológico em um processo apelidado pela MM de “agachar para saltar” e continuar na disputa com os grandes grupos varejistas do país.

Com cem lojas no estado do Paraná, a rede varejista de médio porte pretende dobrar de tamanho nos próximos cinco anos. Para isso, seu primeiros projeto foi em uma rede VoIP. “Tínhamos lojas distribuídas por todo o interior do Paraná. Em Cascavel, por exemplo, gastávamos 5 mil reais por mês, era muito interurbano”, explica Marcos Camargo, diretor executivo da rede. 

Para mudar a estrutura de comunicação por voz, Camargo precisou buscar um link com qualidade superior (já contava com uma rede de internet centralizada). “Precisava de link estruturado, para ter qualidade na transmissão de voz, partimos para o link MPLS Vetor da Brasil Telecom”, afirma ele. O diretor teve que estruturar sua rede, dobrou a capacidade da rede e implantou um sistema que prioriza o tráfego de voz.

“Hoje, a mesma loja de Cascavel gasta 1,2 mil reais por mês. O investimento inicial foi um pouco alto, mas a rede se paga rapidamente”, garante o diretor. A MM deve economizar cerca de 4 milhões de reais por ano com o projeto.

Agora, a rede investe para tornar as lojas ramais de um PABX central da Digitro e facilitar a comunicação entre elas. Por último, Camargo pretende fazer um plano de DDD via VoIP, mas “ainda não compensa, já que tinha acordos agressivos com as telefônicas tradicionais”. O sucesso nessa empreitada foi um grande incentivo para a MM ousar a implantação de novas tecnologias.

São tantos os projetos da rede que Camargo mal pode acompanhá-los. O primeiro deles, diz respeito à resposta ao aumento da área da central de distribuição, que vai praticamente triplicar de tamanho. Por isso, já avalia alguns softwares para gerencia-lo e outro para o projeto de frota própria. Além disso, a meta de aumentar o comércio via rede mundial de computadores também exige investimentos. Todos a caminho.

O ERP (Enterprise Resource Planning) também deve mudar. “O sistema atual foi desenvolvido internamente e já não dá mais conta das nossas necessidades. Meu gerente de TI fica quase que 100% do tempo em função dele. Queremos migrar para uma solução de mercado, como a Oracle”, diz Camargo.
 
Em 2006, a MM-Mercadomóveis teve um incremento de 37,5% em seu faturamento e 30% em seu número de lojas.

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